<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187</id><updated>2012-02-13T11:11:14.901-03:00</updated><title type='text'>Com Jesus na contramão</title><subtitle type='html'>A missão do cristão é simplesmente seguir a Jesus Cristo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>396</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5094194842626702189</id><published>2012-02-12T22:22:00.002-03:00</published><updated>2012-02-12T22:25:19.138-03:00</updated><title type='text'>A cura do leproso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DE4xNNxHq-A/TzhmeWV4fqI/AAAAAAAAAzg/D5YG0WtwnJM/s1600/leproso.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 249px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DE4xNNxHq-A/TzhmeWV4fqI/AAAAAAAAAzg/D5YG0WtwnJM/s320/leproso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708425199271575202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu quero: fica curado!”&lt;/span&gt; (Mc 1, 41)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de Mc 1, 40 – 45 fala da cura de um leproso que se atirou aos pés de Jesus e o reconheceu como aquele que podia curá-lo de sua doença. Jesus quis, a cura aconteceu e aquele que era leproso saiu divulgando a notícia por toda parte. O leproso era alguém afastado do convício social, totalmente excluído, ferido em sua dignidade; além de sofrer com a doença, sofria também com a exclusão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jesus tornou-se acessível e foi encontrado pelo leproso: eis a primeira constatação. Isto mostra que Jesus estava na periferia, nos lugares esquecidos onde se encontravam os esquecidos daquela época. Hoje, onde nos encontramos? Estamos no centro ou na periferia? A resposta é simples: se os últimos da sociedade têm acesso ao nosso cotidiano, então estamos na periferia; do contrário, estamos onde Jesus não está.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O leproso pediu de joelhos para ser libertado. Primeiro, Jesus teve compaixão. Ter compaixão quer dizer padecer com. A compaixão de Jesus é prova do seu esvaziamento. Um homem cheio de si é incapaz de compadecer-se. Um homem que não compartilha o sofrimento de quem sofre também é incapaz de sentir compaixão. Quais as situações que nos fazem sentir compaixão do próximo? Ou será que a indiferença já tomou conta de nós e nos tornamos insensíveis e cegos diante do clamor da face gritante do outro?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, Jesus tocou no leproso. A cura passa pelo aproximar-se, pelo tocar e se deixar ser tocado pelo outro. Jesus não praticava magia, mas tocava as pessoas. Assim, mostrou-se corajoso porque ousou tocar alguém que era considerado impuro pela religião e pela sociedade. Tocando-o Jesus nos diz: Deixe-o viver, ele quer viver, precisa viver, tem o direito de viver, vosso Pai é vida! O leproso não era uma doença, não era uma coisa, não era impureza, mas homem, pessoa, filho de Deus. As mãos e a palavra de Jesus restituíram-lhe a vida e a dignidade. Saiu feliz, libertou-se da rejeição, tornou-se verdadeiramente pessoa: eis a vontade de Deus para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estamos tocando as pessoas? Há mãos curadoras por este mundo a fora... Há mãos que tiram a vida do próximo... Há outros que saqueiam o dinheiro público e há também aquelas que violentam, espancam, ferem... No Oriente Médio, quanto sangue!... Nos centros urbanos, quanto desespero!... Há ainda aquelas mãos ungidas de pessoas consagradas para acolher, abençoar, absolver, santificar... Uns usam estolas, outros mitras. O que estão fazendo estas mãos que dizem ser reservadas tão somente para o serviço? Efetivamente, estão curando as mazelas do povo de Deus?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há lepra em todo lugar neste mundo: fome, depressão, desemprego, violência doméstica e social, preconceito, intolerância etc. Todas estas realidades tiram a vida das pessoas, as desumanizam. Há que cultive o pecado da omissão recorrendo ao culto. Isto mesmo, ao culto. Há sacerdotes e levitas apressados para chegarem logo ao templo para cultuar seu Deus. Que Deus?... O Deus de Jesus está na vida do leproso da periferia e da beira do caminho, e dificilmente pode ser encontrado escondido num sacrário de prata ou ouro. Para tentar agradar mais a Deus inventaram até a adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento! Esqueceram que se adora servindo a Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso tomar muito cuidado para que o culto não se transforme em fuga da realidade. Isto acontece quando o culto não aponta para a periferia. É o que está acontecendo com todas as Igrejas cristãs: a liturgias e cultos cada vez mais aperfeiçoados e, conseqüentemente, desencarnados. Há muita leitura distorcida da Bíblia e um barulho ensurdecedor. Os que sofrem com o mal do clericalismo investem nos paramentos e nas reformas das igrejas. O povo fica impressionado, sem palavras diante de tanta beleza!... Enquanto isso, o leproso continua na periferia, porque não aparece no culto. As igrejas estão se tornando espaços cada vez menos propícios para acolher os pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus veio para libertar o ser humano de todo tipo de escravidão. Seu querer é a liberdade do gênero humano. O leproso precisava se libertar da lepra para se integrar na sociedade e viver de forma saudável e digna. E nós, de que tipo de lepra precisamos ser libertos? A quem estamos recorrendo para nos libertar de nossas lepras? Queremos mesmo ser livres?... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5094194842626702189?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5094194842626702189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5094194842626702189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5094194842626702189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5094194842626702189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2012/02/cura-do-leproso.html' title='A cura do leproso'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DE4xNNxHq-A/TzhmeWV4fqI/AAAAAAAAAzg/D5YG0WtwnJM/s72-c/leproso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5426711342654940861</id><published>2012-02-08T21:25:00.003-03:00</published><updated>2012-02-08T21:36:43.691-03:00</updated><title type='text'>A devoção ao Divino Pai eterno</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2jgBYHsmd9c/TzMVEs0c04I/AAAAAAAAAzU/OMrLbflpDXA/s1600/pe%2Brobson.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 233px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2jgBYHsmd9c/TzMVEs0c04I/AAAAAAAAAzU/OMrLbflpDXA/s320/pe%2Brobson.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706928323303363458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entre os dias 8 e 22 do mês passado, participei das Santas Missões Populares Vicentinas, em Coronel Murta, pequena cidade da região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Várias coisas me chamaram a atenção, dentre as quais a devoção ao Divino Pai eterno. Durante as visitas às famílias fui indagado várias vezes a respeito da legitimidade desta devoção popular, que está se espalhando por todo o país. Curiosamente, resolvi assisti a uma das missas presidida pelo famoso Pe. Robson, redentorista e principal divulgador de tal devoção. Justamente no dia em que assisti à missa na TV Aparecida, o citado padre falou, insistentemente, da construção do novo santuário, que custará muitos milhões de reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irei pontuar algumas considerações a respeito desta devoção, respondendo, assim, aos amigos e leitores de meu Blog, que, insistentemente, tem me pedido para escrever alguma coisa sobre esta questão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1 – Na Igreja da Idade Média, a devoção aos santos era algo quase que fundamental na vida eclesial e a afluência do povo era tão grande que a Igreja chegou até a se utilizar da boa fé do povo para explorá-lo, ou seja, ganhou-se muito dinheiro e muitos bens à custa da devoção aos santos. Assim sendo, isto não é uma novidade na vida da Igreja. Após as denúncias de M. Lutero no séc. XVI, a situação melhorou um pouco, mas os desvios e/ou excessos continuaram dificultando a prática de uma fé verdadeiramente cristã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – A imagem do Divino Pai eterno, a meu ver já é um desvio. Os cristãos de outras Igrejas podem, com muita razão, nos acusar, em certo sentido, de sermos idólatras. Penso que não há necessidade de fabricarmos uma imagem de Deus. Deus não tem forma, ninguém jamais o viu, como podemos fazer-lhe uma imagem? Na imagem fabricada, o Pai eterno é um velho barbudo! Deus não é um ancião! Na mesma imagem aparece o Filho, o Espírito e Maria. Desta forma, não é uma imagem da Trindade Santa, é algo diferente que passou despercebido. Ironicamente, alguns se perguntam o que Maria está fazendo naquela imagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – A devoção aos santos e santas de Deus é legítima na Igreja, é recomendável. É verdade que não é o fundamental na vida cristã, pois o essencial é o seguimento a Jesus de Nazaré. Sabemos muito bem que os santos foram e são mulheres e homens que se colocaram e se colocam no caminho do Cristo Jesus. Penso que não podemos ser devotos de Deus. Somos filhos de Deus e não precisamos nos relacionar com Ele como nos relacionamos com os demais santos. Deus é o Santo por excelência e a fonte de toda a santidade. Nossa relação com Deus deve ser filial, não devocional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir das perguntas das pessoas percebo que muita gente confunde o Pai eterno com um santo comum. Uma jovem dona de casa me disse: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu adoro o Divino Pai eterno, tudo o que eu peço, alcanço. Ele pede a Deus tudo o que eu preciso!”&lt;/span&gt; O vínculo é tão devocional que há a imagem e a novena. Como podemos nos relacionar com Deus através de promessas e novenas?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – É verdade que Deus não vai levar em consideração este equívoco de ordem doutrinal e pastoral ao escutar o clamor de um pobre sofrido que lhe suplica através de uma devoção como essas, mas isto não justifica a permanência da mesma de forma equivocada. O maior problema está no fato de não levar as pessoas ao seguimento de Jesus de Nazaré, mas à dependência e ao cultivo da imagem de um Deus meramente dispensador de todas as graças. Não vejo diferença entre o apelo desta e outras formas apelativas de devoção e o “Pare de sofrer!” da Igreja Universal do Reino de Deus. O Pe. Robson insiste nisto: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“o Pai eterno não quer ver ninguém sofrendo, faça sua promessa, venha à Trindade (GO), faça conosco a novena e seja um benfeitor na construção do novo santuário!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Não precisamos prometer nada a Deus. Ele não nos atende por força de promessas. A relação com Ele deve ser filial e gratuita. Nossa missão é seguir seu Filho Jesus e construirmos o Reino. Devoções apelativas como esta desviam os cristãos de sua missão fundamental. Por isso, merece correção e reorientação. A missão da Igreja não é levar às pessoas a santuários através de incansáveis e inúmeras peregrinações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adesão ao projeto de Jesus não acontece em peregrinações, mas no cotidiano da vida, vivendo-se o amor na relação com o próximo. Não adianta se apegar às devoções se não se busca fazer a vontade de Deus. Fora do seguimento de Cristo e de seu projeto libertador toda e qualquer devoção perde seu sentido e se transforma em instrumento de alienação; torna-se fardo pesado nas costas dos pobres, que assumem certa obrigação de tirar do pouco dinheiro que tem para sustentar e manter estruturas pesadas e dispendiosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o leitor tenha compreendido a mensagem deste texto. Não estou indo contra as manifestações da religiosidade popular. Estas são ricas e necessárias ao povo de Deus, mas os desvios e excessos devem ser prudentemente observados, a fim de que o Evangelho de Jesus de Nazaré não seja marginalizado. A Igreja deve levar as pessoas a um encontro com o Deus de Jesus de Nazaré, não a uma imagem de Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É inadmissível que Deus seja reduzido a objeto de devoção popular, pois é o eterno mistério, portanto, insondável. A verdadeira imagem de Deus está no Cristo crucificado. Não podemos fugir da cruz de Cristo, pois &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“se com ele morremos, com ele viveremos; se com ele sofremos, com ele reinaremos. Se nós o renegarmos, também ele nos renegará. Se lhe formos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode renegar a si mesmo”&lt;/span&gt; (2 Tm 2, 11 – 13). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devoções como esta induzem as pessoas a pensar que Deus tem a obrigação de livrá-las de seus sofrimentos, quando na verdade o sofrimento é inerente à condição humana. É verdade que Ele não quer nos ver sofrendo, mas é verdade também que não enviou seu Filho com a missão de curar e libertar as pessoas de seus sofrimentos. Jesus curou e libertou muita gente, mas esta nunca foi sua missão fundamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5426711342654940861?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5426711342654940861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5426711342654940861' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5426711342654940861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5426711342654940861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2012/02/devocao-ao-divino-pai-eterno.html' title='A devoção ao Divino Pai eterno'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2jgBYHsmd9c/TzMVEs0c04I/AAAAAAAAAzU/OMrLbflpDXA/s72-c/pe%2Brobson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-9202207845310872853</id><published>2012-01-06T18:54:00.002-03:00</published><updated>2012-01-06T18:56:50.786-03:00</updated><title type='text'>Uma visita inquietante</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pIvPPvsrztc/TwduHErYIKI/AAAAAAAAAzI/fstcKOj31PM/s1600/038.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-pIvPPvsrztc/TwduHErYIKI/AAAAAAAAAzI/fstcKOj31PM/s320/038.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694641321627099298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia 03 de janeiro do corrente ano, juntamente com minha mãe, visitei o túmulo do teólogo belga José Comblin, falecido no dia 27 de março do ano passado. Neste breve texto quero partilhar com o leitor alguns sentimentos que me surgiram durante tal visita, que a denomino visita inquietante. Não quero falar da vida de J. Comblin, mas da visita, partilhando algumas inquietações. Estas se fundamentam em duas palavras que estão inscritas em forma como que de um título aquele que foi um dos maiores teólogos da Igreja. Assim está inscrito no seu túmulo: José Comblin, *22/03/1923 +27/03/2011 &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Profeta da Liberdade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem o conheceu de perto sabe que, a exemplo do profeta Amós, José Comblin não se autoafirmava profeta. É claro que sua obra teológica e sua vida humilde no meio dos pobres nordestinos testemunham que ele era, de fato, um profeta de Deus. Se tirarmos a palavra liberdade de sua vida e de sua obra, tudo perde seu sentido. Toda a sua profecia estava voltada para a liberdade. Era o teólogo da liberdade. José Comblin entendia o evangelho de Jesus como o Evangelho da liberdade. Se o Evangelho não libertar, então não passa de discurso ideológico escravizador. Ele defendia o anúncio do puro Evangelho de Jesus, sem manipulações que o tornam ineficaz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Comblin afirmava que a religião tem o hábito de manipular a Boa Notícia do Reino de Deus. Como isto acontece? Fala-se de tudo, menos do Reino de Deus. Portanto, a ausência deste Reino já é manipulação. Quando o Reino não está no centro da evangelização, evangeliza-se segundo os interesses eclesiásticos e estes são considerados fins em si mesmos. E a liberdade, onde ficou? Não existe. Quando falam da liberdade, na verdade querem escravizar utilizando-se do discurso libertário. São poucos os que conseguem escapar deste tipo de escravidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho da liberdade é difícil e arriscado. Há muitas resistências à liberdade. A religião deveria ser espaço privilegiado da liberdade, mas a história mostra o contrário. A história do Cristianismo ao longo dos séculos mostra diversas perseguições e mortes de profetas da liberdade. Eles são a prova de que o Espírito fala às Igrejas, quer escutem, quer não. A palavra profética transforma o Cristianismo numa realidade que é chamada a fazer com que este mundo se torne lugar de vida para todos, e a vida surge na busca incansável da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito suscita o profeta numa hora e num lugar determinado da história. José Comblin cumpriu a sua missão, fica a sua profecia para ser meditada porque é sempre atual. Numa Igreja que muda lentamente, a palavra profética que lhe foi dirigida permanece válida por muito tempo. Seu testemunho de vida edificou a Igreja e ajudou-a no seu processo de conversão. O problema é que o poder, o prestígio e a riqueza, presentes na Igreja, cegam e ensurdecem os que precisam escutar o que o Espírito está falando por meio dos profetas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha oração pessoal, diante do túmulo de José Comblin, me pus a perguntar: Meu Deus, quando virá outro profeta como este? Por que as pessoas têm tanto medo da liberdade? A partir de meu contexto atual de vida, como ser um profeta da liberdade? Estas e outras questões merecem a nossa atenção. Com a leitura que J. Comblin fez do Evangelho aprendi que a vida não vale a pena fora da luta pela liberdade. Trata-se de uma luta possível para a construção de outro mundo possível. Que o Espírito suscite na Igreja e no mundo outros profetas e profetisas da liberdade, que nos recordem sempre o Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-9202207845310872853?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/9202207845310872853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=9202207845310872853' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/9202207845310872853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/9202207845310872853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2012/01/uma-visita-inquietante.html' title='Uma visita inquietante'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-pIvPPvsrztc/TwduHErYIKI/AAAAAAAAAzI/fstcKOj31PM/s72-c/038.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-4567787439316180376</id><published>2012-01-01T12:51:00.002-03:00</published><updated>2012-01-01T12:56:34.555-03:00</updated><title type='text'>Uma mensagem aos amigos e amigas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JLWYQDhTRXc/TwCCIkSy9uI/AAAAAAAAAy8/8nQLpZ7Ckv4/s1600/fraternidade.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JLWYQDhTRXc/TwCCIkSy9uI/AAAAAAAAAy8/8nQLpZ7Ckv4/s320/fraternidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692693012689385186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Querido/a irmão/ã em Cristo Jesus,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esta carta te encontre bem. Quero iniciar este ano expressando minha alegria em tê-lo/a como amigo/a. Em meio às dificuldades que a vida vai nos apresentando, o cultivo da autêntica amizade é caminho certo para vivermos mais e melhor. A fé cristã nos orienta para a promoção e defesa da vida do mundo e do ser humano e estas passam também pela amizade. Penso ser muito oportuna toda reflexão voltada para o fortalecimento do ser humano diante dos contravalores que dominam cada vez mais as relações interpessoais neste nosso mundo chamado pós-moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na missa de encerramento do ano letivo do Seminário, no momento de ação de graças fiz questão de chamar a atenção para o valor da amizade na vida dos que se sentem chamados ao serviço da Comunidade. Somos chamados a este serviço. Servir ao próximo não é privilégio de seminarista, padre, freira e dos demais religiosos. O serviço ao próximo é uma exigência evangélica que Jesus dirige a todos os que foram batizados em seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema da Igreja é a falta de consciência da maioria de seus membros. Como seria bom se todos meditassem a respeito do compromisso assumido no batismo. O compromisso batismal consiste no seguimento a Jesus de Nazaré, seguimento que se dá quando procuramos viver o mandamento do amor. Viver este mandamento é muito difícil, mas não é impossível. É difícil porque a indiferença e o ódio estão tomando conta do mundo e das pessoas; não é impossível porque o Deus que nos chama a viver o amor nos ajuda com sua graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na amizade se manifesta a graça de Deus. O nosso Deus é, antes de tudo, nosso bom e fiel amigo. Felizes são os que procuram ser amigos de Deus. É através da amizade que vivemos a fraternidade. O mundo atual semeia discórdias, que separam mais as pessoas e as tornam cada vez mais frias e indiferentes. Quem professa a fé em Jesus de Nazaré deve se esforçar para ser sinal de unidade, amizade e, conseqüentemente, de fraternidade no meio do mundo. É inaceitável que o cristão seja um contratestemunho e/ou pedra de escândalo para aqueles que precisam de solidariedade para reerguer-se na vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor nosso Deus nos concede mais um ano para nos exercitarmos no amor ao próximo. Trata-se de um exercício salvífico, que exige abertura e paciência. Abertura para acolher o diferente e o novo. Estes nos questionam e ajudam a fazer uma autorevisão de nosso jeito de ser no mundo. Paciência para esperar pelo outro, no seu ritmo e jeito de ser. O outro tem seu momento, sua hora e suas disposições interiores. Paciência para suportar a verdade de que não podemos mudar o outro. A mudança acontece na amizade e na co-responsabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo é aquele que é co-responsável pelo outro, que cuida do outro, que participa da vida do outro. Trata-se da espiritualidade do cuidado, tese defendida recentemente pelo teólogo e filósofo Leonardo Boff. O mundo e a Igreja atuais carecem de pessoas que se cuidem, mutuamente; que se ajudem a viver melhor. A qualidade de nossa vida depende, imprescindivelmente, da qualidade de nossas relações interpessoais. Este é o caminho para a paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, neste novo ano vamos fortalecer os laços que nos unem em Cristo Jesus. A vida se tornará cada vez mais fácil se nos esforçarmos por vivermos de acordo com aquilo que Jesus nos ensinou, e ele os ensinou que o caminho para um mundo e uma vida melhores está na prática do amor ao próximo, amor que se manifesta na amizade e na solidariedade. Que o Espírito do Senhor nos ajude neste propósito e nos confirme no caminho de Jesus de Nazaré. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com meu abraço e meus sinceros votos de um santo e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FELIZ ANO NOVO&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desde Colônia Leopoldina - AL, 01 de janeiro de 2012 - Dia Mundial da Paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-4567787439316180376?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/4567787439316180376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=4567787439316180376' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4567787439316180376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4567787439316180376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2012/01/uma-mensagem-aos-amigos-e-amigas.html' title='Uma mensagem aos amigos e amigas'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JLWYQDhTRXc/TwCCIkSy9uI/AAAAAAAAAy8/8nQLpZ7Ckv4/s72-c/fraternidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-1773884922065341726</id><published>2011-12-26T15:13:00.003-03:00</published><updated>2011-12-26T15:20:24.566-03:00</updated><title type='text'>O Natal de Jesus</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qy3X_XqHuiM/Tvi60g5SLpI/AAAAAAAAAyw/C0ZQ9mofjsE/s1600/Manjedoura.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qy3X_XqHuiM/Tvi60g5SLpI/AAAAAAAAAyw/C0ZQ9mofjsE/s320/Manjedoura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690503540528787090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“E a Palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade”&lt;/span&gt; (Jo 1, 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal não é a festa de aniversário de Jesus de Nazaré, mas a celebração de um acontecimento histórico que marcou a história da humanidade: a encarnação do Filho de Deus. Nossa breve reflexão parte desta afirmação. De fato, conforme reza as Escrituras, na cidade de Davi nasceu para nós um Salvador, que é o Messias, o Senhor (cf. Lc 2, 11). O mercado que promove o consumismo tenta ofuscar e marginalizar esta Boa Notícia. Infelizmente, falar de Natal é o mesmo que falar de presentes e de festas pouco ou quase nada cristãs. Há muita alegria e comemoração, mas sem nenhuma referência com o mistério da encarnação de Jesus de Nazaré. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem professa de verdade a fé em Jesus deve se recusar a esta deturpação do verdadeiro sentido do Natal. Este não tem nenhuma ligação com o dar presentes, com o tal Papai Noel, com enfeites etc. Como, então, celebrar o Natal de Jesus? Toda celebração deve ser precedida e/ou acompanhada de uma reflexão a respeito do sentido daquilo que estamos celebrando ou queremos celebrar. A celebração litúrgica do Natal em nossas igrejas, nos ofícios solenes das vésperas e do dia, falam do mistério da encarnação do Verbo de Deus, Jesus, o Cristo de Deus. Para que não pensemos que o Natal é somente liturgia, vamos meditar a respeito de três aspectos do mistério da encarnação do Verbo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro aspecto: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus nasceu pobre entre os pobres para evangelizar os pobres&lt;/span&gt;. Desde o Antigo Testamento, o Senhor Deus prometeu, por meio dos profetas, o envio do Messias. Este nasceu na pobreza de Belém, terra de Judá, deitado numa manjedoura. Não houve lugar para que ele nascesse. Jesus nasceu na periferia do mundo, ou seja, Deus escolheu se encarnar na pobreza deste mundo. Toda a sua vida foi marcada pela pobreza material. A partir da pobreza, Deus confundiu aqueles que viviam entregues às riquezas e exploram seu povo. Deus desceu para libertar seu povo a partir do estado de miséria, exploração e pobreza deste mesmo povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer no Cristo pobre e indefeso requer assumirmos uma postura e um compromisso: a postura de pobre, ser como os pobres, viver pobremente, despojando-nos de tudo aquilo que nos impede de seguir este Cristo. O compromisso é o de trabalharmos na edificação do Reino de Deus, centro da mensagem cristã, sentido último da promessa divina. Trabalhar pelo Reino de Deus significa se opor a toda forma de mentira e exploração do povo de Deus, colocar-se a serviço da libertação integral dos que mais sofrem, denunciar as injustiças e anunciar a Boa Notícia que salva e liberta. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Segundo aspecto: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus nasceu para restituir a vida e a liberdade ao ser humano&lt;/span&gt;. Todas as palavras e gestos de Jesus promoveram a vida e a liberdade do ser humano. Este está sempre em primeiro lugar. Nada nem ninguém têm o direito de agredir a vida e tirar a liberdade humanas. A vida humana se realiza na liberdade: esta é um bem inalienável e um valor imprescindível a ser permanentemente buscado. O Cristo é o Salvador porque é o Libertador, ou seja, Ele nos salva nos libertando do medo e do poder da morte. Por isso, o compromisso de toda pessoa que se dispõe a seguir Jesus é centrar todo o esforço na promoção e na defesa da vida e da liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espiritualidade cristã ensina que ninguém pode se colocar na condição de senhor da vida do próximo. Este tem o direito de ser livre para ser verdadeiramente feliz. Neste sentido, Jesus ensinou que quem quiser ser o maior ou o senhor deve se tornar o servidor de todos. Na comunidade cristã não deve haver grandes e pequenos, senhores e escravos, aqueles que mandam e os que obedecem, ricos e pobres, os que controlam e os que são controlados: todas estas realidades são de um mundo que desconhece a mensagem evangélica. O Reino de Deus é o oposto de tudo isto, ou seja, no Reino de Deus todos são filhos de um mesmo Pai, irmãos uns dos outros, submetidos ao amor e no amor sendo felizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro aspecto: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus nasceu para nos ensinar que no amor está a salvação do ser humano&lt;/span&gt;. O Evangelho mostra que Jesus não pediu um culto para si mesmo nem fundou uma religião para ser adorado, mas ensina que no seguimento a Cristo podemos e devemos viver no amor. A religião com suas práticas religiosas pode ser útil, mas se praticadas com espírito farisaico e/ou com hipocrisia pode nos desviar do caminho que leva ao Reino de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A celebração do Natal não pode priorizar o culto. Não adianta celebrarmos bem o culto se nos recusamos ao amor, que é o mandamento fundamental de Jesus, o enviado do Pai. O mundo atual está profundamente marcado pelo desamor. Este se manifesta nas guerras, nas diversas formas de violência, na intolerância, no preconceito, na fome, na prostituição, no desrespeito, na indiferença etc. Todos estes males são atitudes e fatos realizados por quem se esqueceu que o amor é que verdadeiramente confere sentido à existência humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, prezado/a irmão/ã em Cristo, peçamos a Deus, nosso Pai amoroso, que com seu Espírito torne fecundo o nosso coração para vivermos o amor, pois neste está a nossa salvação e a salvação do mundo. Não tenhamos medo do amor, entreguemo-nos a ele, pois somente ele é capaz de nos libertar do medo e do poder da morte. Para que a vida surja e se mantenha é preciso que nos entreguemos ao amor. O amor é a fonte da vida. Deus é amor e é a nossa vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta solene celebração do Natal do Senhor, desejo a você e sua família meus sinceros votos de um Feliz Natal!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cristo nascido na manjedoura de Belém,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França, CM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desde Colônia Leopoldina – AL, 26 de dezembro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-1773884922065341726?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/1773884922065341726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=1773884922065341726' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1773884922065341726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1773884922065341726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/12/o-natal-de-jesus.html' title='O Natal de Jesus'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Qy3X_XqHuiM/Tvi60g5SLpI/AAAAAAAAAyw/C0ZQ9mofjsE/s72-c/Manjedoura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8446991111447412689</id><published>2011-12-10T19:15:00.003-03:00</published><updated>2011-12-10T19:24:00.535-03:00</updated><title type='text'>Ser testemunha de Jesus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ohz6GUU6p8w/TuPb-b2AcbI/AAAAAAAAAyk/V9cj-y1XVhw/s1600/J.%2BBatista%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ohz6GUU6p8w/TuPb-b2AcbI/AAAAAAAAAyk/V9cj-y1XVhw/s320/J.%2BBatista%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684629020344349106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, enviou para dar a boa-nova aos humildes”&lt;/span&gt; (Is 61, 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser testemunha de Jesus: eis o chamado de Deus para o ser humano. O que significa ser testemunha de Jesus? O texto evangélico deste III Domingo do Advento (cf. Jo 1, 6 – 8.19 – 28) nos mostra a figura do profeta João Batista, aquele que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Espírito de Deus que suscita no mundo e na Igreja as testemunhas de Jesus de Nazaré, e para testemunhá-lo é preciso se colocar no seu caminho, caminho estreito, pedregoso e perigoso. Toda testemunha de Jesus age ungida e/ou inspirada pelo Espírito, portanto, não fala de si mesma nem para si mesma. A testemunha de Cristo existe em função da adesão ao projeto libertador de Jesus, em função do Reino de Deus. Ter fé em Jesus é aderir seu projeto. Não adianta o contrário: engana-se quem afirma ter fé em Jesus, mas se recusa a ser operário de sua vinha. Quem assim procede não tem fé, mas vive iludindo-se. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;João Batista foi enviado ao mundo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;por causa&lt;/span&gt; de Jesus, veio dizer para as pessoas que o Messias estava chegando, e o disse com toda verdade e liberdade. Como Jesus, era um homem do deserto, ou seja, livre para ajudar na libertação de quem quisesse seguir o cordeiro de Deus. Sua liberdade o levou ao martírio. Com sua morte, mostrou que o caminho de Jesus é o da libertação integral e plena, vida abundante para todos. Era homem da palavra e do gesto fundamentados na verdade e na liberdade: características do autêntico profeta do Senhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”&lt;/span&gt;. Com estas palavras, João Batista reconhece e fala de sua missão. Antes delas, ele afirmou ser apenas uma voz. Não era a voz, mas uma voz que não falava de si mesmo, mas apontava para o verdadeiro Messias, o Cristo. Este estava no meio do povo, misturado com os pecadores, à espera do batismo. Ambos eram homens que estavam no meio da gente pobre, misturados com os pecadores, sinais de contradição para muitos em Israel, especialmente para os líderes da religião oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Batista é um modelo de pessoa que escuta a voz do Espírito do Senhor e se entrega à missão profética. Trata-se de um chamado universal, que é para todos, mas nem todos estão dispostos a assumi-lo. A missão profética tem algumas exigências e é profundamente marcada pela humildade, simplicidade, verdade, ousadia, coragem, perseguição, confiança plena na vontade divina e martírio. Estas características tornam o profeta uma pessoa livre, integrada, disposta a dar a vida pelo Reino de Deus. Assim era João Batista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profecia é necessária à Igreja, esta não existe sem aquela. Os profetas ajudam a Igreja a converter-se, a colocar-se no caminho de Jesus, a ser, verdadeiramente, instrumento de salvação e não motivo de escândalo e confusão para o mundo. Para testemunhar Jesus, a Igreja precisa escutar o que o Espírito fala por meio dos profetas. Escutá-los é muito difícil porque eles não falam “pela metade”, mas falam a palavra de Deus, que por si mesma é exigente e orienta para a conversão. Eles não ocultam nem manipulam a palavra de Deus, mas a proclamam até as últimas conseqüências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, é preciso recordar que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;os profetas reforçam a esperança dos pobres&lt;/span&gt;. Estes, em todas as épocas e lugares, são os que mais sofrem, são as maiores vítimas das injustiças sociais: a corrupção se intensifica; o capitalismo, apesar de convalescente, continua ceifando vidas; a fome continua matando milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente no continente africano; a indiferença e o ódio causam mortes e conflitos entre nações e pessoas; a exploração desmedida da Amazônia assusta, deixa centenas de famílias sem rumo na vida e ameaça a biodiversidade; a Europa está incrédula, perturbada e sem futuro garantido etc. Em meio a tudo isso, os pobres são os mais vulneráveis e, conseqüentemente, os que mais sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, a esperança dos pobres vive! Os profetas são as mulheres e homens que, na Igreja e fora dela, com palavras e gestos que anunciam e denunciam, reforçam a luta dos pobres rumo à libertação plena, que acontecerá no Reino de Deus. Neste, eles têm lugar garantido, porque confiam na promessa do Deus da vida e da liberdade, promessa que garante a felicidade para aqueles que não perderam a esperança num outro mundo possível. Por não perder a esperança, o povo de Deus é um povo que caminha perseverantemente até a volta daquele que proclamou que a vontade de Deus é que o ser humano e toda a criação sejam recriados e tenham vida plena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8446991111447412689?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8446991111447412689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8446991111447412689' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8446991111447412689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8446991111447412689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/12/ser-testemunha-de-jesus.html' title='Ser testemunha de Jesus'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ohz6GUU6p8w/TuPb-b2AcbI/AAAAAAAAAyk/V9cj-y1XVhw/s72-c/J.%2BBatista%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-3378897066538274939</id><published>2011-12-06T22:46:00.002-03:00</published><updated>2011-12-06T22:51:44.519-03:00</updated><title type='text'>O risco de pensar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-L7wrXx-KMek/Tt7GpaOtV5I/AAAAAAAAAyY/y8AWeMJgeLY/s1600/Pensar.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-L7wrXx-KMek/Tt7GpaOtV5I/AAAAAAAAAyY/y8AWeMJgeLY/s320/Pensar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683198194506094482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O homem é um ser que pensa, que sabe que sabe e que dá sentido às coisas, aos fatos e à própria existência. Somente o ser humano é assim. Na difícil arte de pensar há inúmeras dificuldades, dentre as quais enumero três para uma breve reflexão: 1) o pensar no que os outros pensam; 2) o pensar por si mesmo e 3) a liberdade: conseqüência inevitável do pensar autônomo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pensar no que os outros pensam&lt;/span&gt; é uma preocupação de muita gente. Penso que pensamos no que os outros pensam a respeito de tudo e de todos. Aqui se questiona a falta de liberdade no pensar, ou seja, é preciso que pensemos diferente. É comum o pensamento comum: “Eu penso como fulano pensa”. É verdade que não há problema nisso, mas é verdade também que não é possível que todo mundo pense igualmente, sem diferença alguma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que não se dão o trabalho de pensar diferente. Elas dizem que pensar diferente dá trabalho e gera sofrimento. Por isso, se contentam com o senso comum, com aquilo que está estabelecido e normatizado, considerado correto e normal. No fundo, estas pessoas não querem questionar as próprias certezas que adquiriram durante os dias até então vividos. Elas têm medo de perder a segurança oriunda das convicções arraigadas e intocáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outras que vivem preocupadas em saber sobre o que os outros pensam delas e quando tomam conhecimento de alguma opinião a seu respeito, elas consomem suas energias no pensar no que estes outros pensam. Isso significa que tais pessoas vivem em função daquilo que os outros dizem. Mostram que não possuem opiniões formadas a respeito de si mesmas dependendo, assim, da opinião alheia. Pessoas que assim procedem acostumam-se ao sofrimento e nele sobrevivem até não suportarem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O pensar por si mesmo&lt;/span&gt; é uma arte bela e perigosa. Bela porque confere ao ser pensante uma sensação daquela liberdade que se alcançará plenamente numa outra vida que não é essa; perigosa porque pode levar à morte. Todos os sistemas de organização social e religiosa nunca admitiram que as pessoas pensassem por si mesmas. O pensar por si mesmo sempre foi considerado como caminho para a desordem. Para evitar a desordem, o sistema pensa pelas pessoas, dando-lhes respostas prontas para seus anseios e problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo sistema, quer civil, quer religioso tem a solução pronta para todo problema e para qualquer tipo de pessoa. Tudo funciona quando as pessoas aceitam as recomendações, orientações, prescrições e obrigações impostas sem nenhuma abertura e diálogo. O leitor poderá chamar isso de ditadura, e eu afirmo que, de fato, é. Há ditaduras escondidas por detrás de pseudodemocracias. É ilusão pensar que as pessoas são livres para fazer o que quiser de suas vidas. Isto nunca foi verdade. Esta liberdade ainda não existe. Os sistemas são tão bem pensados e seu funcionamento é tão eficaz que se procura até controlar o pensamento das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem procura pensar por si mesmo é alvo da perseguição e da falsa compreensão. Perseguição porque pensar diferente não é normal, pois vai contra aquilo que está estabelecido e aceito como ordenadamente correto e normal; falsa compreensão porque os que pensam diferentes são compreendidos, só não são aceitos. Na verdade, podem ser tolerados, jamais aceitos, porque seu pensar representa, em menor ou maior grau, uma ameaça à ordem estabelecida. As ideologias e os mecanismos de controle que as produzem e as asseguram são os instrumentos necessários para que tudo se perpetue.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A vida só vale a pena ser vivida na busca constante da liberdade, e somente a busca quem se arrisca a pensar por si mesmo. Diante dos mecanismos de controle e manipulação da consciência é preciso encontrar as brechas que existem, ou seja, com jeito e ousadia procurar criar espaços de liberdade. Estes são poucos, mas existem em todo lugar do mundo. O primeiro espaço de liberdade é a própria consciência humana, livre do controle e da subordinação. A consciência livre é o maior instrumento de conquista da liberdade. O pensar por si mesmo ensina o agir por si mesmo e a coragem torna-se a virtude daquelas pessoas que lutam pela conquista da liberdade, direito inalienável de todo ser humano. Não há verdadeira felicidade fora da conquista pela liberdade. Esta é a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;conseqüência inevitável do pensar autônomo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-3378897066538274939?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/3378897066538274939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=3378897066538274939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3378897066538274939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3378897066538274939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/12/o-risco-de-pensar.html' title='O risco de pensar'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-L7wrXx-KMek/Tt7GpaOtV5I/AAAAAAAAAyY/y8AWeMJgeLY/s72-c/Pensar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5631247665559482079</id><published>2011-11-13T10:20:00.001-03:00</published><updated>2011-11-13T10:24:14.269-03:00</updated><title type='text'>Servir na bondade e na fidelidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8c4CtxTb5yc/Tr_E6M7ASAI/AAAAAAAAAyM/SXTRsGnZhHo/s1600/pobres%2Bdos%2Bpobres.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8c4CtxTb5yc/Tr_E6M7ASAI/AAAAAAAAAyM/SXTRsGnZhHo/s320/pobres%2Bdos%2Bpobres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674470559690278914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!”&lt;/span&gt; (Mt 25, 21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto evangélico deste XXXIII Domingo Comum (cf. Mt 25, 14 – 30) apresenta a parábola dos talentos: trata-se da história de um homem rico que antes de viajar para o estrangeiro entregou seus bens para três empregados. Depois de muito tempo retorna e acerta as contas com eles: o que havia recebido cinco talentos prestou conta de mais cinco; o que tinha recebido dois prestou conta de mais dois e o que tinha recebido um apresentou o mesmo valor, pois enterrou o talento no chão, sem ter multiplicado nem colocado no banco. Os dois primeiros empregados foram louvados pelo patrão e o terceiro foi considerado mau,  preguiçoso e inútil, e foi jogado na escuridão. Esta é a parábola. O que ela diz para o cristão e para a Igreja de hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus contou esta parábola tendo em vista o serviço na construção do Reino de Deus. Este está no centro da mensagem cristã e tudo converge para ele. O serviço em função do Reino de Deus é diferente do serviço a uma empresa com espírito capitalista. O espírito capitalista tem suas leis: lucro, eficiência, agilidade, competência, produtividade, competitividade, concorrência etc. Se a parábola dos talentos for lida na ótica capitalista, todos estes elementos que caracterizam o espírito capitalista podem ser encontrados nela; mas na perspectiva do Reino de Deus tudo muda, tudo é oposto àquilo que prega o capitalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na perspectiva do Reino de Deus o serviço é, antes de tudo, gratuito. Na ótica do mundo dominado pelo individualismo não há espaço para a gratuidade. No serviço do Reino não há competição nem preocupação com produtividade nem concorrência. A norma é servir no amor, na liberdade, na gratuidade, na paciência, na perseverança e com fé no Deus da vida: estas são as características do servidor bom e fiel, que mesmo em meio às imperfeições inerentes à condição humana se esforça e se empenha porque aderiu ao projeto libertador de Jesus de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto libertador de Jesus de Nazaré exige mulheres e homens que queiram servir na bondade e na fidelidade. É verdade que não há pessoa que seja completamente bom e fiel, pois somente Deus é bom e fiel. Este mesmo Deus, em sua infinita sabedoria nos concede dons para o serviço de seu Reino. Cada pessoa é chamada a servir de acordo com suas capacidades e possibilidades. Deus quis que nos tornássemos seus colaboradores: esta é sua dinâmica salvadora. O ser humano não é mero destinatário da salvação divina, mas participante do processo salvífico. É verdade que em Cristo todos já estamos salvos, mas é do querer de Deus que participemos na edificação do seu Reino.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às luzes e trevas, a Igreja procura servir ao seu Senhor. Ora se avança, ora se regride: às vezes, a impressão que se tem é que se avançam cinco passos e se regridem dez! O que não nos faz cair no desespero é a certeza de que o Espírito do Senhor está presente no mundo e na Igreja. Ele é livre e libertador: impulsiona, no silêncio e na discrição, mulheres e homens para questionar e fazer desabar aquilo que julgam moralmente certo e que está estabelecido acima de tudo e de todos. É este mesmo Espírito que dá força e coragem aos discípulos de Jesus do momento presente para usarem seus talentos e fazer crescer, em meio às luzes e trevas, a liberdade e a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA estão em crise e a Europa pior ainda. Depois de anos de escândalos de corrupção, Sílvio Berlusconi é obrigado a deixar o cargo de primeiro-ministro da Itália. No Oriente, as ditaduras estão cessando. Na Europa, o número de mulçumanos aumenta e o de cristãos católicos diminui. Na Espanha, o Cardeal Arcebispo de Madri proíbe, sem dar nenhuma justificativa, uma conferência do teólogo Juan José Tamayo numa paróquia madrienha de Villaverde Alto. Em Bilbao, fez a mesma coisa o bispo Mario Iceta, proibindo o teólogo Andrés Torres Queiruga de dar um curso no Instituto de Teologia de Bilbao. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas coisas não estão acontecendo pela força do acaso. São situações históricas, contextualizadas. Há pessoas envolvidas, a maioria sem muita visibilidade. Os velhos sistemas opressores estão minando, a esperança está vencendo o medo. Há fogo debaixo das cinzas. A vida insiste em sobreviver!... Em meio a tudo isso, o que o Espírito está dizendo às Igrejas?... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5631247665559482079?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5631247665559482079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5631247665559482079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5631247665559482079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5631247665559482079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/11/servir-na-bondade-e-na-fidelidade.html' title='Servir na bondade e na fidelidade'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8c4CtxTb5yc/Tr_E6M7ASAI/AAAAAAAAAyM/SXTRsGnZhHo/s72-c/pobres%2Bdos%2Bpobres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8508415949024769764</id><published>2011-11-05T15:54:00.003-03:00</published><updated>2011-11-05T16:02:41.128-03:00</updated><title type='text'>Vocação à santidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2zHecnTdook/TrWIQpT9ZCI/AAAAAAAAAx0/Cu4lOo4FD5U/s1600/bem-aventurados.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 164px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2zHecnTdook/TrWIQpT9ZCI/AAAAAAAAAx0/Cu4lOo4FD5U/s320/bem-aventurados.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671589125291861026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus”&lt;/span&gt; (Mt 5, 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste Domingo, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. Muito se tem falado a respeito do significado da santidade. Na história da Igreja encontramos inúmeros santos e santas. Há os que foram canonizados e há os que até hoje continuam no anonimato. Vamos falar de algumas características que falam do significado da santidade. Antes, precisamos fazer três considerações que nos ajudam a compreender os santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira consideração: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;todo santo vive numa época e num contexto específico&lt;/span&gt;. Não há santo fora do mundo. Portanto, está situado num contexto histórico, marcado por aquilo que é próprio do mundo. Ninguém é alheio ao tempo e ao espaço. O santo é alguém que vive, simples e humildemente, no mundo. Humano, não pode ser visto como alguém que foi agraciado com o privilégio da santidade. Esta não é privilégio de alguns, mas vocação universal, chamado para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda consideração: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;todo santo é um ser humano&lt;/span&gt;. A verdadeira santidade consiste em ser verdadeiramente humano. Assim, não se pode esperar que o santo tenha alguns poderes sobrenaturais que o transforme num semideus e/ou num ser especial. Os santos não têm poder para nada, pois somente Deus é o Todo-poderoso. Não se pode querer ser santo esperando que Deus confira poderes especiais para ajudar outras pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira consideração: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nenhum santo pode ser colocado acima ou no lugar devido somente a Deus; do contrário, comete-se o pecado da idolatria&lt;/span&gt;. Os santos não são auxiliares de Deus, não são representantes de Deus, não são dispensadores das graças divinas. Jesus de Nazaré, o Santo de Deus, nos ensinou a irmos diretamente a Deus, sem medo e com alegria filial. Recebemos de Deus &lt;span style="font-style:italic;"&gt;um presente de amor&lt;/span&gt;, que consiste na graça de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sermos chamados filhos de Deus&lt;/span&gt; (cf. 1 Jo 3, 1). Um filho não precisa de intermediários para viver em comunhão com o Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicitadas as considerações, discorramos sobre três características fundamentais da vocação à santidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A santidade acontece no seguimento de Jesus de Nazaré&lt;/span&gt;. A santidade consiste em se colocar no caminho de Jesus de Nazaré: caminho estreito e pedregoso. Este caminho passa pela cruz e esta são as realidades sofridas deste mundo. A cruz simboliza os crucificados da história. Por isso, o santo é alguém que vive unido aos crucificados deste mundo através da misericórdia, da fome e da sede de justiça. Misericórdia e justiça: práticas permanentes dos que se arriscam permanecer no caminho de Jesus. Fora deste caminho não há santidade nem salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A santidade acontece na pobreza&lt;/span&gt;. Ser pobre é ter acesso às condições necessárias a uma vida digna. Segundo Jesus de Nazaré, isto nos basta. Portanto, toda pessoa que acumula, que se apega, que vive em função das riquezas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não entrará no Reino de Deus&lt;/span&gt;. O pecado destas pessoas consiste na insensibilidade, na falta de compaixão para com aqueles que não têm o mínimo para sobreviver. Quem for escravo das riquezas deve procurar nelas a sua salvação, jamais no Deus e Pai de Jesus de Nazaré, que é o Deus da solidariedade e da partilha. Neste sentido, o santo é alguém despojado, que se contenta somente com o necessário para viver; é alguém livre do apego às riquezas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A santidade acontece no amor e na liberdade&lt;/span&gt;. O testemunho de Jesus de Nazaré descrito no seu Evangelho é um testemunho de amor. Amar a Deus e ao próximo é a lei que deve reger a vida de quem deseja seguir Jesus e ser santo. O amor é o único meio para humanizar e salvar o ser humano: fora do amor não há realização nem verdadeira felicidade. Porém, é preciso ter cuidado para não confundir amor com apego. Toda pessoa que estiver vivendo a aventura do amor deve se perguntar: o que estou vivendo é amor ou apego?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor conduz à liberdade e o apego à escravidão. Quem ama quer ver o outro livre e quem se apega, apodera-se do outro. Quem ama, mesmo não “tendo” o outro próximo a si, sente-se feliz, porque sabe que o amor ultrapassa o tempo e o espaço; quem se apega depende necessariamente da presença, do querer, do gosto, da vontade e de tudo aquilo que o outro é. No apego, a morte do outro é a minha própria morte. Somente no amor há caminho de liberdade e de libertação: no amor os seres humanos conseguem ser livres e, conseqüentemente, felizes. O santo é alguém que ama na liberdade e para a liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8508415949024769764?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8508415949024769764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8508415949024769764' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8508415949024769764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8508415949024769764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/11/vocacao-santidade.html' title='Vocação à santidade'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2zHecnTdook/TrWIQpT9ZCI/AAAAAAAAAx0/Cu4lOo4FD5U/s72-c/bem-aventurados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-1289607799022915085</id><published>2011-10-29T21:14:00.003-03:00</published><updated>2011-10-29T21:19:22.951-03:00</updated><title type='text'>A autenticidade cristã</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-2xy7ZieuE5Q/TqyYAhKnaoI/AAAAAAAAAxo/yUgc63XHPNg/s1600/romero.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2xy7ZieuE5Q/TqyYAhKnaoI/AAAAAAAAAxo/yUgc63XHPNg/s320/romero.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669073165622930050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”&lt;/span&gt; (Mt 23, 11 – 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto evangélico desde XXXI Domingo Comum (cf. Mt 23, 1 – 12) mostra claramente o conflito entre Jesus, os mestres da lei e fariseus. Jesus fala abertamente às multidões e a seus discípulos a respeito da hipocrisia das autoridades religiosas de seu tempo. Não se trata de mero comentário nem de conversa ao pé do ouvido, mas de denúncia contra as injustiças cometidas por pessoas que tinham autoridade para interpretar a lei de Moisés. Jesus as reconhece e até recomenda que o povo as escutem, mas em seguida adverte: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam”&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar e viver em plena contradição com aquilo que se fala: eis o mal dos mestres da lei e fariseus. Conscientemente, insistiam em permanecer vivendo na hipocrisia. Eles tinham o poder, mas eram destituídos da verdadeira autoridade. Eles tinham medo de Jesus porque sabiam que ele era diferente: não tinha poder, mas autoridade. A autoridade de Jesus estava na sua coerência de vida, pois suas palavras e ações eram uma só realidade. Jesus não ensinava a partir da lei, mas a partir do ensinamento recebido de seu Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus enumera quatro pecados graves dos mestres da lei e fariseus, pecados que continuam sendo cometidos pelas autoridades religiosas de hoje. Estas são todas as lideranças de nossas comunidades, especialmente os membros da hierarquia da Igreja. Penso que a mensagem evangélica deste Domingo destina-se especialmente a estes.  Vamos, brevemente, transcrevê-las e, com prudência e caridade, atualizá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los nem sequer com um dedo”&lt;/span&gt;. A lei de Moisés era muito pesada. Eles a interpretavam perfeitamente e exigiam que as pessoas a observassem fielmente. Eram excessivamente exigentes para com os outros e relaxados consigo mesmos. Utilizavam-se da lei para explorar o povo, impiedosamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Igreja também assistimos a esta realidade: utilizam-se dos preceitos e práticas religiosas para explorar as pessoas. Ao invés de libertá-las, direta ou indiretamente, as alienam por meio do rubricismo, do moralismo, do sentimentalismo, do formalismo, da mentira e tantos outros excessos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços e põem na roupa longas franjas”&lt;/span&gt;. Eles gostavam de aparecer, preocupavam-se com a estética, pois sabiam que as roupas impressionavam os ouvintes. Muita gente julgava-os perfeitos por causa das roupas que vestiam, por conta das inscrições bíblicas que carregavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Igreja também assistimos a esta realidade: ainda há quem se utilize da batina e do hábito, de túnicas e casulas caras e belas e outros usos para transmitir sentimentos de santidade. Atualmente, os que mais se destacam, além das ordens religiosas e dos diocesanos conservadores, os padres cantores investem muito na estética. Basta observar suas casulas e as capas de seus livros, CDs e DVDs. São tidos como modelos a serem imitados, porque são ortodoxos, não se metem com política, não questionam nada, só ensinam o amor de Jesus!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas”&lt;/span&gt;. Toda autoridade goza de privilégios e há quem os exija, indiscriminadamente. Eles gostavam sempre dos primeiros lugares nos banquetes e nas sinagogas, ou seja, queriam ser vistos, considerados e respeitados. Quem não fica nos primeiros lugares não é visto, e se não é visto é facilmente esquecido, ou passa despercebido. Os primeiros lugares são para pessoas importantes, honradas, para as que estão mais próximas do altar do Senhor (sinagogas) e daquele que fez o convite (banquetes). Todo mundo enxerga quem está nos primeiros lugares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Igreja também assistimos a esta realidade: há autoridades religiosas (diácono, presbítero, bispo, papa e tantos outros) que vivem a procura de privilégios. Sempre foi assim, desde a institucionalização da Igreja. Onde há instituição, há privilégios e privilegiados. A história da Igreja está cheia de excessos em matéria de privilégios. Após a separação entre Igreja e Estado, muitos privilégios caíram, mas alguns permaneceram e hão de permanecer até quando a institucionalização for mantida e houver homens interessados em viver uma vida tranqüila e materialmente próspera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a eclesiologia do Concílio Vaticano II, o presbítero continua ocupando o centro da comunidade eclesial. Há realidades em que isto quase não existe, mas são raras. Há um esforço para que se tomem as decisões por meio da colegialidade, que se expressa na comunhão e na participação, mas há ainda muita centralização de poder, desde Roma até as bases da Igreja. Toda centralização de poder legitima os privilégios e todo aquele que se opõe aos privilégios torna-se vítima de quem os detêm através do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de ser chamados de mestres”&lt;/span&gt;. Por entenderem da lei e a interpretarem para o povo, eles exigiam ser considerados mestres. Gostavam de ser reconhecidos como homens doutos na lei e na cultura judaica. O cumprimento nas praças públicas é outra forma de serem reconhecidos. Nas praças, quem é muito cumprimentado mostra ser importante: eis como eles queriam ser vistos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Igreja também assistimos a esta realidade: há certa dificuldade em fazer as coisas com discrição. Infelizmente, chamar a atenção para si mesmo é um grave problema na comunidade cristã. A vaidade intelectual é um dos males que mais afetam a vida de muitos clérigos. Trata-se de um mal que cega e as transforma em pessoas insuportáveis. Há muitos que são afetivamente mal resolvidos e no exercício da missão correm o risco de satisfazer suas carências. Tal satisfação tem ocasionado muitos escândalos na vida da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Jesus pede que ninguém considere as autoridades religiosas mestre, pai e guia; pois o Mestre e Guia é o Cristo e o Pai é Deus. Isto significa que todos somos irmãos, Deus não faz acepção de pessoas e o amor é a lei que deve reger a vida cristã. Contra os pecados acima mencionados, Jesus recomenda o serviço e a humildade. Na comunidade cristã, quem quiser ser grande, seja aquele que serve a todos; e quem abraçar a virtude da humildade será exaltado por Deus. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Servir ao Senhor na pessoa do próximo com humildade: eis a vocação de todo cristão&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-1289607799022915085?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/1289607799022915085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=1289607799022915085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1289607799022915085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1289607799022915085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/10/autenticidade-crista.html' title='A autenticidade cristã'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2xy7ZieuE5Q/TqyYAhKnaoI/AAAAAAAAAxo/yUgc63XHPNg/s72-c/romero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8133275089578559757</id><published>2011-10-23T13:40:00.002-03:00</published><updated>2011-10-23T13:45:16.942-03:00</updated><title type='text'>O amor a Deus e ao próximo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Nggym3QDWeM/TqRElqbh4KI/AAAAAAAAAxc/3EWti5-rDdQ/s1600/M.%2BTeresa.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nggym3QDWeM/TqRElqbh4KI/AAAAAAAAAxc/3EWti5-rDdQ/s320/M.%2BTeresa.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666729644974530722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”&lt;/span&gt; (Mt 22, 37 – 40). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar do amor não é fácil e vivê-lo é mais difícil ainda. A dificuldade do falar está no risco que se pode ter, no risco da infinita possibilidade da contradição; ou seja, no falar que não corresponde ao agir. O testemunho de Jesus de Nazaré não é sinônimo de um discurso sobre o amor. Certamente ele falou do valor do amor, mas não disse dizendo, mas disse amando. Por isso, até os confins dos séculos foi, é e continuará sendo o modelo por excelência de pessoa essencialmente amorosa, portanto, plenamente humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda reflexão honestamente cristã deve sempre partir de Cristo Jesus, o Filho do Amor. Se pudéssemos encontrar Jesus por aí e perguntar-lhe sobre a missão recebida de seu Pai a ser desempenhada no mundo, certamente responderia: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu vim ao mundo para amar os seres humanos e pelo amor salvá-los de sua escravidão e solidão&lt;/span&gt;. Toda a mensagem evangélica resume-se no amor: este consiste na lei de Cristo. Conduzido pelo amor, o ser humano encontra a salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor fundamentou e deu sentido a todas as palavras e gestos de Jesus de Nazaré. Tudo fez e disse por amor ao ser humano. Portanto, amar é sair de si, é transbordar-se, doar-se, abrir-se, entrar em comunhão, expandir-se, é encontrar-se com Deus no próximo. Toda pessoa que procurar Deus no mais profundo de si e dedicar toda a sua vida numa relação ensimesmada sem o contato com o outro, pensando que encontrou a Deus, engana-se a si mesmo. Não se pode dizer que Deus está dentro de cada homem e por isso cada ser humano basta-se a si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Jesus de Nazaré sempre foi um constante encontro com as pessoas, com estas e suas circunstâncias. O outro sempre está no seu contexto. O outro é vida e suas relações, suas histórias, dramas, traumas, complexos, cultura, pensamento e expressões variadas de comportamentos. Eis que se nos apresenta um dos maiores desafios para amar o próximo: amá-lo na sua singularidade, nunca segundo o meu querer. O querer &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sobre&lt;/span&gt; o outro é sempre uma violência contra a sua liberdade. Nem a vontade de Deus se impõe, porque ele sempre propõe, jamais impõe nada a quem quer que seja. É uma falta de respeito e de amor querer que o outro atenda aos nossos caprichos satisfazendo, assim, as nossas vontades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, só existe amor onde há liberdade. Toda pessoa precisa da liberdade para amar de verdade. Logo, não há amor em toda relação pautada na dominação e/ou controle do outro. Também não há amor onde existe o apego: amar não é apegar-se. Ama-se quando se promove a liberdade do outro. O amor deve ser caminho de liberdade. A liberdade está intimamente ligada à gratuidade e esta, por sua vez, se traduz nas relações desinteressadas. O amor é livre e libertador e quem ama começa a experimentar já nesta vida o gozo da plena liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior inimigo do amor não é o ódio, mas a indiferença. Muita gente se convence disso, mas insiste na prática da indiferença, que se manifesta na frieza, no esquecimento do outro, na insensibilidade. A intolerância, a perseguição, a incompreensão, o desprezo, a hostilidade e tantos outros males são manifestações da indiferença. Estes males escravizam as pessoas tornando-as infelizes. Não há autêntica felicidade fora do amor que se faz doação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor a Deus não quer dizer que Deus esteja carente e necessitado do nosso amor. Deus nos ama porque sabe que nós necessitamos do seu amor para vivermos, sermos salvos e felizes. Somente Ele é completo e é a fonte do verdadeiro amor. Com Deus aprendemos a amar o próximo; por isso que o amor a Deus de todo o coração, alma e entendimento é o maior e o primeiro mandamento. Deus nos ama na liberdade para nos tornar livres, na incondicionalidade para amarmos incondicionalmente o próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inseridos na religião precisamos tomar cuidado com os sistemas religiosos. Estes são constituídos de leis, normas, códigos, regras, disciplina e de múltiplas orientações a respeito de tudo. Nada pode impedir a prática do amor. Nenhum sistema religioso pode se colocar acima do mandamento do amor. Ninguém está obrigado a obedecer a qualquer que seja a lei que se oponha ao amor a Deus e ao próximo. Nenhuma lei salva, mas somente o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (cf. Rm 5, 5). O fiel cumprimento dos preceitos religiosos não nos assegura felicidade nem salvação, mas somente o amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentindo, ensina-nos o apóstolo Tiago: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso pai, é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção deste mundo”&lt;/span&gt; (Tg 1, 27). Socorrer os órfãos e as viúvas em aflição significa colocar-nos a serviço dos empobrecidos e marginalizados; manter-se livre da corrupção deste mundo quer dizer que não devemos nos comprometer com as estruturas injustas, que geram as diversas formas de opressão existentes no mundo. O amor ao próximo consiste neste socorro do outro e neste manter-se (permanecer) livre da corrupção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira felicidade do ser humano se encontra no amor, dom gratuito de Deus para ser vivido entre nós, seres humanos: é caminho de humanização. Por isso, é tempo perdido buscarmos nossa felicidade fora do amor. O que existe fora deste é a ilusão de tudo aquilo que passa, porque &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;somente o amor permanece para sempre&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8133275089578559757?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8133275089578559757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8133275089578559757' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8133275089578559757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8133275089578559757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/10/o-amor-deus-e-ao-proximo.html' title='O amor a Deus e ao próximo'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Nggym3QDWeM/TqRElqbh4KI/AAAAAAAAAxc/3EWti5-rDdQ/s72-c/M.%2BTeresa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-6192916846747951804</id><published>2011-10-19T09:54:00.003-03:00</published><updated>2011-10-19T10:06:03.653-03:00</updated><title type='text'>A Igreja e os jovens</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-5Nzv0UHuVHY/Tp7LMgsVWlI/AAAAAAAAAxQ/vRhLfGttU4A/s1600/solid%25C3%25A3o%2Bjovem.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-5Nzv0UHuVHY/Tp7LMgsVWlI/AAAAAAAAAxQ/vRhLfGttU4A/s320/solid%25C3%25A3o%2Bjovem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665188797073414738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser ‘sentinelas da manhã’, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido”&lt;/span&gt; (Documento de Aparecida, n. 443). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi promissora a relação entre a Igreja e os jovens. É verdade que na história recente da América Latina, os jovens se identificaram com as lutas que foram travadas contra os governos ditatoriais. Colégios católicos, pastoral da juventude, associações de jovens, sindicatos e outros movimentos se manifestaram contra a repressão e a tortura. Sem os jovens, tais manifestações não teriam acontecido. Um exemplo disso foi o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;caras-pintadas&lt;/span&gt;, que consistiu no movimento estudantil que protestou contra o Governo Collor, tendo como desfecho a impugnação do mandato (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;impeachment&lt;/span&gt;) do presidente Fernando Collor de Mello. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período os jovens se identificaram com os movimentos eclesiais de cunho libertador (Comissão Pastoral da Terra, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Comissão de Justiça e Paz e outros). Tais movimentos estavam inseridos nas lutas sociais por libertação, e os jovens tinham ideais claros e convicções profundas. Com o apoio da Igreja, os jovens enfrentavam muitas situações complexas, que exigiam disposição, coragem, inteligência e estratégias eficazes de ação política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a situação é bem diferente: há certa separação entre fé e política. Isto explica a ausência da maioria dos cristãos nas lutas políticas que ainda existem na sociedade. Desconfia-se que a fé não tem repercussão política. Os cristãos decidiram-se pelas práticas religiosas. Estas são mais fáceis, cômodas, menos complexas. A preocupação está na reta celebração do culto, sendo que este tem pouco vínculo com os problemas do mundo pós-moderno. Há certo esforço por parte de pessoas, grupos e movimentos; mas, de modo geral, o desinteresse pelo político e pelo social é evidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens estão decepcionados com a política. Esta decepção leva-os ao desinteresse. Isto poderia inseri-los num modelo de Igreja apolítico, mas não é o que acontece. Por que não acontece? Porque eles não se identificam com as práticas religiosas, principalmente com a Celebração Eucarística. Basta escutá-los para ver que consideram tais práticas “coisa de velho”! Certo dia, quando indaguei a um jovem a respeito de sua ausência nas celebrações, eis o que respondeu:&lt;span style="font-style:italic;"&gt; “Não gosto dessa parada de missa, acho estranho, cansativo; o padre fala coisa que não tem nada a ver, mas não tenho nada contra”&lt;/span&gt;. Este jovem representa bem a maioria dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois extremos opostos entre si que precisam ser considerados e evitados na relação entre Igreja e jovem: primeiro, que a Igreja sempre está correta e os jovens sempre estão errados, pois são rebeldes, recusam-se a escutar e obedecer; segundo, que são eles que estão corretos, pois a Igreja é atrasada, não se atualiza, é moralista e autoritária. Se a situação for encarada a partir destes extremos, jamais haverá evangelização de jovens. Todo extremismo é equívoco, desrespeito e agressão à liberdade; portanto, não constrói nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para pensar na evangelização dos jovens é preciso considerar, antes de qualquer coisa, que eles não são crianças, não são adultos nem idosos. É necessário, portanto, pensar no jovem a partir de sua realidade. É perda de tempo e há muito desgaste quando tratam o jovem como se ele fosse criança. Isto significa infantilizá-lo. Também não adianta exigir dele pensamentos e atitudes de adulto e idoso, pois não haverá correspondência. Adulto e idoso não tem nada que ver com o jeito jovem de ser. Assim sendo, é preciso rever a linguagem e os métodos para evangelizar o jovem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festas, banalização do corpo, violência, drogas, falta de interesse pelos problemas sociais e pelos estudos, frustrações, forte carga de alienação, carência afetiva, vazio existencial (perda de sentido da vida), ausência de perspectivas e ideais etc. são alguns dos mais graves problemas que afetam a vida dos jovens de hoje. Não é fácil falar para jovens que se encontram afetados por estes males. O discurso tradicional da Igreja não funciona. Eles já sabem de cor o que pensa a Igreja a respeito de suas vidas, por isso não param para escutá-la; sabem que ela sempre parte daquilo que é negativo em suas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o jovem, a Igreja é a moral instituída. Ela lembra ordem, proibições, leis, pouca ou nenhuma liberdade, autoridade. De modo geral, os jovens não se dão bem com a figura da autoridade (pais, políticos, padres, professores, polícia, patrão). Há sérias dificuldades em conciliar autoridade e liberdade. De fato, historicamente, a figura da autoridade sempre ameaçou a liberdade do ser humano. Falar de autoridade é falar de um modelo tradicional de obediência no qual há um que manda e outro que obedece; o que manda sempre está certo, por isso, o súdito precisa obedecer. Dentro deste modelo não há liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evangelizar os jovens, a Igreja precisa rever três questões: 1) suas estruturas; 2) sua linguagem e 3) sua moral sexual. A revisão deve levá-la a ser uma instituição mais humana, com abertura, diálogo, dinamismo, alegria, espontaneidade, audácia e profetismo. Sem esta revisão tudo não passará de tentativas frustradas e a realidade continuará do mesmo jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja precisa se atualizar (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;aggionamento&lt;/span&gt;), se quiser realmente evangelizar os jovens, pois num mundo onde tudo evolui e se transforma, toda realidade que apresenta resistências à atualização termina por ser rejeitada por aqueles que não se contentam em permanecer do mesmo jeito. O permanecer do mesmo jeito está ligado à rotina, que consiste na repetição irrefletida de hábitos e costumes (esquemas fixos e estabelecidos). Por outro lado, a rotina confere segurança porque tudo está no seu devido lugar, no seu devido horário e regido conforme regras fixas e, às vezes, inquestionáveis. Os jovens têm dificuldades para se inserir em instituições com estilos de vida regrados e quase que imutáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, é preciso considerar a necessária &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mudança de mentalidade&lt;/span&gt;, pois sem esta nenhuma outra é possível. A abertura ao novo que questiona e desafia é de fundamental importância para que haja mudança de mentalidade; do contrário, pode-se até admitir os equívocos, mas as reais mudanças não acontecem. O ser humano age segundo suas concepções, e se estas não são devidamente atualizadas (recicladas), a conversão não acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-6192916846747951804?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/6192916846747951804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=6192916846747951804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6192916846747951804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6192916846747951804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/10/igreja-e-os-jovens.html' title='A Igreja e os jovens'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5Nzv0UHuVHY/Tp7LMgsVWlI/AAAAAAAAAxQ/vRhLfGttU4A/s72-c/solid%25C3%25A3o%2Bjovem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-863800200195581743</id><published>2011-10-16T08:52:00.002-03:00</published><updated>2011-10-16T08:57:08.820-03:00</updated><title type='text'>Dar-se a Deus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-YiyLQ3S_kMo/TprGjs4uWVI/AAAAAAAAAxE/4cqx-Lmd2K0/s1600/dar%2Ba%2BC%25C3%25A9sar%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 273px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YiyLQ3S_kMo/TprGjs4uWVI/AAAAAAAAAxE/4cqx-Lmd2K0/s320/dar%2Ba%2BC%25C3%25A9sar%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664057798018619730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”&lt;/span&gt; (Mt 22, 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto evangélico deste XXIX Domingo Comum (cf. Mt 22, 15 – 21) fala da tentativa frustrada dos fariseus de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“apanhar Jesus em alguma palavra”&lt;/span&gt;. Jesus de Nazaré era perseguido tanto pelas autoridades civis quanto religiosas de seu tempo: os fariseus eram os que mais o perseguiam. Eles não perdiam nenhuma oportunidade para pegar Jesus em algum gesto ou palavra. Eis a primeira característica do fariseu hipócrita: observar as práticas religiosas para acusar os que não a praticam. Além disso, esconder-se por detrás das mesmas para tramar a desgraça do próximo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As práticas religiosas não libertavam os fariseus. Aparentemente, eram bons; mas por trás da aparência piedosa, eram lobos ferozes, capazes de tramar a desgraça e a morte de seu semelhante. Em outras partes do evangelho Jesus os acusa de mentirosos, de sepulcros caiados, de ladrões, de assassinos, de serem filhos do diabo. Jesus não tinha medo deles e não perdia nenhuma oportunidade para desmascará-los. Eis uma primeira mensagem do texto evangélico: ter cuidado com os que são apegados às práticas religiosas, mas que são incapazes de amar o próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas comunidades cristãs há pessoas que são extremamente religiosas: cultuam a Deus, pagam o Dízimo, são devotas dos santos e do rosário de Maria, participam das pastorais e movimentos etc., mas não perdem a oportunidade de prejudicar o próximo. Tais pessoas são como os fariseus: vivem preocupadas com a vida alheia tendo em vista a perseguição e a difamação do próximo; gostam de impor pesados fardos nas costas dos outros, fardos que elas mesmas não conseguem mexer com um só dedo; mostram-se excessivamente exigentes para serem reconhecidas como responsáveis e caridosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica do fariseu é a falsidade. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências”&lt;/span&gt;. Estas palavras dos fariseus são verdadeiras, mas a intenção deles é falsa, portanto, hipócrita. De fato, Jesus era verdadeiro, ensinava o caminho de Deus, não se deixava influenciar pela opinião dos outros e não julgava as pessoas pelas aparências: tudo isto é verdade. O problema é que os fariseus se utilizaram destas verdades para elogiar Jesus e tentar pegá-lo em alguma palavra. Frustraram-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que fazem a mesma coisa: utilizam-se de elogios para prejudicar o próximo. Elas sabem que os elogios envaidecem facilmente, por isso, utiliza-os para deixar o outro alegre, levando-o a pensar que a intenção é verdadeira e, portanto, honesta. Jesus descobriu a falsidade dos fariseus, escondida por trás do elogio. Eles eram tão maus que se utilizavam da verdade daquilo que é a pessoa de Jesus para matá-lo! Na comunidade cristã, tomemos cuidado com os falsos elogios, com o excesso de palavras bonitas que nos dirigem, principalmente, oriundas daqueles que sabemos que não se identificam com nosso jeito de ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fariseus perguntaram a Jesus se é lícito pagar o imposto ao imperador César ou não. Esperavam &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sim&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não&lt;/span&gt; como resposta. Diferentemente daquilo que esperavam, respondeu-lhes Jesus: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”&lt;/span&gt;. Se Jesus tivesse respondido sim, seria um erro, pois o imposto a César explorava os pobres; se tivesse respondido não, teria sido imediatamente acusado de ser agitador político contra o Império. Jesus denunciou o imposto injusto ao Imperador sem precisar cair em contradição consigo mesmo, sendo que isto era o que os fariseus e os partidários de Herodes queriam que acontecesse. A maneira como Jesus respondeu o livrou da morte repentina: ele precisava viver mais um pouco para cumprir sua missão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imposto é uma das formas de participação cidadã. No atual modelo de sociedade, a arrecadação de impostos continua sendo uma injustiça: arrecada-se muito dinheiro e reverte-se pouco em serviços públicos de qualidade à população. Além disso, escandalizam e causam indignação os desvios das verbas públicas por parte de governantes desonestos em todas as instâncias dos poderes legislativo, executivo e judiciário. A arrecadação de impostos foi pensada de tal maneira que não há quem escape: em tudo, explícita ou implicitamente, há impostos. Isto significa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“dar a César o que é de César”&lt;/span&gt;. O mercado, os governos injustos e todas as formas de poder opressor são os Césares dos nossos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dar-se a Deus&lt;/span&gt;: eis a atitude que liberta integralmente o ser humano. Impelido pelo Espírito do Senhor, o cristão assume a missão de Cristo sendo sal e luz do mundo. Dar-se a Deus não é mera atitude subjetivista ou intimista, mas presença amorosa junto às pessoas que sofrem, preferentemente os pobres. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Dar a Deus é o que é de Deus”&lt;/span&gt; significa a oferta de nós mesmos na obra divina da salvação do mundo. Abertos e disponíveis, o Senhor nos chama para a missão de criar novo céu e nova terra: Reino de Deus, justiça e paz. Atender ao chamado divino é dar-se, sem reservas, a Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-863800200195581743?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/863800200195581743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=863800200195581743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/863800200195581743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/863800200195581743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/10/dar-se-deus.html' title='Dar-se a Deus'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YiyLQ3S_kMo/TprGjs4uWVI/AAAAAAAAAxE/4cqx-Lmd2K0/s72-c/dar%2Ba%2BC%25C3%25A9sar%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5502811415290593470</id><published>2011-10-10T16:34:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T16:36:23.934-03:00</updated><title type='text'>O dia quer nascer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-VtuYeV9ObOM/TpNJMRuMQ1I/AAAAAAAAAw8/YAANOBKKLXI/s1600/amanhecer.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VtuYeV9ObOM/TpNJMRuMQ1I/AAAAAAAAAw8/YAANOBKKLXI/s320/amanhecer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661949631799247698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hélder Câmara, boca de Deus&lt;br /&gt;Disse um dia&lt;br /&gt;Que depois de uma prolongada noite nasce&lt;br /&gt;O dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite:&lt;br /&gt;Escuridão, dúvidas, solidão, deserto, escassez, falta...&lt;br /&gt;Medo, covardia, silêncio omissivo, traição&lt;br /&gt;Estagnação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há homens ilustres da noite&lt;br /&gt;Amantes daquilo que é noite, não daquilo que parece noite...&lt;br /&gt;Nas caladas planejam...&lt;br /&gt;Planejam silêncios, ameaças, distorções, sutil e maliciosamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia:&lt;br /&gt;Claridade, transparência, grito, abundância, coragem...&lt;br /&gt;Rostos suados, movimento, transformação&lt;br /&gt;Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há filhos do dia&lt;br /&gt;Amantes daquilo que é dia, não daquilo que parece dia...&lt;br /&gt;Gritando, clamando, caminhando, arriscando-se, perseguidos em meio aos gemidos...&lt;br /&gt;Livres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dia não vem,&lt;br /&gt;Que agonia!&lt;br /&gt;E a noite não passa,&lt;br /&gt;Que calamidade!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos gostam do dia,&lt;br /&gt;Muitos amam a noite...&lt;br /&gt;E a criação geme em dores de parto&lt;br /&gt;E a criança não nasce!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o novo quer respirar&lt;br /&gt;O velho que se impor...&lt;br /&gt;E as pessoas olham, gritam, choram&lt;br /&gt;Estão com fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome&lt;br /&gt;De justiça, de pão, de paz.&lt;br /&gt;Fome&lt;br /&gt;De amor, de liberdade, de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida,&lt;br /&gt;Quer, ousada e sufocadamente,&lt;br /&gt;Viver. &lt;br /&gt;Porque sobreviver é pequeno, é pouco, é nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida,&lt;br /&gt;Escondida, sufocada, maltratada, perseguida, &lt;br /&gt;Morta,&lt;br /&gt;Viverá. Sempre e permanentemente,&lt;br /&gt;Virá, sobreviverá e, enfim, viverá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5502811415290593470?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5502811415290593470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5502811415290593470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5502811415290593470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5502811415290593470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/10/o-dia-quer-nascer.html' title='O dia quer nascer'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VtuYeV9ObOM/TpNJMRuMQ1I/AAAAAAAAAw8/YAANOBKKLXI/s72-c/amanhecer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-123207656304340433</id><published>2011-09-27T22:01:00.003-03:00</published><updated>2011-09-27T22:08:55.661-03:00</updated><title type='text'>São Vicente de Paulo: um místico a serviço dos pobres</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Zt4p_lBJiHE/ToJzktDg3pI/AAAAAAAAAw0/rgZZhq06v-I/s1600/Monsieur%2BVicent%2BDepaul.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zt4p_lBJiHE/ToJzktDg3pI/AAAAAAAAAw0/rgZZhq06v-I/s320/Monsieur%2BVicent%2BDepaul.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657211156337581714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Lembre-se, padre, de que vivemos em Jesus Cristo pela morte em Jesus Cristo, e que temos de morrer em Jesus Cristo pela vida de Jesus Cristo e que nossa vida tem que estar oculta em Jesus Cristo e cheia de Jesus Cristo, e que para morrer como Jesus Cristo, tem que se viver como Jesus Cristo”&lt;/span&gt;. (P. Coste I, 295, 320).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os místicos são pessoas que vivem mergulhadas em Deus. A Igreja da época de São Vicente era marcada pela vida monástica, pois o Concílio de Trento tinha enclausurado os religiosos. A meta era alcançar a perfeição na vida puramente contemplativa, separada do mundo. A reflexão teológica e a piedade ajudavam a cultivar uma vida santa. A leitura das Regras Comuns deixadas por São Vicente mostra claramente o rigor disciplinar e ascético a que estavam submetidos os religiosos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São Vicente percebeu que a vida de clausura não levava à verdadeira santidade, que tal estilo de vida não tinha fundamentação evangélica, pois lendo o Evangelho descobriu que Jesus foi enviado para evangelizar os pobres (cf. Lc 4, 18); descobriu que Jesus não viveu uma vida enclausurada, distante das pessoas. A meditação evangélica e a triste situação da vida dos pobres de seu tempo levaram-no a concluir que Jesus é o missionário Pai, o evangelizador dos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, São Vicente percebeu que o ministério presbiteral na Igreja só tem sentido se o presbítero se colocar a serviço dos pobres, porque este foi &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o ofício do Filho de Deus&lt;/span&gt;. Aqui está a centralidade do carisma e da espiritualidade vicentina. Fora deste ofício divino não há missão verdadeiramente cristã e vicentina. Na Igreja, a Família Vicentina tem a missão profética de desempenhar este ofício divino. Certa vez, Karl Rahner, um dos maiores teólogos da Igreja do séc. XX afirmou que no séc. XXI não haveria separação entre ser cristão e ser místico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para entender o jesuíta Karl Rahner seria necessário discorrer a história dos grandes místicos nos diversos períodos da história do Cristianismo. Aqui não é lugar para isto, mas, a partir do testemunho de São Vicente podemos ousar algumas afirmações, pois graças ao Espírito do Senhor, no séc. XVII, fora da vida monástica ele conseguiu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ser&lt;/span&gt; um místico no serviço dos pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anthony de Mello, SJ, um místico cristão de espiritualidade oriental falecido em junho de 1987, aos 56 anos de idade, em sua obra &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apelo ao amor&lt;/span&gt;, falando da santidade afirma: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O segundo atributo da santidade é a ausência de esforço”&lt;/span&gt; (p. 50). Ser místico é ser santo a partir do amor, no amor e para o amor. Segundo A. de Mello, a santidade não é fruto do esforço humano, não pode ser desejada, não é fruto da consciência da pessoa nem pode existir juntamente com os apegos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O místico é uma pessoa livre dos apegos. Ele só precisa do amor para viver. O apego às pessoas, às coisas e a si mesmo é causa de impedimento para que exista o místico. Este não se preocupa com nada, a não ser com o amor; amor que não é posse do outro, mas abertura permanente para o outro. Abertura não para a dependência do outro, mas para o amor para com o outro. O místico não depende de ninguém para ser feliz. Ele não é especial para ninguém nem pessoa alguma lhe é especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o místico, o outro é simplesmente pessoa. Esta não lhe representa superioridade nem inferioridade. Neste sentido, o medo deixa de existir em sua vida. As ameaças, os condicionamentos, constrangimentos, perseguições, incompreensões e até a morte não significam nada para o místico: nada disso tira a sua vida. Elogios, aplausos, críticas, premiações, honras e tantas outras coisas tidas como boas e que são oferecidas aos homens também não significam nada para o místico: ele não depende destas coisas para viver. A isto chamamos liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No interior da Paraíba aprendi com um místico a seguinte verdade: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Tu não dependes do louvor nem da crítica para viver, mas somente do amor. Ama e serás verdadeiramente livre. O que importa é Jesus e a força de Deus, o Espírito. Quando estiveres convicto disto nada mais te interessará, mas somente o amor, pois é o amor que permanece para sempre, o resto é apego e passa”&lt;/span&gt;. Viver segundo esta verdade é ser místico. O Evangelho mostra que Jesus foi assim: livre. Por isso que sua mensagem pode ser chamada Evangelho da liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver num estado místico de vida é preciso cultivar a atenção ao essencial, deixando de lado tudo aquilo que tenta desviar e/ou desvirtuar. Há muitas coisas neste mundo que não levam à verdadeira felicidade, o místico se despoja de todas estas coisas. Neste sentido, o místico é uma pessoa livre das ilusões, da alienação e da agonia provocada pela pressa e pela busca desgastante de ser feliz. Quando percebeu que a verdadeira felicidade se encontra na fonte da vida, que é Deus, o místico não perde o seu tempo com coisas supérfluas e/ou futilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi São Vicente, não fez outra coisa na vida senão amar o próximo, preferencialmente os pequenos e sofredores. Nestes encontrou a felicidade, encontrou Deus. As autoridades religiosas e civis, assim como as mulheres e homens ricos da época ficavam admirados ao vê-lo e escutá-lo; assim como as multidões ficavam admiradas diante de Jesus de Nazaré. Quem viu São Vicente esteve diante de homem entregue a Deus e aos irmãos. A isto chamamos santidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Infelizmente, o barulho e as coisas produzidas pelo homem têm levado à perturbação e ao consumismo. As pessoas perdem a paz de espírito consumindo, incansavelmente. A doutrina mercadológica é: consuma e seja feliz! Esta doutrina invadiu as Igrejas cristãs e estas manejam grandes somas de dinheiro. O mercado religioso oferece todas as bênçãos e milagres que as pessoas precisam para serem escravas e perturbadas da cabeça. É uma verdadeira maldição! No fundo, as pessoas nunca se libertam, e não se libertam porque foram buscar a libertação no lugar errado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Felizmente, no silêncio da vida das Igrejas e do mundo há mulheres e homens místicos. Eles não aparecem porque o aparecer lhes é incompatível. São tão simples que, na maioria das vezes, morrem sem ser percebidos. Isto lhes é motivo de alegria, sinal de foram fiéis ao princípio evangélico da humildade, que exige discrição e simplicidade. Os místicos são pessoas de ações singelas e palavras profundas, quando discursam incomodam bastante, porque aproveitam para proclamar Jesus, Boa Nova do Pai para a vida e a liberdade do gênero humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Vicente permite-nos dizer, finalmente, que a mística vicentina se dá numa vida que se encerra no amor aos pobres, numa vida que é pleno &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estado de caridade&lt;/span&gt;. Ele nos ensina que deixar-se conduzir pelo Espírito nos leva irresistivelmente ao encontro rosto do outro. E como dizia o filósofo francês E. Lévinas, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o rosto do outro me fala, me interpela, me incomoda, clama por socorro, liberta-me&lt;/span&gt;. A isto chamamos alteridade. Não há prática do amor sem a alteridade. Que São Vicente interceda a Deus por nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-123207656304340433?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/123207656304340433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=123207656304340433' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/123207656304340433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/123207656304340433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/09/sao-vicente-de-paulo-um-mistico-servico.html' title='São Vicente de Paulo: um místico a serviço dos pobres'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Zt4p_lBJiHE/ToJzktDg3pI/AAAAAAAAAw0/rgZZhq06v-I/s72-c/Monsieur%2BVicent%2BDepaul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-40031126299399766</id><published>2011-09-24T14:13:00.003-03:00</published><updated>2011-09-24T14:18:42.605-03:00</updated><title type='text'>A religião e a humanização do ser humano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-IQCCwitCZgU/Tn4Q55VINpI/AAAAAAAAAws/nykG_-h06aE/s1600/Pe.%2BJ%25C3%25BAlio%2BLancelotti.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-IQCCwitCZgU/Tn4Q55VINpI/AAAAAAAAAws/nykG_-h06aE/s320/Pe.%2BJ%25C3%25BAlio%2BLancelotti.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655976768851949202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus”&lt;/span&gt; (Mt 21, 31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época em que se dizia que a religião era o único caminho que levava a Deus: fora da religião não existia salvação. O tempo passou e descobriram que continuar afirmando isso não daria certo, pois se constatou que muitas pessoas estavam fora da religião e a cada dia que se passa acentua-se cada vez mais a secularização e o abandono da religião tem se tornado claro e evidente. Ninguém ousa negar tal fato histórico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papa Bento XVI está na Alemanha, sua terra natal. Alguns católicos entusiasmados estão felizes ao reencontrá-lo e pedem socorro. Na Alemanha como em outros tantos lugares, os próprios católicos, em sua maioria, não acreditam mais a religião: estão cansados dos escândalos de pedofilia, querem a aprovação do casamento gay, a ordenação de mulheres, o fim do celibato obrigatório, a legalização do aborto e exigem uma Igreja mais humana e aberta às questões da vida pós-moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tantos anseios, a Igreja se encontra sem saber muito o que dizer, simplesmente recorre ao seu sistema doutrinal tradicional. As pessoas param para escutar já sabendo o conteúdo do discurso papal. Elas sabem da dificuldade da Igreja no diálogo com questões pós-modernas, sabem que a Igreja mal assimilou o Concílio Vaticano II e que este precisa ser lido e atualizado, pois o mesmo não possui respostas para os problemas surgidos posteriormente à sua realização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, o texto evangélico da Liturgia da Palavra deste XXVI Domingo Comum ousa nos apontar um caminho alternativo para a resolução desse impasse histórico que está levando à morte da religião. No texto (cf. Mt 21, 28 – 32), Jesus entra em conflito com as autoridades religiosas de seu tempo, autoridades que tinham os mesmos defeitos de muitas da religião atual: fechadas em si mesmas, puritanas, legalistas, autoritárias, prepotentes e inimigas da verdade e da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os religiosos do tempo de Jesus não o acolheram porque se decepcionaram com seu jeito de ser: livre e libertador. Todas as palavras e ações de Jesus de Nazaré entravam em contradição com aquilo que eles viviam. Assim, jamais poderiam chegar a um consenso nem viver unidos, pois Jesus não aceitava a hipocrisia e a exploração dos pequenos que se davam através das práticas religiosas. Estas práticas julgavam, condenavam e excluíam os pequenos e pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pequenos e pecadores viviam à margem da religião judaica. Para os religiosos, o problema de Jesus foi ter se enturmado com essa gente, se colocado definitivamente ao lado deles, vivido entre eles. Os religiosos queriam um Messias fiel à lei e que vivesse no Templo de Jerusalém, morada do Deus santo e puro, lugar dos sacrifícios de expiação pelos pecados. Apesar disso, era também lugar de humilhação, suborno e exploração. Jesus não era sacerdote nem levita, logo não se identificou com o Templo. O lugar de Jesus era no meio da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;raça pecadora&lt;/span&gt;, pois veio primeiro para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;as ovelhas perdidas da casa de Israel&lt;/span&gt; (Mt 15, 24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica evidente, então, que Jesus aponta para os últimos. Estes são os seus prediletos. Para sobreviver no mundo, a religião precisa não somente estudar e olhar para os últimos, mas assumir seus clamores e lutas. Imediatamente após o Concílio Vaticano II houve certa efervescência na Igreja. Na América Latina, apareceu a Teologia da Libertação e as Comunidades Eclesiais de Base, a Igreja se identificou com as lutas do povo contra as ditaduras, contra o neoliberalismo e contra todas as formas de opressão. Muitas pessoas foram martirizadas. As pessoas ficavam admiradas com muitos Bispos, Padres e leigos profetas. Nesta época, a Igreja era não somente respeitada, mas temida pelos poderosos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E hoje, como estamos? O que aconteceu? Acabaram-se as lutas e a opressão? Basta assistirmos aos noticiários e olharmos à nossa volta para percebermos que a vida dos pequenos continua sendo massacrada. O que se questiona é a ausência da Igreja nas lutas dos pobres. É verdade que há Bispos, Padres, Religiosos e Religiosas, leigas e leigos inseridos nas lutas por libertação; mas, infelizmente, é verdade também que o número destas pessoas é pequeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma constatação feita no Documento de Aparecida. Os Bispos sentiram a necessidade de alertar a Igreja para um maior compromisso com os empobrecidos (DA, 397 – 399). Desde a Conferência de Medellín se fala deste compromisso e o que assistimos é a crise deste mesmo compromisso. Assistimos a uma profunda crise de responsabilidade em todos os segmentos da sociedade, inclusive na Igreja. A maioria das pessoas só aceita uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;religião de satisfação dos desejos&lt;/span&gt; na qual Deus não passa de uma mera fonte de milagres.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A situação do clero não é diferente, pois, infelizmente, há inúmeros &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“presbíteros mais preocupados com seu caráter e poder sagrados do que com uma presença significativa no mundo, com o diálogo com a sociedade, com serviço competente ao homem de hoje. No meio de tudo isso há presbíteros high-tech, uma espécie de sacralização pós-moderna: combinação de um discurso mágico-fundamentalista (apologético) com os recursos mercadológicos da comunicação de massa”&lt;/span&gt; (L. R. Benedetti, O “novo clero”: arcaico ou moderno?, in REB 49 [1999], p.89).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o desafio atual: ou a Igreja se coloca definitiva e integralmente a serviço da humanização do ser humano, ou não irá sobreviver à crise interna que a definha aos poucos. Os cobradores de impostos e prostitutas estão aí, no mundo, à espera da Igreja. Lançar as redes para as águas mais profundas é mais do que uma necessidade, é uma urgência eclesial. Neste sentido, cultivar o diálogo, a abertura, a honestidade e acolher o novo que o Espírito faz surgir são atitudes fundamentais para que tenhamos uma Igreja mais humana e solidária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-40031126299399766?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/40031126299399766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=40031126299399766' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/40031126299399766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/40031126299399766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/09/religiao-e-humanizacao-do-ser-humano.html' title='A religião e a humanização do ser humano'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IQCCwitCZgU/Tn4Q55VINpI/AAAAAAAAAws/nykG_-h06aE/s72-c/Pe.%2BJ%25C3%25BAlio%2BLancelotti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-1469940736241435159</id><published>2011-09-22T16:25:00.003-03:00</published><updated>2011-09-22T16:31:18.564-03:00</updated><title type='text'>Evangelho: Boa Notícia para quem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-G76kogMaWkA/TnuM_aWMZ2I/AAAAAAAAAwk/TaXhd0WPx-A/s1600/Erwin%2BKrautler.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-G76kogMaWkA/TnuM_aWMZ2I/AAAAAAAAAwk/TaXhd0WPx-A/s320/Erwin%2BKrautler.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655268778125846370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Deus amou tanto nosso mundo que nos deu o seu Filho. Ele anuncia a boa nova do Reino aos pobres e pecadores. Por isso, nós, como discípulos e missionários de Jesus Cristo, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo”. &lt;/span&gt;                   (Documento de Aparecida, n. 30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho em si é uma Boa Notícia para a libertação integral do homem e do mundo. Não é uma mensagem criada pela inteligência humana, não é uma ideologia, não é um tratado teológico, não é doutrina da Igreja, o Evangelho é Jesus Cristo, Filho de Deus Pai enviado por amor a este mundo. Toda pessoa que aceitar o chamado divino para o anúncio deve ter a plena convicção disso: deve-se anunciar Jesus Cristo tendo em vista a vida e a liberdade integrais do gênero humano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há um gravíssimo pecado no processo de evangelização: misturar Evangelho com discursos humanos. Estes possuem suas finalidades, que são sempre humanas, finalidades alicerçadas no interesse pessoal e grupal. Quando isto acontece, infelizmente, há certa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;deturpação da mensagem cristã&lt;/span&gt;. Esta deturpação consiste na manipulação da mensagem evangélica tendo em vista a alienação das pessoas. Apesar disso, o importante é que o acobertamento da verdade dura pouco, pois quando esta vem à tona, não há alienação que resista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a verdade contida no Evangelho, que é o próprio Cristo, é proclamada ao mundo, o Evangelho torna-se uma má notícia para muitas pessoas. Todos escutam a Boa Notícia do Reino, mas são poucos que a aderem com convicção e alegria: são os cristãos da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;beira do caminho&lt;/span&gt;, que ficam contentes ao escutar, acham bonita a proclamação da verdade que liberta, mas recusam-se a se libertar. As Igrejas estão lotadas destas pessoas e, de modo geral, elas só querem milagres e/ou escutar uma mensagem que reconforte o espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, parei para assistir a uma Missa em uma das TVs católicas: fiquei profundamente decepcionado! Até então, nunca tinha escutado tamanha deturpação da Palavra de Deus numa ação litúrgica. Admirou-me a capacidade do padre ocultar a verdade da mensagem cristã utilizando-se de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;historinhas infantis&lt;/span&gt; para, simplesmente, fazer os fiéis rirem e sentirem-se bem na Celebração. No fim daquilo que chamou de homilia, disse o padre: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Gosto de brincar na homilia porque sinto que as pessoas querem mesmo é se sentir bem!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Conferência de Aparecida constatou a necessidade de acolhermos melhor os fiéis na Igreja, uma vez que os cristãos não católicos sabem acolher melhor, mas isto não significa que devamos infantilizar nossas liturgias com recursos apelativos que chegam ao ridículo. O cristão praticante sério e comprometido sente-se, certa e profundamente ofendido, e com muita facilidade e razão se recusa a se fazer presente em atos litúrgicos como este. Coisas como estas acontecem porque fazem de tudo para ocultar Jesus Cristo e sua proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de formação cristã leva as pessoas a aceitarem certos absurdos. A maioria, além de aceitar, participa ativamente! Cai por terra todo projeto que visa construir uma Igreja missionária comprometida com as grandes causas do Reino de Deus. Acolher bem as pessoas e negar-lhes a Boa Notícia é um pecado que compromete seriamente a edificação do Reino de Deus. O chamado divino não está para o sentir-se bem, mas para o compromisso efetivo e afetivo com o amor e a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo, o Nazareno, e o Reino de seu Pai devem ser o centro do processo de evangelização da Igreja; do contrário, não há missão. Quando se tira Jesus e o Reino do centro, todas as formas de infidelidade e pecado acontecem no seio eclesial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca dos interesses pessoais e institucionais é uma gravíssima traição ao Evangelho. A Igreja nunca se deu bem quando marginalizou a Boa Notícia de Jesus de Nazaré, os resultados sempre foram confusão, perseguição não por causa do Reino, e morte de inocentes e de profetas. Muitos destes últimos chegaram a ser perseguidos e mortos pela própria Igreja. Esta sempre teve dificuldades para aceitar o Evangelho a que é chamada a anunciar, incessantemente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A história não nos deixa mentir. Um exemplo disso foi o caso de santa Joana d’Arc (França, 1412 – 1431), acusada injustamente de ser assassina, embusteira e herege; foi queimada viva em praça pública. Mais de 500 anos depois, reconhecendo o grave erro e interessada em estreitar os laços políticos com o governo francês, a Igreja canonizou Joana d’Arc e a declarou padroeira da França. Ela foi elevada às honras dos altares pelo papa Bento XV, em 1920.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De fato, os poderosos deste mundo, as instituições descomprometidas com a vida e com a liberdade, e as pessoas que almejam o poder não conseguem aceitar o Evangelho de Jesus de Nazaré. Isto acontece porque a missão de Cristo estava centrada na promoção e defesa da vida dos pequenos e oprimidos. Os cristãos realmente comprometidos com esta missão de Cristo passam pelo mesmo Calvário que ele passou: experimentam o desprezo, o escárnio, a perseguição, a incompreensão e a morte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A mensagem cristã é uma Boa Notícia para os pobres e oprimidos, que tem em Deus sua esperança e alegria. Em sua infinita bondade e misericórdia, Deus enviou Jesus Cristo ao mundo para evangelizar os pobres (cf. Lc 4, 18). Jesus é o Cristo, missionário do Pai e evangelizador dos pobres: esta é a Boa Notícia que incomoda os poderosos e opressores deste mundo. Todo cristão, discípulo e missionário do Reino, é chamado a anunciar esta Boa Notícia ao mundo. Este anúncio é a missão fundamental da Igreja. Fora deste anúncio não há seguimento de Cristo e não havendo seguimento não há missão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-1469940736241435159?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/1469940736241435159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=1469940736241435159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1469940736241435159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1469940736241435159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/09/evangelho-boa-noticia-para-quem.html' title='Evangelho: Boa Notícia para quem?'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-G76kogMaWkA/TnuM_aWMZ2I/AAAAAAAAAwk/TaXhd0WPx-A/s72-c/Erwin%2BKrautler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-4129175304681284358</id><published>2011-09-17T13:58:00.003-03:00</published><updated>2011-09-17T23:40:51.433-03:00</updated><title type='text'>Reino de Deus: liberdade e gratuidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-31IN0A6CS1c/TnTSjgvJBuI/AAAAAAAAAwc/a_zScvmOu9k/s1600/vinha%2Bdo%2Bsenhor%2B2.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 235px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-31IN0A6CS1c/TnTSjgvJBuI/AAAAAAAAAwc/a_zScvmOu9k/s320/vinha%2Bdo%2Bsenhor%2B2.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653374939781727970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto”&lt;/span&gt; (Is 55, 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil para o ser humano compreender e aceitar o projeto de Deus, principalmente no mundo atual, marcado pelo jogo de interesses pessoais e corporativistas. Os espaços da liberdade e da gratuidade quase não existem, pois a escravidão e a indiferença dominam as relações interpessoais. Diante disso, Jesus nos apresenta Deus como um Pai bom e misericordioso, que age na liberdade e na gratuidade; um Pai que não impõe condições, que ama incondicionalmente o ser humano e neste amor liberta-o da escravidão e da indiferença. Vamos pensar a liberdade e a gratuidade a partir de Mt 20, 1 – 16, texto evangélico da Liturgia da Palavra deste XXV Domingo Comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus é o dono da vinha e chama para trabalhar&lt;/span&gt;. Há um campo vasto para a ação. O mundo é o lugar do encontro com Deus e da construção do seu Reino. Assim, Deus chama para trabalhar na edificação do seu Reino a partir das realidades mundanas. Este é o desejo divino. Por isso, a religião não pode se refugiar noutro mundo a não ser este, no qual habita conflituosamente o gênero humano. Quem fugir deste mundo, pensando e esperando a salvação num outro, vai perder-se eternamente. A vocação cristã é para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que não param de trabalhar, mas trabalham para si mesmas, em função de si mesmas. Os capitalistas de plantão não pensam em outra coisa a não ser o enriquecimento que, na maioria dos casos, acontece de forma desonesta e, portanto, ilícita. Estas pessoas passam pela vida e se perdem. Elas nunca param para pensar que tal vida não é vida, mas pura ilusão. O mundo está cheio dessa gente corrompida e alienada. Elas vivem iludindo-se pensando que são felizes. Não são trabalhadoras da vinha do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que trabalham na vinha do Senhor, trabalham em função do Reino de Deus: são pessoas livres e generosas. São livres não porque não sofrem os condicionamentos da condição humana, mas o são porque depositam toda a confiança no Deus que as chamou para trabalhar. Quem se coloca a serviço de Deus tem nele a sua riqueza, segurança, alegria, proteção, salvação. Deus é a felicidade de seus operários. Ele não tem nada para recompensá-los, porque ele próprio é a recompensa. O ofício divino tem em Deus a sua plenitude.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os que não trabalham na vinha do Senhor agem conforme a lógica humana e mundana, conforme a política das recompensas e das promoções. O mercado capitalista é marcado pela competição, onde o mais fraco não tem vez. A competência, a agilidade, a qualificação, a atualização são alguns dos valores que regem as relações trabalhistas. Assim, é visível que não há lugar para todos: são excluídos todos aqueles e aquelas que não conseguem acompanhar as exigências tidas como legais e fundamentais para o pleno funcionamento do sistema. Desse modo, como ficam os empobrecidos, que não têm condições para corresponder a tais exigências? São, impiedosamente, excluídos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que aceitam o convite, comparecem na vinha, mas se recusam a trabalhar, só atrapalham porque querem levar vida fácil: não opinam, não participam, não se interessam com nada, gostam da crítica pela crítica, fechadas em si mesmas, são acomodadas e alienadas. Infelizmente, na vinha do Senhor não é pequeno o número desse tipo de gente. O trabalho não progride por conta da ociosidade destas pessoas. E como o estado ocioso de vida costuma levar a uma vida desonesta e corrompida, elas costumam ser motivo de escândalo e confusão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus é livre, chama na liberdade e propõe a igualdade entre as pessoas&lt;/span&gt;. Enquanto o homem explorar seu semelhante não haverá liberdade nem igualdade. Por isso, liberdade e igualdade plenas somente no Reino de Deus, mas isto não significa que não se deva lutar pela dignidade do gênero humano promovida por estes dois valores fundamentais. O que Deus quer é o contrário daquilo que homem pensa, prega e tenta tornar legítimo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são os meus caminhos, diz o Senhor” &lt;/span&gt;(Is 55, 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade divina é a liberdade do ser humano, pois somente na liberdade há verdadeira felicidade. Portanto, sem equívoco algum podemos afirmar que o homem pós-moderno está com sua liberdade totalmente comprometida pela ambição do ter, do poder, do prestígio e do saber. Há excessos em tudo, há gente desequilibrada em toda parte, principalmente dentro da religião. No saber, costuma ser vaidoso; no poder, quer dominar o próximo; no prestígio, sente-se superior aos demais; no ter, não se contenta com o necessário. O ser humano está gravemente enfermo e juntamente com todas as instituições por ele criadas e mantidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o patrão da parábola, que se mostra condescendente com os que chegaram por último, igualando-os com os que chegaram primeiro à vinha, o cristão deve aprender e cultivar o espírito da igualdade. Esta é dom da liberdade. O homem livre busca se conhecer e nunca se julga superior nem se impõe sobre os demais. As idéias, as palavras e as atitudes do homem livre são sempre propostas; somente assim a acolhida do outro é livre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é livre e libertador. Diante dele ninguém tem o direito de exigir tratamento diferenciado. Para Deus não há hierarquia nem titulação, todos são iguais porque ama a todos, incondicionalmente. Quem não aceitá-lo dessa forma corre o risco de construir um falso deus a partir das próprias projeções. Quer aceite, quer não, o ser humano é imagem e semelhança da bondade, da misericórdia e da liberdade divinas. Assim Deus o quis para a felicidade de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o apóstolo Paulo, procurar viver a vida a partir destes valores é viver &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“à altura do Evangelho de Cristo”&lt;/span&gt; (Fl 1, 27). A Igreja precisa, urgentemente, de leigos e ordenados que cultivem um estilo de vida livre, generoso e misericordioso, a fim de que o mundo veja e creia na Boa Notícia de Jesus de Nazaré; do contrário, a crise na qual vivemos agravar-se-á sem esperanças de recuperação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-4129175304681284358?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/4129175304681284358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=4129175304681284358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4129175304681284358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4129175304681284358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/09/reino-de-deus-liberdade-e-gratuidade.html' title='Reino de Deus: liberdade e gratuidade'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-31IN0A6CS1c/TnTSjgvJBuI/AAAAAAAAAwc/a_zScvmOu9k/s72-c/vinha%2Bdo%2Bsenhor%2B2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-3034083120379800195</id><published>2011-09-13T23:40:00.002-03:00</published><updated>2011-09-13T23:47:03.095-03:00</updated><title type='text'>A cruz de Jesus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/--n_gSKEzAT0/TnAVn1zmPwI/AAAAAAAAAwU/CdiZNzp8M-0/s1600/crucificado.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--n_gSKEzAT0/TnAVn1zmPwI/AAAAAAAAAwU/CdiZNzp8M-0/s320/crucificado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652041306552549122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, do mesmo modo é preciso que o Filho do Homem seja levantado. Assim, todo aquele que nele acreditar, nele terá a vida eterna”&lt;/span&gt;.  (Jo 3, 14 – 15)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No dia 14 de setembro de cada ano, a Igreja celebra a festa da exaltação da Cruz de Cristo. Qual o significado desta festa? Ainda tem sentido falar de cruz após as Cruzadas realizadas pela Igreja? Por que falar de cruz após a presença de tal símbolo religioso ter sido questionada nas repartições públicas da Europa secularizada? Quem são hoje os crucificados da história? Vamos pensar a respeito do sentido da cruz na vida cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem Jesus, a cruz perde seu sentido. Ela era sinal de maldição, mas Cristo a tornou sinal de liberdade, de vida, de salvação. O Crucificado é a expressão máxima do amor de Deus. Na cruz, Jesus assumiu sua missão até as últimas conseqüências. A cruz é também sinal da obediência de Jesus à vontade de seu Pai: entendeu e viveu sua vocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vocação de Jesus se expressa no amor, amor que se manifesta na doação da própria vida; doação plena, livre e libertadora. Na cruz, Jesus participou misericordiosamente da sorte dos injustiçados deste mundo, a sorte dos pecadores públicos e das vítimas do Império Romano. Os judeus ficaram escandalizados diante do Crucificado, não o aceitaram como o Messias prometido. Eles pensavam: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como pode o Messias ser um fracassado na cruz, um maldito, motivo de vergonha pública?...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cruz, quis Deus entregar-se pela vida do mundo. Para entrar em comunhão com o sofrimento dos empobrecidos, Jesus entregou-se à morte na cruz. Assim, o Crucificado é também expressão da opção de Deus pelos empobrecidos e sofredores. Durante toda a história, os poderosos deste mundo crucificaram e crucificam muitas pessoas do povo de Deus. Por isso, o Crucificado entrou não somente em comunhão com estas pessoas, como também foi solidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa passagem do seu Evangelho, Jesus afirma que toda pessoa que quiser segui-lo terá que tomar a cruz. Não há seguimento sem cruz. A participação na cruz é exigência fundamental no seguimento de Cristo Jesus. Tal participação passa pela comunhão com os empobrecidos e sofridos, ou seja, somente quando estamos em comunhão de amor com toda pessoa atribulada pelo sofrimento é que estamos, de fato, em comunhão com a cruz de Cristo Jesus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na história da Igreja encontramos os profetas e os mártires, mulheres e homens que participaram dos sofrimentos de Cristo através da comunhão com os injustiçados deste mundo. O Espírito continua soprando e inspirando muitas pessoas dentro e fora da Igreja. No silêncio do anonimato há muitas testemunhas da cruz de Cristo: pessoas que lutam incansavelmente para que haja mais liberdade e vida no mundo. Estas pessoas não querem nem podem aparecer. Elas sabem que a profecia é ação, nunca estrelismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas testemunhas da cruz de Cristo não são bem vistas pela mídia, pelos governantes, por religiosos fariseus, pelas corporações que exploram e matam, por quem gosta da mentira e da falsidade e por tantos outros agentes das forças do anti-Reino que atuam neste mundo. São sal e luz do mundo, por isso, perseguidas, odiadas e, muitas vezes, assassinadas. Essas testemunhas anunciam a Palavra de Deus, nunca ideologia humana. A Palavra dói na consciência dos que se entregam à iniqüidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciar esta Palavra pressupõe arrancar e destruir as forças do anti-Reino, sem medo, sem recuos, sem hipocrisia, com mansidão, com perseverança e com verdade. Esta Palavra é a única riqueza, é o sentido da vida, é o bem maior, é a última palavra sobre a vida terrena das testemunhas. Os inimigos da cruz de Cristo riem dos corpos ensangüentados das testemunhas que tombaram na luta incansável pela vida sem entender que elas ressuscitam com Cristo porque foram fiéis a ele até o fim, até as últimas conseqüências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que se recusa a assumir a cruz de Cristo não pode dizer que segue Jesus, não pode dizer que é cristã. Os que não são testemunhas da morte e da ressurreição de Jesus costumam se aproveitar do nome de cristão e da condição religiosa para ser alguma coisa neste mundo: são pessoas que querem ganhar a própria vida, vivendo no conforto, numa vida tranqüila, sem a mínima preocupação com a vida sofrida do próximo. Infelizmente, não é pequeno o número destas pessoas, tanto na Igreja quanto fora dela. Muito facilmente estas pessoas também se tornam inimigas da cruz de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-3034083120379800195?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/3034083120379800195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=3034083120379800195' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3034083120379800195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3034083120379800195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/09/cruz-de-jesus.html' title='A cruz de Jesus'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--n_gSKEzAT0/TnAVn1zmPwI/AAAAAAAAAwU/CdiZNzp8M-0/s72-c/crucificado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-2113646600744891570</id><published>2011-09-05T00:05:00.003-03:00</published><updated>2011-09-05T00:16:20.672-03:00</updated><title type='text'>O anúncio da Palavra de Deus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-SW_EfGt1_wU/TmQ--_tL2bI/AAAAAAAAAwM/WMNkKq5ltFs/s1600/Casald%25C3%25A1liga.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-SW_EfGt1_wU/TmQ--_tL2bI/AAAAAAAAAwM/WMNkKq5ltFs/s320/Casald%25C3%25A1liga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648709084603210162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estamos no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mês da Bíblia&lt;/span&gt;. Anualmente, a Igreja recorda a necessidade do anúncio da Palavra de Deus. Na verdade, durante todo o ano anuncia-se a Palavra. Há três indagações que nos ajudam a pensar e/ou repensar o anúncio da Palavra: O que é a Palavra? Quem deve anunciar a Palavra? Por que anunciar a Palavra? Vamos pensar estas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que é a Palavra de Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra é de Deus. Por isso, quem deseja anunciá-la não pode anunciar idéias ou uma ideologia, mas a Palavra. A Palavra de Deus é Jesus de Nazaré. Toda a Escritura Sagrada converge para ele. Jesus de Nazaré é a manifestação humana do amor de Deus para a salvação da humanidade. Esta Boa Notícia tem a força de libertar o ser humano da opressão do pecado e da morte. Quando a Palavra é anunciada, dissipam-se as forças que destroem o mundo e o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bíblia, algumas pessoas escreveram, por inspiração divina, a mensagem da salvação. É o livro sagrado dos cristãos e contém a revelação divina que se completa na pessoa de Jesus de Nazaré. Todo o livro sagrado foi escrito para comunicar a vida e a liberdade ao gênero humano. Não há outra finalidade senão essa. Este é o conteúdo verdadeiro da Bíblia: escrita para a liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus autores eram pessoas pecadoras, situadas em vários lugares e em diversas culturas. Por isso, não se pode exigir perfeição da redação bíblica. A mensagem da salvação está presente no conjunto elaborado por mãos e mentes humanas. Foi Deus que quis assim, não adianta sermos contra. A perfeição da vontade divina manifesta-se nas obras oriundas das mãos humanas. Assim, a Bíblia não conta histórias, não contém biografias, não tem cientificidade, não foi escrita para normatizar a conduta humana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem deve anunciar a Palavra de Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca parou para escutar, entender e acolher a Palavra de Deus não pode anunciá-la. Como posso anunciar o que desconheço? Como levarei outras pessoas a crer naquilo que não creio? O anúncio é precedido pela experiência da escuta, do entendimento e da acolhida da Palavra. Não se trata de mera leitura, interpretação, conhecimento científico, que pode ser transmitido sem ser vivido. Trata-se do anúncio da Palavra de um Deus que nos ama e com seu amor quer nos salvar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consagração batismal autoriza e confirma o cristão para que anuncie a Palavra. O batismo é o sinal da acolhida da Palavra. Portanto, todo batizado é chamado a ser missionário da Palavra. Esta só chega à humanidade quando proclamada por aqueles que a acolheram. Acolher a Palavra significa não somente lê-la e entendê-la, mas esforçar-se em vivê-la, pois foi escrita para a vida. Quem verdadeiramente a acolhe não se contenta em guardá-la para si, mas anuncia-a com convicção e alegria ao mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem não se dispõe a anunciar a Palavra ao mundo não pode afirmar que crê e vive a Palavra. Quando se busca vivê-la, isto já é anúncio. É possível viver a Palavra? Sem o auxílio da graça divina não se pode nem escutá-la, com o mesmo auxílio é possível vivenciá-la. O que é viver a Palavra? É, antes de tudo, compreendê-la; do contrário, tornar-se-á fariseu aquele que fizer uma leitura fundamentalista (ao pé da letra). O fariseu entende a Bíblia como um conjunto de leis e proibições e busca observá-las.  A Bíblia não foi escrita com esta finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que anunciar a Palavra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de hoje está ameaçado por diversas forças de morte que se manifestam de forma cada vez mais cruéis: guerras, miséria, fome, prostituição, preconceito, violência, intolerância, indiferença, ódio etc. A vida e a liberdade estão ameaçadas. O capitalismo agonizante continua ceifando vidas e, como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, então os pobres são os que mais sofrem em todos os lugares do mundo, principalmente em muitos países do continente africano. Somente na Somália são 12 milhões de pessoas ameaçadas, que poderão morrer de fome nos próximos meses se ninguém as socorrer. Aquele país está sofrendo a pior seca dos últimos 60 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem pós-moderno é um sujeito iludido, que não pensa no próximo, é egoísta. Afetado pela competitividade e pela indiferença cria um mundo para si e exclui seu semelhante. A cegueira é tão grave que mesmo ameaçado não se dá conta de que está vivendo numa constante autodestruição. Tal insensibilidade manifesta-se nas diversas formas de violência, na omissão dos países ricos em relação à situação calamitosa dos países pobres. Enquanto os EUA e a União Européia gastam bilhões de dólares mantendo guerras no Oriente Médio, milhares de pessoas morrem de fome na África e em diversas partes do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio da Palavra é anúncio da vida e denúncia das forças da morte. O missionário da Palavra é toda pessoa que se arrisca a revelar ao mundo a vontade divina através da pregação e do testemunho da própria vida. O martírio é a experiência de quem realmente corre tal risco. A realidade de nossas Igrejas tem mostrado que a omissão da verdade tornou-se prática comum. Fala-se de muitas coisas, mas foge-se daquilo que é essencial: a verdade que liberta. Mesmo dentro das Igrejas, a verdade continua sendo rejeitada. Há pessoas que anunciam a verdade, mas a maioria não aceita nem sequer escutá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”&lt;/span&gt; (Jo 8, 32). Vivemos num mundo quase que dominado pela mentira e pela confusão. A conseqüência disso é a crescente alienação e escravidão do ser humano. Jesus de Nazaré, verdade divina enviada ao mundo, inaugurou o Reino da vida, da verdade e da liberdade. Portanto, toda pessoa que aceitar anunciá-lo ao mundo, necessariamente, está aderindo à vida, à verdade e à liberdade. O Espírito Santo, força amorosa de Deus que age em nós, nunca nos abandona e nos coloca no caminho da fidelidade a este anúncio tão necessário para a vida do mundo e do gênero humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-2113646600744891570?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/2113646600744891570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=2113646600744891570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2113646600744891570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2113646600744891570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/09/o-anuncio-da-palavra-de-deus.html' title='O anúncio da Palavra de Deus'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SW_EfGt1_wU/TmQ--_tL2bI/AAAAAAAAAwM/WMNkKq5ltFs/s72-c/Casald%25C3%25A1liga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-3470964066812924137</id><published>2011-08-27T14:44:00.002-03:00</published><updated>2011-08-27T14:49:27.900-03:00</updated><title type='text'>Dom Hélder Câmara e Dom Luciano Mendes: profetas da justiça e do amor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-j9-RCAF9-Mg/TlkuIHSb2FI/AAAAAAAAAwE/8TtUkc64YtI/s1600/dom%2Bluciano%2Be%2Bdom%2Bh%25C3%25A9lder.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-j9-RCAF9-Mg/TlkuIHSb2FI/AAAAAAAAAwE/8TtUkc64YtI/s320/dom%2Bluciano%2Be%2Bdom%2Bh%25C3%25A9lder.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645594324815829074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um breve artigo é insuficiente para falar de dois grandes homens santos que marcaram a história da Igreja. Falar sobre Dom Hélder e Dom Luciano é expressar o significado do ser Bispo na Igreja. Além disso, é expressar, sobretudo, o valor e a urgência da profecia dentro e fora da instituição religiosa. É conflituosa a relação que há entre profecia e instituição. Há duas palavras que caracterizam a vida destes dois profetas da Igreja no Brasil: incompreensão e perseguição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profeta não vive para a instituição. Esta não gera nem o profeta nem a profecia. Estes são obras do Espírito do Senhor. Guiado pelo Espírito, o profeta anuncia o Reino e este anúncio pressupõe a denúncia das injustiças. Quando estas são praticadas no interior da Igreja, o profeta também a denuncia. Jesus de Nazaré, o profeta maior, denunciou os equívocos e crimes praticados pela religião do seu tempo. Para o profeta, Jesus é a inspiração e a referência fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Hélder saiu do Rio de Janeiro para Olinda e Recife, Dom Luciano saiu de São Paulo para Mariana. De fato, o profeta não ocupa o centro, mas vive à margem, na periferia. A profecia não é exercida a partir do centro, mas a partir da periferia porque é lá que vivem os pobres. Não há profeta nem profecia sem os pobres. Os profetas sempre nascem no meio deles e quando não nascem, são gerados a partir deles. Se uma pessoa rica quiser exercer o ministério profético terá que se deixar guiar pelo Espírito, e este a torna humildemente pobre. O Espírito nunca contradiz a opção divina porque o Espírito realiza o que o Pai manda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outras duas palavras que caracterizam estes dois Bispos da Igreja: justiça e amor. A vida deles foi um testemunho fiel de justiça e de amor. Eles ensinaram que a justiça que liberta não é aquela fabricada pelos homens, mas é a justiça do Reino de Deus. Na justiça dos homens, os pobres não têm vez nem voz. Os homens inventaram as leis dizendo que as mesmas existem para defender os fracos, mas é mentira. Desde que inventaram as leis, a justiça tem se mostrado injusta porque criminaliza o pobre e o condena. Isto justifica a opção que Deus fez pelos pobres. Deus sabe que os pobres dependem dele para sobreviver neste mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justiça do Reino de Deus não é cega, mas possui olhos abertos e enxerga o injustiçado e lhe faz justiça; é a única justiça que promove a igualdade entre as pessoas. No Reino de Deus, a justiça divina diz que todos são iguais, ninguém é maior nem melhor que ninguém: todos são filhos de um mesmo Pai. Nela o homem não é objeto nem de processo nem de burocracia, pois estes existem para que alguns ganhem dinheiro à custa do sofrimento do próximo. Na justiça dos homens, a lentidão existe para que os injustiçados desistam de ganhar a causa. Na justiça do Reino de Deus, os injustiçados têm suas causas ganhas sem precisar de processo porque Deus é justo, bom e misericordioso no julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Hélder e Dom Luciano também ensinaram o verdadeiro significado do amor. Eles não aprenderam a amar nas universidades (Dom Luciano era jesuíta e Doutor em Filosofia, e Dom Hélder foi formado no rigor disciplinar da formação lazarista e tinha uma inteligência extraordinária). Eles aprenderam a amar quando se dispuseram a amar mais as pessoas do que os ofícios que exerciam: despojaram de todo espírito de superioridade e prepotência e revestiram-se do espírito de Cristo. Servindo aos pobres aprenderam a levar uma vida humilde e simples. Eles descobriram que a missão deles não era a de ser porta-voz do Vaticano, mas de serem missionários do Evangelho de Jesus de Nazaré: eram homens de Igreja sem a sujeição da inteligência ao Bispo de Roma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eles ensinaram que o amor está acima dos discursos eclesiásticos e, muitas vezes, não é expresso por estes. Certamente, quem os conheceu sabe que, enquanto Bispos, discursavam muito, mas a incoerência não se encontrava em seus discursos. Em nenhum momento entravam em contradição com o Evangelho porque não falavam de si nem para si, mas a exemplo dos apóstolos de Jesus de Nazaré, testemunhavam a Ressurreição do Senhor. Segundo Dom Hélder e Dom Luciano, o amor verdadeiro se expressa na solidariedade com o próximo, preferencialmente o próximo pobre e sofredor. Eles eram profeticamente comprometidos com as causas dos pobres e com a promoção da justiça e da paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 27 de agosto de 1999, aos 90 anos de idade, Dom Hélder entregou-se definitivamente nos braços do Pai. Na mesma data do ano de 2006, aos 75 anos, Dom Luciano viveu a mesma experiência pascal. A vida deles não deixa dúvidas: o Espírito faz suscitar profetas também na hierarquia da Igreja. Com isto, o Espírito está dizendo que a Igreja precisa se converter naquilo que ela deve ser: uma humilde servidora dos pobres. O testemunho destes santos Bispos chama a atenção para a necessidade de a Igreja escutar os profetas, pois sem eles não há profecia e sem esta não há Reino de Deus. Escutemos, pois, os profetas e convertamo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-3470964066812924137?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/3470964066812924137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=3470964066812924137' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3470964066812924137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3470964066812924137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/08/dom-helder-camara-e-dom-luciano-mendes.html' title='Dom Hélder Câmara e Dom Luciano Mendes: profetas da justiça e do amor'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-j9-RCAF9-Mg/TlkuIHSb2FI/AAAAAAAAAwE/8TtUkc64YtI/s72-c/dom%2Bluciano%2Be%2Bdom%2Bh%25C3%25A9lder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-4033440270288425155</id><published>2011-08-21T10:50:00.003-03:00</published><updated>2011-08-21T11:14:40.430-03:00</updated><title type='text'>Partilha de uma experiência missionária</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-GbUE1SLhji8/TlESm_25XSI/AAAAAAAAAv8/ok63veCp_j8/s1600/Est%25C3%25A1gio%2BMission%25C3%25A1rio%2Bdo%2BNoviciado%2B059.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GbUE1SLhji8/TlESm_25XSI/AAAAAAAAAv8/ok63veCp_j8/s320/Est%25C3%25A1gio%2BMission%25C3%25A1rio%2Bdo%2BNoviciado%2B059.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643312269257956642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Na revelação de Deus, os pobres são a esperança do mundo porque é por eles que se constrói o Reino de Deus. Eles são a verdadeira Igreja, independentemente da religião que praticam ou não praticam”&lt;/span&gt; (José Comblin).[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A modo de introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vivenciamos algo bom e que serve para estimular outras pessoas a fazerem a mesma coisa, vale a pena partilhar. A partilha não é somente para dizer alguma coisa, mas para ajudar o outro na edificação da própria fé, a fim de que não desanime na caminhada. Quando os setenta e dois discípulos enviados por Jesus voltaram de sua experiência missionária, com muita alegria contaram tudo o que tinha acontecido. Pois bem, este contar é partilha de irmãos, que na alegria do discipulado e da missão conversam sobre as maravilhas que Deus realiza no meio do seu povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero partilhar, não de modo descritivo (a modo de relatório), mas apenas falar da imensa alegria que vivi no encontro com os pobres da missão vicentina de Francisco Badaró e Jenipapo de Minas, pequenas cidades da região do Vale do Jequitinhonha. Trata-se da região mais pobre de Minas Gerais: lugar de gente sofrida, trabalhadora e acolhedora. Nas duas comunidades paroquiais temos dois Padres da Missão: Pe. Paulo José de Araújo, C.M. e Pe. Raimundo João da Silva, C.M. Espera-se a chegada de mais um ainda neste segundo semestre. Em Jenipapo de Minas há uma Comunidade de Irmãs da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;No Brasil, a Congregação da Missão optou por oferecer aos formandos das três províncias (Fortaleza, Rio de Janeiro e Curitiba) a experiência formativa de um Seminário Interno Interprovincial (corresponde ao Noviciado dos religiosos). Nesta etapa, durante o mês de julho, realiza-se o que denominamos Estágio Missionário: experiência missionária entre os pobres. Neste ano, o Vale do Jequitinhonha foi a região escolhida. O objetivo foi de levar os seminaristas a vivenciarem, durante um mês, o cotidiano dos Coirmãos, seu estilo de vida no trabalho junto aos pobres. Fomos em quatro: Antônio Deuzin (Província de Fortaleza – PFCM), Élio da Silva e Éder Fabrício (Província do Sul – CMPS) e eu (Província do Rio de Janeiro – PBCM). Chegamos lá no dia 01 de julho e regressamos no dia 01 de agosto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um povo pobre e sofredor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria do povo mora na zona rural e é profundamente marcado pela migração e pela doença de Chagas. Devido à falta de trabalho, a maioria dos homens vai trabalhar em São Paulo, tanto no corte de cana quanto na colheita de café. As mulheres e crianças ficam sozinhas em casa. Muitas mulheres são jovens viúvas, pois seus maridos morreram em decorrência do mal de Chagas. O número dos que morreram é incontável. Quase não existe família que não tenha sido acometida pela picada do barbeiro que transmite tal doença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comunidades estão estruturadas em vilas ou lugarejos, mas em muitos lugares as casas são distantes umas das outras, dificultando a comunicação e a participação na comunidade. Apesar disso, a participação nas Celebrações é significativa. De modo geral, o povo não passa fome, mas a escassez de água e de uma alimentação de qualidade se faz perceptível. Em matéria religiosa, predominantemente católica, os povoados não formam “pontos de missa”, mas comunidades: culto dominical, catequese e associações comunitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os pobres nos evangelizam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de estar junto dos pobres é melhor vivida quando aquele que se apresenta como missionário se coloca numa atitude permanente de escuta. A escuta dos pobres é caminho seguro para a compreensão do projeto de Deus. Destituídos do poder, do prestígio e da riqueza, os pobres mostram, com o testemunho da própria vida, o caminho de Jesus. O cotidiano humilde e despojado das comunidades por onde passei falou-me do valor do despojamento para a missão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sem o estudo da filosofia e da teologia, os pobres entendem e falam de Jesus com alegria e fé. Não há conhecimento científico da fé e das Escrituras que descrevam com tamanha perfeição a experiência divina como os pobres descrevem. Na verdade, sobre Deus quase não falam, o que fazem é outra coisa, mais edificante e feliz: eles vivem em Deus e para Deus. Fiz questão de indagar muitas pessoas nas visitas a respeito daquilo que as sustenta na labuta de cada dia e a resposta era única: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“a fé em Deus!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitando uma senhora em uma das comunidades, ela me deu uma resposta que guardo com a devida veneração: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Seu missonaro, aqui nós vive como bicho no mato, mas Deus ama nós!”&lt;/span&gt; Estas palavras, oriundas de um coração humilde e sincero, foram conteúdo para a minha oração naquele dia. Penso que não preciso esperar que a Igreja canonize uma mulher dessas para venerá-la como santa, porque a verdadeira santidade consiste em amar a Deus e ser amado por ele. No mais profundo de si mesmos, os pobres não se sentem abandonados porque sabem que Deus os ama e sustenta suas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mulher me fez recordar São Vicente de Paulo, fundador da Congregação da Missão, que de joelhos e com lágrimas implorava aos missionários para que fossem aos pobres. São Vicente de Paulo não suportava ver os pobres no abandono social, sofrendo a falta de assistência material e espiritual. Esta é a atitude de quem se despoja de toda vaidade e riqueza e numa total entrega compassiva vai ao encontro dos pobres sem medo de encontrar a verdadeira felicidade. Os pobres nos fazem entender que a verdadeira felicidade está no serviço que podemos prestar ao próximo, serviço manifestado na gratuidade e no amor generoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um apelo à Igreja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os tempos do Concílio Vaticano II, passando por Medellín até chegar à Aparecida, a Igreja está consciente da necessidade de se fazer, não superficialmente, mas de fato, a opção preferencial pelos pobres. Trata-se de uma opção que levará a Igreja ao caminho de Jesus. Infelizmente, há um forte movimento de volta à cristandade, de volta aos antigos costumes, às antigas liturgias, às velhas fórmulas e linguagens que já não expressam nada. Libertação, comunhão, participação, transformação, inserção, Reino de Deus e outros conceitos e atitudes da reflexão teológica latino-americana estão deixando de existir do vocabulário e do cenário eclesiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a audaciosa exortação que a Conferência de Aparecida fez à Igreja na América Latina e no Caribe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Só a proximidade nos faz amigos e nos faz apreciar profundamente os valores dos pobres de hoje, seus legítimos desejos e seu modo próprio de viver a fé. A opção pelos pobres deve conduzir-nos à amizade com os pobres. Dia a dia os pobres se fazem sujeitos da evangelização e da promoção humana integral: educam seus filhos na fé, vivem constante solidariedade entre parentes e vizinhos, procuram constantemente a Deus e dão vida ao peregrinar da Igreja. À luz do Evangelho reconhecemos sua imensa dignidade e seu valor sagrado aos olhos de Cristo, pobre como eles e excluído como eles. A partir dessa experiência cristã, compartilharemos com eles a defesa de seus direitos&lt;/span&gt; (DA, 398). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta proximidade que nos faz amigos não é uma experiência de momento, portanto, passageiro. A amizade é uma experiência permanente porque alimentada pela proximidade do outro a quem quero bem. Assim, a Igreja não pode aproximar-se dos pobres durante alguns momentos: Santas Missões, pequenas contribuições financeiras, visitas às comunidades pobres etc., não quebrando, assim, o muro de separação. Para tornar-se Povo de Deus é preciso que haja verdadeira comunhão entre os membros da Igreja, principalmente entre a hierarquia e o povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ir ao encontro dos pobres, a Igreja precisa cultivar um estilo de vida pobre, desapegando-se do prestígio, do poder e da riqueza. Este é o clamor que os pobres dirigem à Igreja. Diante do complexo aparato litúrgico e teológico, os pobres se sentem perdidos porque olham, mas não enxergam; ouvem, mas não escutam; tudo se apresenta como belo, mas aquilo é inacessível à compreensão. Sem falar do cotidiano dos pobres, toda reflexão e toda homilia lhes parece coisa de outro mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente que a Igreja assuma o que ousou dizer em Aparecida. O documento conclusivo é claro ao exigir uma Igreja em estado permanente de missão, discípula e missionária de Cristo e profundamente profética. É preciso assumir a verdade que o Reino de Deus é construído a partir dos pobres. Isto significa que enquanto outras prioridades ofuscarem tal construção, tal infidelidade continuará tirando a Igreja do caminho de Jesus. Para ser fiel a Jesus, a Igreja precisa colocar a mensagem evangélica no centro, pois é o anúncio do Evangelho, missão fundamental da Igreja, e não os discursos eclesiásticos com suas finalidades humanas, que constroem o Reino de Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A modo de conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar-me com os pobres das duas realidades eclesiais do Vale do Jequitinhonha reacendeu em mim o forte desejo de servi-los na condição de Padre da Missão. Quando lá estive, ficava lembrando dos testemunhos missionários de Dom Hélder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom José Maria Pires, Dom Tomás Balduíno, Ir. Dorothy Stang, Pe. Cícero de Juazeiro, Pe. Ibiapina, Pe. José Comblin e tantos outros e outras que marcaram e ainda marcam a história da Igreja no Brasil. E uma pergunta sempre me persegue em minhas orações: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Meu Deus, para onde vai a tua Igreja nesta hora da história?!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estágio Missionário terminou com nossa participação na Assembléia Diocesana de Araçuaí. Foi muito bom ver a participação calorosa de leigos/as conscientes de sua missão numa Igreja que teve na pessoa de Dom José Maria Pires um pastor zeloso e fiel à opção preferencial pelos pobres, imediatamente após a realização do Concílio Vaticano II. Alegria maior foi ter escutado o próprio Dom José M. Pires, que aos 92 anos de idade, deslocou-se de Belo Horizonte para falar para seu povo, para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“matar a saudade”&lt;/span&gt;, como disse ele. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Escutar Dom José M. Pires foi uma experiência ímpar para um seminarista que deseja ser padre missionário numa Igreja que deve ser dos pobres. Com a liberdade de espírito que lhe é peculiar, falou não somente da necessidade de se construir uma Igreja mais simples, como também, de forma mineira, extrovertida e feliz, contou vários dos “causos” que vivenciou como Bispo negro na Igreja. No final de sua palavra, foi-nos oferecido um livro e ele, pacientemente, fez questão de autografar o livro de todos os que se interessaram em adquirir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando chegou a minha vez, lhe apresentei dois exemplares: um para meus pais, que o conheceram na Paraíba, e outro para mim. No meu, ele escreveu: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Tiago, apóstolo de hoje!”&lt;/span&gt; E me perguntou: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Você entende o que está escrito?”&lt;/span&gt; Respondi: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Entendo, sim, Senhor!”&lt;/span&gt; Então, respondeu depois que lhe disse que era seminarista: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Pois procure ser isso na Igreja e no mundo de hoje!”&lt;/span&gt; Jamais me esquecerei desta santa recomendação deste grande homem da Igreja que não se cansa de anunciar com o testemunho da própria vida o Evangelho de Jesus de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França da Silva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Campina Verde - MG, 19/08/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota:&lt;br /&gt;[1] In: OLIVEIRA, Pedro A. de (org.). &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Opção pelos pobres no século XXI&lt;/span&gt;. São Paulo: Paulinas, 2011, p. 201.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-4033440270288425155?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/4033440270288425155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=4033440270288425155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4033440270288425155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4033440270288425155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/08/partilha-de-uma-experiencia-missionaria.html' title='Partilha de uma experiência missionária'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GbUE1SLhji8/TlESm_25XSI/AAAAAAAAAv8/ok63veCp_j8/s72-c/Est%25C3%25A1gio%2BMission%25C3%25A1rio%2Bdo%2BNoviciado%2B059.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-6302319209195582671</id><published>2011-08-13T11:48:00.003-03:00</published><updated>2011-08-13T11:57:08.623-03:00</updated><title type='text'>Conviver com o diferente: um desafio possível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-k-BFAaJnP08/TkaQu5pmv4I/AAAAAAAAAv0/W1W3rRwr3Ek/s1600/conviver.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-k-BFAaJnP08/TkaQu5pmv4I/AAAAAAAAAv0/W1W3rRwr3Ek/s320/conviver.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640354718751833986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O texto evangélico da Liturgia da Palavra deste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;XX Domingo Comum&lt;/span&gt; (cf. Mt 15, 21 – 28) é um convite para que se repense a questão das diferenças, da diversidade e da difícil arte de conviver num mundo cada vez mais plural e, portanto, profundamente marcado pelas ideologias e pelo jogo de interesses pessoais e grupais. É possível ser verdadeiramente cristão em meio a tudo isto? O que a mensagem evangélica tem a dizer a este mundo marcadamente plural, contraditório e desumano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto mostra Jesus estava fora do seu contexto familiar e regional, na região de Tiro e Sidônia. De repente, se depara com uma mulher cananeia, que lhe implora a cura de sua filha, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cruelmente atormentada por um demônio!&lt;/span&gt; Os discípulos de Jesus ficam incomodados com aquela gritaria e pede a Jesus que mande embora aquela mulher. Jesus simplesmente responde que veio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;somente às ovelhas perdidas da casa de Israel&lt;/span&gt;, mas mesmo assim a mulher não desiste e continua a implorar socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tendo como escapar da insistente mulher, Jesus a questiona e recebe, pontualmente, uma resposta que o convence de que ela, mesmo não pertencendo à casa de Israel, possuía grande fé. Jesus não resiste ao pedido insistente da mulher desesperada e realiza a sua missão: liberta a filha da cananeia das amarras do demônio. Este é o texto. A mensagem central é: Jesus não se fechou no mundo da casa de Israel e sua ação libertadora está para todos, independentemente de credo e cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, Jesus age como todo judeu de seu tempo: não responde à mulher palavra alguma e, verbalmente, restringe sua missão &lt;span style="font-style:italic;"&gt;somente&lt;/span&gt; à casa de Israel. A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;grande fé&lt;/span&gt; da mulher chamou a sua atenção. Chamando-o de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Senhor, filho de Davi&lt;/span&gt;, a mulher reconhece a descendência de Jesus e sabe do que ele é capaz da fazer. Jesus despertou naquela mulher a fé na liberdade de sua filha e não permitiu que a mesma voltasse para casa decepcionada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para o cristão de hoje, o que diz esta atitude de Jesus?&lt;/span&gt; Em relação a outros povos de religiões e culturas diferentes, os cristãos não são melhores ou superiores. O Cristianismo não representa uma raça superior no mundo, mas procuram seguir Jesus no mundo, sem fugir deste e a partir das culturas e das religiões. A origem destas está na produção cultural do seres humanos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na literatura cristã dos primeiros séculos da era cristã encontramos um escrito de um autor anônimo chamado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Carta a Diogneto&lt;/span&gt; e nesta se confirma a verdade de que os cristãos não são seres de outro mundo, não possuem privilégios que os colocam acima de outros povos; enfim, são cidadãos do Reino de Deus que se dedicam a construí-lo neste mundo. O cristão que se julgar superior ou melhor do que aqueles que não o são, não é verdadeiro cristão.  O verdadeiro cristão procura viver a fraternidade no respeito às diferenças presentes na diversidade das manifestações culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relação entre os cristãos, o texto evangélico chama a atenção da igualdade que deve existir entre todos. Quando se busca construir a fraternidade deve-se buscar superar todo e qualquer espírito de superioridade. Para vencer este espírito, a alteridade é fundamentalmente necessária, ou seja, o cristão deve pensar sempre e em primeiro lugar no outro. Esta é uma vocação evangélica, pois Jesus não fez outra coisa senão compadecer-se do outro, do outro considerado perdido e cruelmente excluído por aqueles que se julgavam santos e perfeitos em suas práticas religiosas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na espiritualidade cristã, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o outro é irmão de sangue em Cristo Jesus&lt;/span&gt;. Evitar o outro compromete a fé que alguém julga ter em Jesus. Não permitir que o outro seja, que se manifeste, que viva e que seja feliz é um pecado contra a fé cristã. O texto evangélico estimula o cristão a buscar sempre promover o outro. A promoção do outro é uma manifestação explícita da ação amorosa de Deus, porque Deus está presente onde há a defesa e a promoção da vida do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrário disso se manifesta no egoísmo, porque neste a pessoa se aproxima do outro para sua autopromoção e para sua autoglorificação. O outro não passa de instrumento, objeto de uso e oportunidade que não pode ser perdida. Quem assim procede costuma ser chamado de oportunista. Este vive procurando oportunidades para o próprio engrandecimento, em detrimento da vida do outro. Assim, não é possível construir fraternidade, porque esta é o oposto de tudo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para a Igreja de hoje, o que diz esta atitude de Jesus?&lt;/span&gt; Durante séculos, a Igreja pecou gravemente pensando e agindo segundo critérios exclusivistas. Comunhão e participação são palavras que não existiam no vocabulário eclesiástico até o Concílio Vaticano II e, mesmo após este, estas palavras continuam sendo pouco cultivadas na prática eclesial. Infelizmente, a Igreja sempre ensinou que a hierarquia (Padre, Bispo e Papa) detém a verdade e que, por isto mesmo, deve ser escutada. Isto hoje não funciona mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hierarquia da Igreja está se convencendo de que o mundo é plural e que a verdade não é propriedade particular de pessoas e de instituições. Estas podem ser promotoras da verdade, jamais proprietárias. As pessoas, de modo geral, quer na Igreja, quer fora dela, quando sentem que os discursos eclesiásticos não condizem com a verdade que liberta, simplesmente questionam e não aceitam. Verdades absolutas e condenações oriundas da hierarquia não são mais consideradas. As pessoas podem até escutar, mas não levam para a prática nada ou quase nada do que escutaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relação com outras Igrejas e religiões, precisamos admitir que o Reino de Deus também está se manifestando nelas. É inquestionável que o Espírito está presente no coração de todos os homens e mulheres de boa vontade, independentemente de cor, sexo, religião, condição social e sexual, cultura etc. O Espírito age em favor da liberdade que se manifesta na pluralidade e na diversidade. O tempo da uniformidade passou. Quem não se abrir ao novo que o Espírito faz surgir na humanidade morrerá frustrado numa fé tradicional que se encontra num estado gravíssimo de convalescência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditar em Jesus é viver num espírito de total abertura e simplicidade. Abertura para o diferente e para o novo. Simplicidade, no sentido vicentino da palavra, significa cultivar a verdade de si mesmo perante as pessoas, ser verdadeiro e transparente, buscar viver uma vida que esteja em plena comunhão com o Deus que se manifesta na palavra, nos gestos e na vida do outro. Somente assim poderemos construir uma Igreja mais humana e mais fiel ao Reino de Deus. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-6302319209195582671?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/6302319209195582671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=6302319209195582671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6302319209195582671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6302319209195582671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/08/conviver-com-o-diferente-um-desafio.html' title='Conviver com o diferente: um desafio possível'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-k-BFAaJnP08/TkaQu5pmv4I/AAAAAAAAAv0/W1W3rRwr3Ek/s72-c/conviver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-2191121278192782689</id><published>2011-08-11T14:56:00.004-03:00</published><updated>2011-08-11T18:12:11.996-03:00</updated><title type='text'>O autodomínio e a fraternidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-JsCJzlPSgL4/TkQY9SBVK4I/AAAAAAAAAvs/s0ID4gV6oxQ/s1600/Gandhi.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-JsCJzlPSgL4/TkQY9SBVK4I/AAAAAAAAAvs/s0ID4gV6oxQ/s320/Gandhi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639660074463210370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vivemos numa sociedade marcada pelo descontrole e pela violência. O barulho excessivo, a pressa, a crise financeira, a insegurança e o medo são fatores que determinam a personalidade do homem e da mulher de hoje. Estes fatores dificultam a vivência da mansidão, da paciência, da tranqüilidade e da paz. De modo geral, as diversas formas de violência se fazem presentes porque as pessoas estão cada vez mais descontroladas. O clima de confusão e de incerteza toma conta do mundo e o ser humano está se tornando insuportável.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esperar, compreender, preocupar-se, procurar o bem e cuidar do outro são gestos que estão se tornando raros na convivência humana. Na verdade, o homem está perdendo a virtude da convivência e está se contentando em suportar o próximo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu nasci assim, eu sou sempre assim e vou morrer assim”&lt;/span&gt; é o lema de vida de muita gente. As pessoas, geralmente, não buscam ser melhores em função do outro, visando um mundo mais justo e fraterno. Elas são do jeito que são e se impõem sobre os outros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ser descontrolado está deixando de ser algo preocupante. Perder a cabeça e faltar com a caridade para com o outro se tornou coisa normal e, quando uma coisa se torna normal, a situação fica quase que incontornável. O normal é algo comum, que todo mundo faz, que não escandaliza ninguém, que pode ser feito sem a mínima censura ou rejeição. Às vezes, o normal passa a vigorar como o correto na conduta humana, e isto tem se mostrado bastante perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citemos um exemplo para ilustrar. A maioria dos brasileiros considera coisa normal o fato de os políticos desviarem as verbas públicas. A conseqüência disso é que não faltam políticos corruptos sendo eleitos e reeleitos pelo povo. Os noticiários não escandalizam mais a maioria das pessoas com notícias de corrupção política. Estas mesmas pessoas afirmam: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Já nos acostumamos com essa situação, todos roubam, fazer o quê?!”&lt;/span&gt; Inconsciente e/ou conscientemente, estas mesmas pessoas se tornam corruptas ao legitimar os crimes absurdos de mulheres e homens mal intencionados na vida política. Desse modo, não tem como construir um país melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo pessoal, cada pessoa é convidada a viver intensa e constantemente a experiência do autodomínio de si mesmo. Autodominar-se é uma virtude necessária para se viver bem. Quem não procura viver esta virtude costuma ser muito infeliz em todo que pensa, fala e faz. O autodomínio tem como parceira uma outra virtude importantíssima: a prudência. Não se trata da falsa prudência, que paralisa o ser humano e o leva à prática do pecado da omissão, mas da prudência que concede à pessoa a oportunidade de ponderar todas as coisas com sensatez e a ver o mundo com positividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de permanecer atento a si mesmo e ao mundo é fundamentalmente necessária para o autodomínio de si mesmo. A dispersão, oriunda da desatenção é o oposto do procurar viver concentrado naquilo que é essencial na vida. O ser humano não pode viver procurando experimentar todos os prazeres que a vida oferece, pois tal procura jamais será satisfeita e o levará à frustração. Esta já é um dos frutos da falta de autodomínio de si mesmo. O prazer é necessário à vida, não há quem sobreviva sem o prazer, pois este é constitutivo do ser humano; mas nem todos os prazeres realizam e constroem a vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este tipo de reflexão não é bem acolhido no contexto atual de sociedade porque o que esta prega e induz contradiz tudo isto, ou seja, há apelos vindos de toda parte que conduzem à falta de controle e, conseqüentemente, à infelicidade; há uma busca exacerbada do prazer pelo prazer. As pessoas que se entregam aos prazeres não se saciam, portanto, não são livres porque se deixam escravizar: reduzem a vida à busca desenfreada de satisfações, são doentes e eternamente carentes. Neste sentido, o apóstolo Paulo tem razão quando afirma que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“o salário do pecado é a morte”&lt;/span&gt; (Rm 6, 23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um risco no autodomínio de si mesmo, que consiste numa ascese desregrada que compromete a liberdade. Autodominar-se não é centrar a vida na vigilância de si mesmo, mas buscar viver harmoniosamente bem estando atento a si mesmo. Esta atenção a si mesmo deve ter como preocupação fundamental o cuidado de si e do próximo em vista da fraternidade, pois quando não há preocupação pelo bem-estar do outro a fraternidade torna-se impossível de ser vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o ser humano perde o controle de si mesmo afeta gravemente a própria liberdade e a do próximo. Por isso, toda forma de descontrole é uma falta de respeito para com o outro, que não tem a obrigação de suportar questões que não são resolvidas interiormente por quem perde o controle de si. Geralmente, quem perde, constantemente, o controle de si mesmo costuma ser pessoas que possuem questões internas a resolver consigo mesmas, ou seja, pessoas afetivamente desequilibradas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A busca da liberdade, a concórdia, a paciência, a mansidão, a atenção aquilo que é essencial, o perdão, o respeito e a solidariedade constroem a fraternidade. Sem o autodomínio de si mesmo não é possível construir a fraternidade. Para vivermos fraternalmente precisamos ainda cultivar a paz de espírito, pois quem não estiver em paz consigo mesmo dificilmente poderá viver pacificamente com o próximo. Um dos caminhos para a erradicação da violência é o autodomínio de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-2191121278192782689?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/2191121278192782689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=2191121278192782689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2191121278192782689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2191121278192782689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/08/o-autodominio-de-si-mesmo-e.html' title='O autodomínio e a fraternidade'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JsCJzlPSgL4/TkQY9SBVK4I/AAAAAAAAAvs/s0ID4gV6oxQ/s72-c/Gandhi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-4970449909685404234</id><published>2011-08-06T19:59:00.004-03:00</published><updated>2011-08-06T20:05:55.150-03:00</updated><title type='text'>Ir ao encontro de Jesus de Nazaré</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-BMfqo3X0RB8/Tj3IyPp_64I/AAAAAAAAAvk/gPo-YxlJHVw/s1600/cristo%2Bsobre%2Bas%2B%25C3%25A1guas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BMfqo3X0RB8/Tj3IyPp_64I/AAAAAAAAAvk/gPo-YxlJHVw/s320/cristo%2Bsobre%2Bas%2B%25C3%25A1guas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637883074059430786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”&lt;/span&gt; (Mt 14, 27)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser seguir Jesus deve se colocar no seu caminho e perseverar. Não há outra alternativa. Fala-se muito em seguimento, mas são poucos os que têm a coragem de procurar e se colocar no caminho onde se encontra Jesus de Nazaré. Perguntar-se pelo caminho já significa deslocar-se rumo ao mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que pensam que o caminho de Jesus de Nazaré se encontra no interior da Igreja, ou seja, na participação no culto e nos sacramentos. Estes são necessários, mas por si mesmos não são o caminho. Eles podem nos colocar no caminho ou não, isto depende da nossa maneira de participar deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros, ainda, que desacreditam da religião e procuram fazer seu próprio caminho: inventam um estilo de vida e um deus para si. Vivem conforme seu pensamento e as verdades elaboradas pelo mesmo. Estas pessoas se decidiram pelo isolamento esquecendo-se de que o seguimento é comunitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro tipo pode ser visto nas pessoas que, espiritualmente, vivem à margem de tudo, sem a mínima preocupação com a dimensão espiritual da vida humana. Elas vivem totalmente voltadas para o mundo, buscam somente a realização pessoal por meio do maior número possível de satisfações, porque acreditam que tudo termina com a morte. Jesus e seu Evangelho não são matéria de interesse algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação religiosa que foi se dando ao longo dos séculos, principalmente a partir dos tempos de Cristandade, levou as pessoas a identificar a fé com a pertença à religião: fora da religião não existe fé nem salvação. Estando na religião, sendo membro da Igreja eram extremamente necessárias as práticas religiosas. Esqueceram-se de que o seguimento de Cristo ultrapassa as práticas religiosas e não depende necessariamente delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, onde está o caminho de Jesus de Nazaré? A partir de Mt 14, 22 – 33 podemos afirmar, categoricamente, que o caminho não está na lei, nos códigos ou prescrições, na obediência à hierarquia ou no interior da própria Igreja. Para chegar até Jesus, o apóstolo Pedro teve que sair da segurança da barca. Os que permaneceram na barca não correram o risco de afundar, pois estavam em segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não vivia na barca nem no templo, mas à margem, na beira do caminho e sobre as águas agitadas do mar da vida, num conflito permanente com os exploradores do povo de Deus. A grande tentação de todos os tempos é a busca pelas seguranças que a vida pode oferecer. Isto explica o porquê da Igreja não querer rever suas estruturas, pois estas oferecem segurança a todo aquele que dela depender. Fala-se contra as estruturas e contra a pastoral de manutenção, mas não se tem coragem de renunciá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência do êxodo é ardorosa e quase que impossível de ser vivida no mundo e na Igreja atuais. Toda saída implica insegurança, medo, expectativa, angústia, renúncia, coragem, ousadia e despojamento. Estas palavras não despertam interesse no homem hodierno. As pessoas querem ser felizes cultivando facilidades, comodidades, vantagens; gastam suas energias buscando seus próprios interesses.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de Jesus não existe nada disso, pois está alicerçado na fraternidade, gratuidade, liberdade, amor, partilha, solidariedade, comunhão, dentre outros valores evangélicos. Fora do caminho de Jesus não existe autêntica adesão à fé cristã, mas medo e dúvida. Colocar-se no caminho de Jesus é o único caminho de libertação do medo e da dúvida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de Jesus não há segurança alguma, a não ser ele mesmo. Jesus é a única segurança e riqueza de seu discípulo. O caminho é estreito, pedregoso, perigoso e arriscado. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O testemunho dos mártires nos ensina que se trata de um caminho onde a doação da própria vida é a exigência fundamental&lt;/span&gt;. Quem não quiser doar a própria vida na construção do Reino de Deus não deve se colocar no caminho de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doar a própria vida é entregar, totalmente, a própria vida nas mãos de Deus na certeza de que este mesmo Deus agirá no mundo por meio desta vida plenamente entregue. Por isso, a vida entregue a favor da construção do Reino é prova segura da ação amorosa de Deus no mundo. Não adianta ficar na segurança da barca e esperar de braços cruzados a ação libertadora de Deus. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus se torna como que impotente na vida de quem se acomoda e se refugia nas seguranças deste mundo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao medo e à dúvida, que são comuns a todo ser humano, o cristão precisa ir ao encontro de Cristo e, mesmo que afundando nas tempestades da vida, precisa acreditar que jamais será abandonado por aquele que disse: “Vem!” O mesmo se pode dizer à Igreja. Esta precisa ousar renunciar sua pretensão de hegemonia e grandeza, para se tornar, afetiva e efetivamente, uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pobre servidora da humanidade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluamos com uma prece ao Deus bendito, que enviando Jesus nos anima na caminhada da luta incansável pela liberdade e pela vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai,&lt;br /&gt;Tu conheces o interior de cada um de nós,&lt;br /&gt;Conheces nossos medos e nossas dúvidas.&lt;br /&gt;Sabes também de nossas capacidades, virtudes e limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite de mar bravio&lt;br /&gt;Teu filho fez um convite a teu servo Pedro:&lt;br /&gt;“Vem!”&lt;br /&gt;Creio que continuas a nos fazer o mesmo convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai,&lt;br /&gt;Pela força do teu Espírito, rogo-te desesperadamente:&lt;br /&gt;Desinstala-me interiormente &lt;br /&gt;E lança-me no meio do mundo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus irmãos e teus filhos, meu Deus,&lt;br /&gt;Estão no mundo que criaste com amor e zelo.&lt;br /&gt;Dá-me, ó Pai, a tua mão e segura-me.&lt;br /&gt;Não me largues nem permitas que eu saia do caminho de teu Filho:&lt;br /&gt;Caminho da justiça e da solidariedade,&lt;br /&gt;No mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-4970449909685404234?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/4970449909685404234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=4970449909685404234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4970449909685404234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4970449909685404234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/08/ir-ao-encontro-de-jesus-de-nazare.html' title='Ir ao encontro de Jesus de Nazaré'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BMfqo3X0RB8/Tj3IyPp_64I/AAAAAAAAAvk/gPo-YxlJHVw/s72-c/cristo%2Bsobre%2Bas%2B%25C3%25A1guas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-7560052559431455147</id><published>2011-07-03T18:41:00.004-03:00</published><updated>2011-07-09T10:17:50.401-03:00</updated><title type='text'>São Pedro e São Paulo: missionários de Jesus Cristo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zcydMr2E7tg/ThDjwFhtIyI/AAAAAAAAAvc/kcac5ihmL9g/s1600/s%2Bpedro%2Be%2Bs%2Bpaulo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 228px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zcydMr2E7tg/ThDjwFhtIyI/AAAAAAAAAvc/kcac5ihmL9g/s320/s%2Bpedro%2Be%2Bs%2Bpaulo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625246349842522914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” &lt;/em&gt;(2 Tm 4, 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Solenidade de São Pedro e São Paulo &lt;/strong&gt;é uma oportunidade para se refletir a respeito de três questões importantes para a vida e missão da Igreja: a missão, o missionário e o exercício da autoridade. São realidades interligadas e que falam do Cristianismo, ou seja, este não pode ser compreendido sem a missão, sem o missionário que a realiza e sem o exercício da autoridade servidora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A missão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A missão é de Jesus Cristo&lt;/em&gt;. Assim, tanto o cristão quanto a Igreja são chamados a participar da missão de Jesus Cristo. Esta verdade desautoriza qualquer pessoa a se apoderar da missão. Todo missionário é um discípulo de Cristo e continuador de sua missão no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A missão está em função do Reino de Deus&lt;/em&gt;. Isto significa que a missão não está em função da construção ou expansão de nenhuma denominação religiosa. Utilizar-se da missão para expandir a Igreja é um pecado e, conseqüentemente, um equívoco grave. Neste sentido, a própria Igreja já se reconheceu como um instrumento a serviço do Reino de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na Igreja, todo batizado é um missionário&lt;/em&gt;. Toda pessoa batizada participa do múnus missionário de Jesus, ou seja, pelo batismo a pessoa aceitou seguir e anunciar Cristo ao mundo. Para isto, ela não precisa pedir autorização a ninguém para realizar este anúncio porque o batismo a integra ao mandato missionário de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ide e evangelizai: eis o mandato missionário&lt;/em&gt;. Ir pressupõe sair, caminhar, deslocar-se. A Boa Notícia só chega às pessoas se há outras que a anunciem. Tanto a mensagem (Boa Notícia) quanto o mensageiro (missionário) são movimentos. O Cristianismo é a religião do caminho e da mesa. É impossível ser missionário sem êxodo (saída, caminhada). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O missionário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O missionário de Jesus é uma pessoa pobre&lt;/em&gt;. A pessoa rica, materialmente falando, não tem condições para viver a experiência do êxodo. Esta experiência é uma constante na vida do missionário, ou seja, não se trata de sair por um momento e depois retornar às comodidades da vida material; trata-se de uma saída definitiva, de um deixar tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deixar tudo para seguir e anunciar&lt;/em&gt;. Os pobres podem ser missionários porque eles se ocupam com pouca coisa. Quando Jesus chamou os doze para estar com ele e pregar o Evangelho do Reino, a resposta foi imediata: deixaram tudo e o seguiram. Este &lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt; é quase nada, materialmente falando; de modo que quem não tem quase nada é mais livre para a missão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deixar tudo para ser livre&lt;/em&gt;. A mensagem evangélica compreende vida e liberdade plenas para todos. Para que esta mensagem possa ser anunciada, o mensageiro precisa estar livre para anunciá-la a partir do testemunho da própria liberdade. Ninguém acredita numa mensagem de vida e liberdade anunciada por uma pessoa alienada e, portanto, escrava e morta. O missionário não é um morto ambulante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Humildade, simplicidade e verdade: qualidades essenciais do missionário&lt;/em&gt;. Geralmente, as pessoas que escutam o missionário costumam prestar bastante atenção ao comportamento do mesmo no exercício da missão. Sem a prática das virtudes da humildade e da simplicidade, o missionário pode até ser escutado e aplaudido, mas a mensagem anunciada não chega aos corações dos ouvintes. Se não há humildade e simplicidade, não há verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A verdadeira autoridade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Evangelicamente, a palavra autoridade não soa bem&lt;/em&gt;. Ao longo da história da humanidade, as experiências de autoridade foram demasiadamente negativas. O autoritarismo sempre esteve presente na relação entre autoridades e não-autoridades. As primeiras sempre foram consideradas superioras, as segundas subalternas. Eis o ditado popular que legitima esta relação desonesta e, portanto, injusta: &lt;em&gt;“Manda quem pode, obedece quem tem juízo!”&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não anulou o valor da autoridade, mas lhe conferiu um novo sentido. Na verdade, Jesus inverteu a relação, ou seja, &lt;em&gt;aquele que quiser ser o maior deve ser o servidor de todos.&lt;/em&gt; Nesta ótica, &lt;em&gt;a verdadeira autoridade é aquela que se torna servidora&lt;/em&gt;. Esta nova orientação oriunda do Mestre (aquele que ensina com autoridade) deve ter deixado os discípulos desconcertados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavando os pés dos discípulos, Jesus ensinou como deve ser a verdadeira autoridade. Lavar os pés significa estar disponível e preocupado com o bem estar do outro; significa, ainda, viver em função da felicidade do próximo. O contrário disso é o egoísmo. A pessoa egoísta não consegue exercer a verdadeira autoridade porque só pensa em si mesma. Autoridade egoísta só sabe praticar o autoritarismo porque ver no outro a possibilidade de ser servida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A autêntica autoridade corresponde a um jeito de ser&lt;/em&gt;. Há pessoas que são autoridades como que por vocação. Elas têm em si mesmas aptidões para a coordenação de grupos, comunidades, instituições e tarefas. Para serem de fato, basta que sejam persuadidas e constituídas. Estas pessoas são carismáticas, pois possuem o carisma do poder-serviço. Há, porém, outras que parecem “não terem nascido para a coisa”, pois, por mais que se insista não conseguem ser nem exercer o ofício da autoridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro, Paulo, o Papa e a Igreja&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente, tudo o que foi dito acima corresponde à vida e à missão dos apóstolos Pedro e Paulo. Apesar das limitações, estes foram verdadeiros discípulos missionários de Cristo: Pedro, coordenador do grupo apostólico (não me arrisco em afirmar que foi o primeiro Papa!) e Paulo, o missionário dos gentios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta Solenidade costuma-se fazer referência ao que passou a se chamar &lt;em&gt;ministério petrino&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;ministério pontifício&lt;/em&gt;. Trata-se do ministério exercido pelo Pontífice da Igreja, o Papa Bento XVI. Numa linguagem mais acessível podemos afirmar que o Papa é o Coordenador Geral do Colégio Apostólico, composto pelos Bispos do mundo inteiro, e responsável maior pela unidade cristã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a sucessão apostólica, o que legitima o Papa como sucessor de São Pedro é o esforço em ser um homem humilde, simples e verdadeiro. Além disso, o Papa precisa ser pobre, o que é difícil acontecer, levando-se em consideração o estilo de vida que o mesmo leva no Vaticano. Infelizmente, este estilo de vida decorre da dupla função pontifícia que o Papa exerce. Em outras palavras, ele exerce o poder espiritual (Pontífice) e temporal (Chefe de Estado). Isto impede que o mesmo seja, de fato, aquilo que se propõe ser: o servo dos servos de Deus. Na história recente da Igreja, um dos poucos Papas que conseguiu superar as contradições do ofício pontifício foi o “Papa bom”, o Bem-aventurado João XXIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa pode-se referir à Igreja, que é chamada a ser uma humilde serva da humanidade, a superar suas contradições internas para se tornar, verdadeiramente, o instrumento eficaz na construção do Reino de Deus. &lt;strong&gt;A Igreja não pode se esquecer de sua missão essencial: Evangelizar.&lt;/strong&gt; E, a fim de que esta missão seja realizada é necessário que a evangelização passe pelo testemunho. Neste sentido, vale a pena reconhecermos o que disse Paulo VI: &lt;em&gt;“O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres – dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos – ou então se escuta os mestres , é porque eles são testemunhas”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Evangelii Nuntiandi&lt;/em&gt;, n. 41). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tiago de França&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-7560052559431455147?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/7560052559431455147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=7560052559431455147' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/7560052559431455147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/7560052559431455147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/07/sao-pedro-e-sao-paulo-missionarios-de.html' title='São Pedro e São Paulo: missionários de Jesus Cristo'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zcydMr2E7tg/ThDjwFhtIyI/AAAAAAAAAvc/kcac5ihmL9g/s72-c/s%2Bpedro%2Be%2Bs%2Bpaulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-1396028237624071475</id><published>2011-06-30T23:13:00.002-03:00</published><updated>2011-06-30T23:17:29.837-03:00</updated><title type='text'>Atualização do Blog</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amigos/as,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês de julho estarei no norte de Minas Gerais realizando o Estágio Missionário, parte integrante da proposta formativa do Seminário Interno (Noviciado) da Congregação da Missão. Por este motivo, voltarei a atualizar o presente Blog a partir do mês de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago de França, C.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-1396028237624071475?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/1396028237624071475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=1396028237624071475' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1396028237624071475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1396028237624071475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/06/atualizacao-do-blog.html' title='Atualização do Blog'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8614001396820795433</id><published>2011-06-25T17:01:00.004-03:00</published><updated>2011-06-25T17:12:44.609-03:00</updated><title type='text'>Seguir e acolher Jesus de Nazaré</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ub1Ykh1sLHk/TgZATzcp8CI/AAAAAAAAAvU/vLcmkV1cOrE/s1600/Ir.%2BDulce.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ub1Ykh1sLHk/TgZATzcp8CI/AAAAAAAAAvU/vLcmkV1cOrE/s320/Ir.%2BDulce.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622251893790732322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim”&lt;/span&gt; (Mt 10, 38).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a celebração das solenidades da Santíssima Trindade, do Corpo e Sangue de Cristo e da Natividade de São João Batista, a Igreja volta ao Tempo Comum. Neste Domingo, a Liturgia da Palavra (cf. 2 Rs 4, 8 – 11. 14 – 14a; Rm 6, 3 – 4. 8 – 11; Mt 10, 37 – 42) nos convida a refletir sobre duas disposições fundamentais da espiritualidade cristã: seguir e acolher Jesus de Nazaré. Vamos pensar e meditar um pouco a respeito destas disposições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Seguir Jesus de Nazaré&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto evangélico deste XIII Domingo Comum, Jesus apresenta três exigências para toda pessoa que quiser segui-lo: 1) amá-lo mais do que a própria família; 2) tomar sua cruz; 3) não procurar conservar a própria vida, mas perdê-la por causa dele. Qual o significado destas exigências? Elas são obrigatórias para que haja autêntico seguimento? Antes, vamos entender o que é uma exigência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exigência é um pedido pertinente, portanto, necessário. O existir é um ato exigente. Não se pode viver neste mundo sem atender às exigências necessárias que conduzem à responsabilidade, à harmonia, ao viver de forma equilibrada. Quando não há exigências, a vida cai no devaneio, na ociosidade, na inércia. Sem atenção às exigências, tudo se torna frouxo, desorganizado. A vida é impossível sem exigências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para seguir Jesus de Nazaré, o discípulo precisa estar atento às três exigências acima mencionadas. Elas asseguram o verdadeiro seguimento. Quando são levadas em consideração, conseqüentemente, dar-se a construção do Reino de Deus inaugurado por Jesus de Nazaré. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem não atender às exigências colocadas pelo próprio Cristo não pode ser seu discípulo&lt;/span&gt;. Por isso, quem pensa ser discípulo de Cristo sem atender às suas exigências, engana-se a si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que tange à primeira exigência, Jesus de Nazaré não está exigindo que se abandone a família. Nenhuma forma de abandono ou desprezo tem legitimação evangélica. Na vida religiosa pode-se deixar pai, mãe, irmãos, esposa, filhos, terra e riquezas para se seguir, radicalmente, a Cristo. Esta é uma forma de vida que surgiu na história da Igreja e que perdura até hoje, mas o Cristo nunca exigiu isso de ninguém. Nos evangelhos não há uma citação que legitime o deixar a família para seguir Jesus de Nazaré. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus nunca pediu para as pessoas deixarem algo de bom para segui-lo. O deixar, nos evangelhos, se refere ao processo de conversão. Nesta, se deixa uma vida incoerente para se viver uma vida nova, pautada nos valores evangélicos. A família não é má nem pode ser vista como empecilho no seguimento de Cristo. Quando a Igreja pensava o oposto disso, o matrimônio era tido como vocação inferior na vida eclesial. Neste contexto, somente os religiosos eram chamados à santidade. Em relação à família, Jesus só exige que se ame mais a ele. Isto significa que, quer na vida familiar, quer na vida religiosa, o Cristo deve estar no centro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda exigência é mais comprometedora: tomar a cruz. Esta exigência está plenamente identificada com o Cristo crucificado. Quem não se identifica com o Cristo na cruz não é capaz de atender a esta exigência. O crucificado é o Filho de Deus, fiel à vontade do Pai, cumpridor do desígnio divino. Na cruz, Jesus é membro de um povo oprimido, legítimo redentor dos explorados da história. Sua morte na cruz é sinal da fidelidade divina à aliança feita com seu povo, sinal da gratuidade do Reino inaugurado entre os pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tomar a cruz é participar da sorte dos crucificados da história e, como nos ensina o apóstolo Paulo, é morrer com Cristo para ressuscitar com ele&lt;/span&gt; (cf. Rm 6, 8). Não há nenhuma chance de se criar outra interpretação para esta clara e evidente verdade. Não se trata de tomar, espiritualmente, a cruz, nem de estar unido em oração à paixão, morte e ressurreição do Cristo. Com Jesus não existe comunhão espiritual, mas comunhão de fato, comunhão entre pessoas reais e com suas respectivas vivências e/ou circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar a cruz é buscar se envolver com as pessoas, permanecer junto, compartilhar as alegrias e, sobretudo, os sofrimentos delas. Isto é comunhão. Esta é participação na vida do outro. Quem é este outro? Os evangelhos ensinam que não é somente aquele que nos cumprimenta, nos ajuda e nos quer bem, mas, principalmente, aquele que age opostamente a tudo isto. Há muitas pessoas oprimidas neste mundo, especialmente, os pobres. Tomar a cruz é ajudá-los a ter vida digna. Quando isto acontece, logo se percebe o quanto é difícil tal comunhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade atual, o consumismo induz as pessoas à escravidão, mas o mercado, “senhor controlador de tudo”, não fala de sofrimento nem de escravidão, mas de liberdade e de felicidade. Ser livre e feliz significa ter, demasiadamente, as coisas. Há um excesso de coisas descartáveis. Infelizmente, o mercado chega a transformar até pessoas em mercadorias: jogador, cantor, ator, modelo etc. Fala-se até de mercado religioso! Neste, as pessoas procuram comprar milagres, curas, objetos de devoção etc. Neste mercado se encontra também padres cantores e curandeiros que podem ser comprados! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que as pessoas estão procurando conservar a própria vida e o mercado é o caminho da pseudoconservação. As pessoas se tornam cadáveres ambulantes e nem desconfiam disso. Há quem escapa desta triste peseudoexistância, mas de modo geral a dominação é global. Perder a vida por causa de Jesus de Nazaré é algo que não passa pela cabeça das pessoas. Estas consideram tal perda algo estranho, coisa de gente tola, que não tem amor à vida. A ideologia neoliberal capitalista prega a longevidade da vida, ou seja, busca-se viver prazerosamente o mais possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus exige a doação da própria vida na construção do Reino de Deus. Doar a própria vida é responder ao chamado divino à justiça que constrói fraternidade. Não é tarefa fácil, é missão de poucos. Até a religião, ao invés de ajudar as pessoas a compreender esta missão, está se esquecendo de que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a doação da própria vida faz parte do núcleo da mensagem cristã&lt;/span&gt;. Constrói-se, contraditoriamente, um cristianismo superficial, marcado pelos eventos de massa e por uma evangelização que não leva as pessoas à verdadeira conversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acolher Jesus de Nazaré&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de falarmos de acolhida ou acolhimento precisamos responder à seguinte pergunta: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Qual Jesus queremos acolher? &lt;/span&gt;Esta indagação denuncia as falsas imagens de Jesus que se foram criando ao longo da história. Há um falso Cristo que precisa ser desmascarado: o Cristo milagreiro. Este não é o Cristo, o Filho de Deus, dos evangelhos. Jesus não veio a este mundo para satisfazer as necessidades espirituais e materiais de quem quer que seja, mas, infelizmente, é isto que andam pregando as Igrejas cristãs: umas pregam mais, outras menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro Cristo que precisa ser acolhido pelo cristão está nos evangelhos. Não há outro. É preciso que se creia e se aceite o Cristo dos evangelhos, sem acréscimos e sem traições. Esclarecida a questão, é necessário, ainda, que se compreenda a seguinte sentença: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;acolher Jesus é comprometer-se com ele&lt;/span&gt;. Quem não quiser assumir compromisso com Jesus não ouse acolhê-lo. Qual o compromisso? Aderir ao seu projeto, que é o projeto de Deus, o Reino. Não se acolhe Jesus através do culto, do discurso ou através das boas intenções. Tudo isto tem valor, mas não expressa o verdadeiro acolhimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acolher Jesus é ter a coragem de se manter aberto e disponível na relação com o próximo, especialmente do próximo necessitado; ou seja, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;acolhe-se o Cristo no encontro com o próximo&lt;/span&gt;. Assim sendo, acolhê-lo é algo perigoso; é tão perigoso que pode levar à morte! Um exemplo para ilustrar: a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ir. Dorothy Mae Stang&lt;/span&gt;. Esta irmã acolheu Jesus no seio da floresta amazônica perdendo a própria vida devido às denúncias que fez contra os latifundiários e exploradores do meio ambiente. Desta forma, recebeu a coroa do martírio sendo uma testemunha fiel da ressurreição de Cristo, ganhou a verdadeira vida. Fica claro, então, que são falsas as declarações públicas de amor a Jesus, destituídas de atitudes transformadoras. Assim, conclui-se que é mentira dizer que se acolhe e ama Jesus sem acolhê-lo e amá-lo na pessoa do próximo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Espírito do Senhor nos coloca no caminho de Jesus e nos concede a graça de perseverar nele. Neste caminho encontramos os pequenos, nos quais o Cristo é acolhido. Jesus não depende nem sofre de carência para ser acolhido por nós, pois é completo, pleno, consubstancial ao Pai. Nós teremos vida plena se nos deixarmos guiar pelo Espírito que nos leva ao verdadeiro acolhimento de Jesus. Acolhidos por este somos acolhidos pelo Pai. A iniciativa é sempre divina, que nos amou primeiro, mas a necessidade é nossa. Esta é a nossa alegria e salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8614001396820795433?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8614001396820795433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8614001396820795433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8614001396820795433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8614001396820795433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/06/seguir-e-acolher-jesus-de-nazare.html' title='Seguir e acolher Jesus de Nazaré'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ub1Ykh1sLHk/TgZATzcp8CI/AAAAAAAAAvU/vLcmkV1cOrE/s72-c/Ir.%2BDulce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-3697252267562405920</id><published>2011-06-18T18:31:00.003-03:00</published><updated>2011-06-18T18:36:12.210-03:00</updated><title type='text'>Santíssima Trindade: comunidade de amor e comunhão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-kt6jxb2Z3k0/Tf0aPWi053I/AAAAAAAAAvM/xhf56ljDU2A/s1600/A%2BTrindade.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-kt6jxb2Z3k0/Tf0aPWi053I/AAAAAAAAAvM/xhf56ljDU2A/s320/A%2BTrindade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619676761080260466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, &lt;br /&gt;mas para que o mundo seja salvo por ele”&lt;/span&gt; (Jo 3, 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Solenidade da Santíssima Trindade&lt;/span&gt; nos convida a uma reflexão sobre o mistério central da fé cristã: a revelação divina. Ao longo da história da salvação esta revelação é um mistério que se mostra infinitamente inesgotável. A Trindade é Deus. Esta verdade pode parecer simples, mas a explicação metafísica desta afirmação é complexa. Tal explicação se mostra desnecessária para o momento. Ao longo da história, os teólogos elaboraram teorias a respeito do mistério trinitário, mas tudo não passa de especulação teológica, pois ninguém consegue desvendar o mistério da Trindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus é Pai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Escrituras falam, em primeiro lugar, do Pai. Este aparece como o Criador de todas as coisas: do mundo e do homem. Quando este se deixa escravizar pelo seu semelhante, o Senhor se manifesta como o libertador. A partir desta libertação, homens e mulheres começam a ter uma relação íntima e maravilhosa com Deus. Segundo Moisés, o Senhor Deus é misericordioso, clemente, paciente, rico em bondade e fiel (cf. Ex 34, 4b – 6). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o envio de Jesus, o Filho de Deus, ao mundo, a história mostra que Deus permaneceu junto ao seu povo. Este quase nunca lhe foi obediente, mas Ele, por meio das lideranças escolhidas guiou, cuidou, deu força, defendeu, corrigiu, esteve junto e criou o seu povo. Portanto, com muita razão Jesus revelou que Deus é Pai e, pela sua paixão, morte e ressurreição, concedeu ao ser humano a graça de também chamá-lo de Pai; não somente chamá-lo, mas tê-lo como Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus veio ao mundo no Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo aquele que nele crer, mas tenha a vida eterna”&lt;/span&gt; (Jo 3, 16). Preocupado com a vida e com a liberdade do ser humano por ele criado, Deus desceu do céu à terra para armar sua tenda no mundo e habitar, humanamente, com seu povo. Deus se deu a conhecer encarnando-se no mundo na pessoa de seu Filho unigênito, Jesus de Nazaré. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Jesus ficou mais fácil conhecer, entender e servir a Deus. Este, assumindo a condição humana em tudo, exceto no pecado, deixou de ser visto como o Altíssimo, o Todo-poderoso, o Senhor dos Exércitos, o Terrível, o Inatingível. Em Jesus de Nazaré, Deus se tornou plenamente humano, compreensível e próximo do ser humano. Tal proximidade não se deu de forma espiritual, mas carnal e escandalosamente humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, o Pai optou pelos oprimidos, os empobrecidos. Não se contradizendo a si mesmo em sua opção, no Novo Testamento nasce, cresce e morre no meio dos empobrecidos. Identificado pela causa da libertação destes, Jesus inaugura o Reino do Pai no meio e a partir dos empobrecidos. Estes são, de verdade, os operários e herdeiros do Reino. O Filho assume a missão dada pelo Pai fielmente até o fim, até a morte de cruz; e, para que este Reino continue sendo construído, o Pai ressuscitou seu Filho para, junto com o Espírito Santo, continuar a obra iniciada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Espírito: força do Pai e continuador da obra do Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito enviado pelo Pai é sua força criadora e renovadora. Enviado com a missão de encorajar e fazer com que as pessoas entendam o projeto de Deus e se coloquem a seu serviço, o Espírito realiza tudo isto fazendo, juntamente com os apóstolos de ontem, hoje e sempre, com que todas as nações se tornem discípulas de Jesus. É no seguimento de Jesus que a vida acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito não dispersa nem desorienta o povo, mas ajuda-o a permanecer no caminho de Jesus, pois é neste caminho que se constrói o Reino do Pai. Conhecendo a natureza humana, marcadamente limitada, o Pai envia sua força que é capaz de criar e renovar o ser humano, o mundo e todas as coisas. Esta força assegura a vitória dos empobrecidos sobre o pecado, a morte e sobre todas as formas de opressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com a força divina, o povo de Deus segue sua marcha na história. A Igreja, que se autoafirma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sacramento universal de salvação&lt;/span&gt; (cf. Lumen Gentium, 48) deve escutar e obedecer ao Espírito Santo e se colocar, afetiva e efetivamente, a serviço da libertação integral do ser humano construindo, assim, o Reino do Pai. E o que o Espírito diz à Igreja é que ela deve permanecer, humilde e fielmente, do lado dos empobrecidos, jamais do lado dos que os empobrece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Trindade: comunhão de amor para a vida no mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele. Se alguém disser: ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso: pois quem não ama seu irmão, a quem vê, a Deus, a quem não vê, não poderá amar”&lt;/span&gt; (1 Jo 4, 16. 20). Estas palavras do apóstolo João são claras e não exigem explicação. Elas falam sobre quem é Deus e como se deve proceder para amá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se ama a Deus por palavras, juramentos, declarações, discursos ou atos litúrgicos. Tudo isto pode revelar o amor que existe no cotidiano da vida. Dom Hélder Câmara, um dos profetas do Senhor, ensinava que não se ama a Deus por palavras, mas através de atos. O mesmo Deus, que é amor e nos chama ao amor, nos ensina a amar nos amando. Não se aprende a amar através de teorias que apelam para o entendimento, mas através do amor ao próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, podemos concluir nossa reflexão: Tem fé na Trindade quem ama. O amor é a condição necessária para se compreender a Deus. Deus se deixa revelar quando arriscamos viver por amor. Não há outro caminho para se chegar a Deus. Nós precisamos amar a Deus, pois nossa vida depende de seu amor. Não é possível ter vida plena sem o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Esta é a lei do cristão, capaz de nos libertar para a construção de um mundo novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-3697252267562405920?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/3697252267562405920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=3697252267562405920' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3697252267562405920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/3697252267562405920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/06/santissima-trindade-comunidade-de-amor.html' title='Santíssima Trindade: comunidade de amor e comunhão'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kt6jxb2Z3k0/Tf0aPWi053I/AAAAAAAAAvM/xhf56ljDU2A/s72-c/A%2BTrindade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-7282193152080938167</id><published>2011-06-11T10:25:00.002-03:00</published><updated>2011-06-11T10:34:21.970-03:00</updated><title type='text'>Espírito Santo: vida, verdade e liberdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-0fqxvOkqUEw/TfNuyktx36I/AAAAAAAAAvE/AxULDWqbyJw/s1600/Pentecostes.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0fqxvOkqUEw/TfNuyktx36I/AAAAAAAAAvE/AxULDWqbyJw/s320/Pentecostes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616954975389343650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O Espírito anima a história e o Espírito anima o tempo presente. Torna a história mais humana, e torna a vida e cada dia mais feliz. Transfigura o nosso presente e gera o futuro”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;(José Comblin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anualmente, a Igreja celebra a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Solenidade de Pentecostes&lt;/span&gt;. Antes mesmo de meu ingresso na formação presbiteral, ano após ano, envio aos amigos e às amigas uma reflexão sobre o Espírito Santo. Estou convicto de que a linguagem humana não consegue descrever a totalidade da ação do Espírito. Este age livre e imprevisivelmente. Nossos esquemas mentais e doutrinais jamais conseguem entender plenamente o Espírito. Perdemos nosso tempo quando ousamos dizer ao Espírito o que ele deve fazer conosco, com a Igreja e com o mundo. Ele nos ensina que a iniciativa é sempre dele, em favor de nossa vida e para a nossa liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Espírito é vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pai enviou Jesus para permanecer no meio de nós. Jesus veio com a missão de restabelecer a amizade entre Deus e o ser humano. Ele nos ensinou a sermos amigos de Deus sendo ele próprio amigo dos pecadores e marginalizados de seu tempo. Os evangelhos falam dessa relação amigável de Jesus com os últimos. Pouco tempo depois de ter assumido a causa dos últimos, que foi a causa da sua missão, Reino de Deus, Jesus foi assassinado na cruz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pai assistiu a coragem e a fidelidade de seu Filho na cruz. Esta fidelidade o levou a ressuscitá-lo dentre os mortos. Jesus vivo e presente, envia seus discípulos à missão no mundo, prometendo-lhes o Espírito Santo. A partir daí, ele precisou “ausentar-se” fisicamente do meio deles, a fim de que o Espírito viesse com toda a sua força. O Espírito não veio com uma nova missão, pois não há divisão de projetos no seio da Comunidade trinitária: o Pai, o Filho e o Espírito trabalham juntos. São um só Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito veio para encorajar, dar forças, fazer recordar os ensinamentos de Jesus, jogar no mundo, refundar o povo de Deus. Não há rupturas nem descontinuidade, mas fortalecimento do projeto do Pai. Este projeto tem como meta primeira a vida do homem e do mundo. O Espírito foi enviado para assegurar a efetividade do projeto do Pai no mundo. A vida está no centro deste projeto. O Espírito não faz outra coisa no mundo a não ser gerar a vida, tornar fértil toda infertilidade, fazer ressurgir os cativos e tornar novas todas as coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Espírito é verdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus viveu na verdade para a verdade. Ele é a verdade. Esta liberta a pessoa e o mundo de toda mentira e confusão. A verdade é clareza, é tranqüilidade de consciência, é caminho de liberdade. Jesus era livre porque pautava sua vida na verdade. Nele não se encontrou falsidade nem duplicidade. A verdade desmascara a mentira pessoal e sistêmica, é tão arriscado aderi-la que o ser humano tende a ocultá-la optando pela mentira, que se mostra mais cômoda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade de Jesus se manifestou na sua palavra e nos seus gestos. Sua experiência missionária mostra que identificar-se com a verdade significa defender e promover a justiça. Há uma íntima relação entre verdade e justiça. Não é possível ser justo negando-se à verdade. Esta reconhece o valor e a dignidade do ser humano e impede que lhe cometamos injustiças. Jesus viveu na verdade quando acolheu os pecadores, amando-os verdadeiramente. Ele lhes deu oportunidade para chegarem ao conhecimento da verdade de sua condição de explorados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando-se do lado e no meio dos pobres e dos pecadores, esquecidos e explorados pelas elites civis e religiosas da época, Jesus gritou a verdade diante de todos. Tais elites não se conformavam e fizeram um acordo entre si para eliminar definitivamente aquele que estava falando a verdade no meio da “raça pecadora”. O Espírito leva a pessoa a fazer o que fez Jesus: gritar a verdade a partir da realidade dos últimos. Iluminada pelo Espírito, a pessoa não se conforma com mentira, exploração e alienação; denuncia e anuncia a verdade que gera a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Espírito é liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evangelhos mostram que Jesus era um homem livre. Sua liberdade estava na identificação com a vida e com a verdade. Jesus era livre em relação a tudo e a todos: a si mesmo, à família, à religião, aos discípulos, à cultura, ao Império. Ele foi fiel ao Reino de Deus, seu projeto. Nada o desviou de sua missão. Soube escutar e obedecer a Deus no clamor dos empobrecidos. Não exerceu nenhuma função civil e religiosa que o tornasse escravo e alienado. Viveu na liberdade e a defendeu até as últimas conseqüências. Tornou-se o modelo por excelência de homem verdadeiramente livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito é igual a Jesus: livre e libertador. A pessoa que se deixa guiar pelo Espírito é como o vento, que não sabe de onde veio, nem para onde vai (cf. Jo 3, 8). O verdadeiro cristão é uma pessoa livre: não se deixa dominar por ritos, observâncias, sinais, divisões, distinções, normas, classificações. Pode até viver em meio a tudo isto, mas não pauta a sua vida a partir dessas coisas. A liberdade é possível já a partir desta vida, no Reino de Deus ela se torna plena. Infelizmente, o ser humano sempre teve medo da liberdade e contra ela criou sistemas de dominação, que são constantemente aperfeiçoados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo de Deus é a vida e a liberdade do ser humano. Homem nenhum consegue ser feliz se não busca, incessantemente, ser livre. O Espírito conduz à plena liberdade. No caminho da liberdade, o Espírito abre os olhos, os ouvidos e o coração da pessoa, a fim de que enxergue e sinta a necessidade da liberdade. O ser humano só se realiza na liberdade. Por isso, as leis, normas, regras, proibições e observâncias jamais conseguirão aprisioná-lo plenamente. Por mais observante que seja o cristão, o Espírito fala à sua consciência levando-o a reconhecer que a liberdade não se encontra na observância das leis, dos ritos e das doutrinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O cristão, a Igreja e o Espírito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cremos e professamos que o Espírito assiste a Igreja, mas de que Igreja estamos falando? Estamos falando da Igreja-povo, constituída de mulheres e homens que são enviados para anunciar a Boa Notícia. O Espírito age nas pessoas para que formem o povo e construam o Reino de Deus. Por isso, são ilegítimas e não vem do Espírito toda espécie de manifestação espiritualista. Manifestações espiritualistas (oração em línguas, repouso no Espírito, visões etc.) são intimistas; portanto, não formam povo nem comunidade. O Espírito não se manifesta nas multidões, mas no povo de Deus. Multidão é dispersão e euforismo, povo é consciência cristã e seguimento de Jesus que converge para o Reino de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja pensada no Concílio Vaticano II não é multidão, mas povo de Deus: toda ministerial para a vida e a liberdade do ser humano e do mundo. O Espírito não leva ao intimismo da fé nem ao sucesso midiático, que não levam a nada; mas à profecia, que constrói o Reino de Deus. Nossa realidade eclesial mostra que precisamos renunciar ao devocionismo e às manifestações religiosa de massa para assumirmos o seguimento de Jesus de Nazaré. O Espírito nos encoraja para ressuscitarmos a verdadeira Igreja: a do compromisso afetivo e efetivo com a libertação integral do ser humano na opção preferencial pelos pobres. Não se pode esperar outra ação do Espírito Santo que não seja esta: unção para o compromisso com a vida e com a liberdade dos excluídos. Estes foram, são e sempre serão os prediletos de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França da Silva, CM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Campina Verde – MG, 11/ 06/ 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-7282193152080938167?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/7282193152080938167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=7282193152080938167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/7282193152080938167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/7282193152080938167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/06/espirito-santo-vida-verdade-e-liberdade.html' title='Espírito Santo: vida, verdade e liberdade'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0fqxvOkqUEw/TfNuyktx36I/AAAAAAAAAvE/AxULDWqbyJw/s72-c/Pentecostes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8092905076393999675</id><published>2011-06-04T17:28:00.004-03:00</published><updated>2011-06-04T17:56:34.705-03:00</updated><title type='text'>Solenidade da Ascensão do Senhor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-VYbz7IjjJvA/TeqXSpdaZlI/AAAAAAAAAu8/z6hpBKMBwaI/s1600/ascens%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 228px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VYbz7IjjJvA/TeqXSpdaZlI/AAAAAAAAAu8/z6hpBKMBwaI/s320/ascens%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614466232093402706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Este Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”&lt;/span&gt; (At 1, 11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos bíblicos da Liturgia da Palavra deste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Domingo da Ascensão do Senhor&lt;/span&gt; (cf. At 1, 1 – 11; Ef 1, 17 – 23 e Mt 28, 16 – 20) falam da volta de Jesus para junto do Pai. Veremos que não se trata de uma volta propriamente dita, mas da confirmação de sua presença amorosa entre nós: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus permanece no meio de nós!&lt;/span&gt; Qual o significado da presença de Jesus entre nós? Vamos pensar uma resposta a esta indagação a partir das palavras do próprio Jesus. Esta Solenidade nos convida a revermos o nosso desejo de ir para o céu colocando-nos diante do desafio de sermos operários na construção do Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A instauração do reino em Israel e a volta iminente de Jesus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Senhor, é agora que vais restaurar o reino em Israel?”&lt;/span&gt; (At 1, 6). Este era o anseio de muitos que conviveram com Jesus: esperavam que ele fosse instaurar o reino em Israel. De fato, antes e após a ressurreição, muita gente pensava que Jesus fosse realizar uma libertação política em Israel, mas esta não era a sua missão. O reino de Jesus era o Reino de Deus. Incansavelmente, precisamos insistir nesta verdade: Jesus foi enviado pelo Pai para inaugurar seu Reino neste mundo. Compreender isto é de fundamental importância para compreender a pessoa e a missão de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta dos anos 80, as comunidades estavam cansadas e impacientes. Elas se perguntavam pela vinda de Jesus, pois este tinha prometido que iria voltar. Elas também se perguntavam pelo fim dos tempos. Eis a resposta de Jesus, que a obra lucana fez questão de considerar: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não vos cabe saber sobre os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que descerá sobre vós para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria e até os confins do mundo”&lt;/span&gt; (At 1, 8). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta resposta de Jesus aprendemos que a preocupação fundamental não deve ser a volta iminente de Jesus nem o fim dos tempos, estas coisas não devem preocupar o cristão. Este recebe &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o poder do Espírito Santo&lt;/span&gt; para testemunhar Jesus no meio do mundo: dar testemunho de Jesus é a missão do cristão e deve ser a sua preocupação fundamental. Não se pode perder tempo com cálculos nem com expectativas em relação à parusia do Senhor. Quem muito se ocupa com a volta iminente de Jesus termina se esquecendo de preparar a sua volta. Tal preparação acontece na construção do Reino de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Duas atitudes opostas entre si: Viver olhando para o céu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;versus&lt;/span&gt; evangelizar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?”&lt;/span&gt; (At 1, 11). Esta foi a pergunta dos dois homens vestidos de branco aos discípulos de Jesus. Na vida eclesial há uma gravíssima tendência: o cristão e a Igreja ficarem olhando para o céu. Para estar livre desta ociosidade é preciso obedecer ao mandato missionário de Jesus:&lt;span style="font-style:italic;"&gt; “... ide e fazei discípulos meus todos os povos...”&lt;/span&gt; (Mt 28, 19). Assim, compreendemos que a missão do cristão e da Igreja é evangelizar e, segundo Mateus, evangelizar é fazer com que todos os povos sejam discípulos de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Papa Paulo VI, no n. 18 da Exortação Apostólica &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Evangelii Nuntiandi&lt;/span&gt; (EN), nos fala do significado, para a Igreja, do que é evangelizar: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade: ‘Eis que faço novas todas as coisas’"&lt;/span&gt; (cf. AP 21, 5; 2 Cor 5, 17; Gl 6, 15). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo documento pontifício confirma o que acima dissemos a respeito da missão da Igreja: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“[...] Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar [...]”&lt;/span&gt; (n. 14). Estas palavras do Papa Paulo VI nos mostram, claramente, que a Igreja tem consciência de sua missão no mundo. A Igreja nasce da missão, deve viver para a missão e se realizar na missão. Fora desta não pode existir nem evangelização nem Cristianismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a missão evangelizadora seja eficaz no mundo, a Igreja precisa realizar uma autoevangelização: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Evangelizadora como é, a Igreja começa por evangelizar a si mesma. [...] Ela tem necessidade de ouvir sem cessar aquilo que ela deve acreditar, as razões da sua esperança e o mandamento novo do amor”&lt;/span&gt; (EN, n. 15). Esta autoevangelização se dá por meio da conversão pastoral e estrutural da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Espírito Santo, Jesus permanece conosco para nos recordar da missão a qual somos chamados e nos encorajar para que a mesma possa ser efetivada. Sem a presença de Jesus e a força do Espírito Santo, o cristão e a Igreja não conseguem evangelizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua mensagem para o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;45º Dia Mundial das Comunicações&lt;/span&gt;, a ser celebrado neste Domingo, escreve o Papa Bento XVI: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas diretas na transmissão da fé!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, evangelizar o mundo e o homem de hoje não é tarefa fácil, pois a globalização das más notícias toma conta do cenário mundial dos meios de comunicação. Isto exige dos cristãos profundas convicções e audácia profética, para, no meio de tanta desgraça e má notícia, anunciar a Boa Notícia que liberta, integralmente, o ser humano. Este anúncio deve ser livre de todo e qualquer &lt;span style="font-style:italic;"&gt;proselitismo&lt;/span&gt;, pois o Evangelho é mensagem de vida e de liberdade que liberta o mundo e o homem da morte e da mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste Domingo se inicia a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos&lt;/span&gt; (SOUC). A unidade cristã não pressupõe &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uniformidade&lt;/span&gt;, mas unidade no respeito à diversidade das manifestações religiosas da fé. A uniformidade é o oposto da unidade e a impede de acontecer. Unidade cristã não significa o retorno de todos os cristãos ao seio da Igreja Católica: isto é desejo de uniformidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidade cristã é a vivência do respeito, da tolerância, da solidariedade, do perdão, da concórdia e do amor entre pessoas que procuram seguir o mesmo Cristo e anunciam o mesmo Evangelho. Esta unidade acontece quando os cristãos se abrem à ação do Espírito Santo para serem operários na construção do Reino de Deus, independentemente de denominação religiosa; do contrário, assistiremos sempre a incompreensões e conflitos que jamais cessarão. A falta de unidade entre os cristãos é um grave &lt;span style="font-style:italic;"&gt;contratestemunho&lt;/span&gt; para o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8092905076393999675?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8092905076393999675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8092905076393999675' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8092905076393999675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8092905076393999675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/06/solenidade-da-ascensao-do-senhor.html' title='Solenidade da Ascensão do Senhor'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VYbz7IjjJvA/TeqXSpdaZlI/AAAAAAAAAu8/z6hpBKMBwaI/s72-c/ascens%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-2519025253072829506</id><published>2011-05-29T11:01:00.005-03:00</published><updated>2011-05-29T11:22:14.395-03:00</updated><title type='text'>O amor e a promessa de Jesus de Nazaré</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Oe14KEqSHvM/TeJWkJwyvhI/AAAAAAAAAuw/xDssgtGYvw0/s1600/SVP.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Oe14KEqSHvM/TeJWkJwyvhI/AAAAAAAAAuw/xDssgtGYvw0/s320/SVP.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612143264752909842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama”&lt;/span&gt; (Jo 14, 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, a observância dos mandamentos de Jesus e a promessa do Espírito Santo são temas centrais do texto evangélico deste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;VI Domingo de Pásco&lt;/span&gt;a (cf. Jo 14, 15 – 21). A efusão do mesmo Espírito aparece na 1ª leitura (cf. At 8, 5 – 8. 14 – 17), e São Pedro, na 2ª leitura, ensina-nos que Jesus recebeu nova vida pelo Espírito depois de ter sofrido a morte em sua existência humana (1 Pd 3, 15 – 18). Meditemos, pois, a respeito do mandamento por excelência de Jesus: o amor. Infelizmente, amar se tornou um verbo ambíguo e relativo nas relações entre os seres humanos, mas para quem busca viver a fé cristã, o amor é fundamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Se me amais, guardareis os meus mandamentos”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só consegue observar os mandamentos de Jesus quem se arrisca a viver o amor. Tais mandamentos podem ser resumidos na prática do amor. Mas, segundo o Evangelho, o que é o amor? Jesus ensinou com a vida que o amor não pode ser confundido com discurso, com bons sentimentos para com o próximo, com simpatia, nem com delicadeza. Estas coisas não traduzem o amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fala do amor de verdade são as atitudes, os gestos e/ou a solidariedade. Os ensinamentos de Jesus exigem o seguimento radical que se dá na adesão ao seu projeto: o Reino do Pai. Só quem ama pode aderir a tal projeto. Amar Jesus é aderir à sua pessoa. Quem diz que ama Jesus, mas desconhece seu projeto é mentiroso. Há pessoas que amam Jesus desconhecendo sua proposta. Estas pessoas vivem numa ilusão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da verdade”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus sabia que precisava voltar para junto do Pai e para não deixar os discípulos órfãos, promete-lhes rogar ao Pai que lhes envie o Espírito Santo. Ele assegura a vinda do Espírito, está seguro que o Pai vai enviar. Primeiro ele chama o Espírito de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;um outro defensor&lt;/span&gt;. Ele sabia que seus discípulos precisavam de cuidado e atenção. O Espírito defendeu os discípulos até o momento justo e necessário do martírio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, Jesus denomina o mesmo Espírito de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Espírito da verdade&lt;/span&gt;, ou seja, aquele que vai revelar toda a verdade e os fará lembrar todas as coisas que lhes ensinadas. Os discípulos darão testemunho da verdade inspirados pelo Espírito da verdade. Esta, quando proclamada, liberta todo ser humano de toda mentira, ilusão e confusão. Sendo Jesus a própria Verdade, os discípulos o anunciarão para a vida do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não vos deixareis órfãos. Eu virei a vós”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas palavras, Jesus prova, de fato, o que Mateus recorda no início do seu evangelho: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco”&lt;/span&gt; (Mt 1, 23). Na pessoa de Jesus, Deus Pai arma sua tenda no mundo e jamais abandona seu povo peregrino nas estradas sofridas da existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus Pai permanece junto de cada filho/a. Esta permanência nunca é quebrada pelas infidelidades dos/as filhos/as. Isto acontece porque o Pai conhece a cada um de nós e sabe de que somos feitos. Seu amor é tão grande que o torna incapaz de nos abandonar. Por isso, com toda razão nos ensina o apóstolo Pedro: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Coloquem nas mãos de Deus qualquer preocupação, pois é ele quem cuida de vocês”&lt;/span&gt; (1 Pd 5, 7). Amor pressupõe cuidado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guiados pelo Espírito Santo, a pessoa está intimamente ligada ao Pai e ao Filho. Na verdade, é a Trindade, Deus mesmo, quem permanece conosco. Está unido/a ao Pai significa agir conforme a vontade deste Pai, que quer somente o nosso bem. O Pai quer que o obedeçamos no amor não para ser simplesmente glorificado através de nós, mas para que nele tenhamos plenamente a vida e sejamos felizes. Ninguém é objeto da glorificação divina. Deus não nos usa, mas nos ama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristão aprende com Jesus a amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. O Filho é o maior exemplo de amor afetivo e efetivo para com o Pai através das mulheres e homens. Em outras palavras, Jesus amou o Pai através das pessoas com as quais conviveu. Ele foi enviado pelo Pai para amar o ser humano até as últimas conseqüências, até a doação da própria vida, gesto supremo de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Quem me ama será amado por meu Pai, e eu me manifestarei a ele”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus Pai se manifesta naquele que ama Jesus. Quando olhamos a vida de quem ama Jesus percebemos logo a manifestação divina. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem ama Jesus tem uma vida alicerçada na justiça e na verdade que transformam o mundo&lt;/span&gt;. Guiada pelo Espírito, que manifesta a força de Deus, a pessoa se mantêm fiel ao projeto libertador de Jesus. A fidelidade ao projeto divino não vem das forças da pessoa, mas da manifestação da força divina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de manifestação midiática, que chama para o sucesso e/ou para o prestígio; também não significa explosão de milagres nas Igrejas e praças. Deus se manifesta silenciosa e discretamente como a semente que germina na terra sem que ninguém perceba. Deus se manifesta na discrição, no silêncio, na humildade, na simplicidade e nos gestos concretos de amor e justiça de quem se dispõe a construir seu Reino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por uma Igreja que ama servindo os excluídos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja não nasceu em função de si mesma, mas em função da vida do ser humano e do mundo. A vida está constantemente ameaçada, portanto, a Igreja tem uma missão a cumprir. É inegável que ela tem se esforçado muito para cumprir o envio missionário de Jesus. Infelizmente, de uns tempos para cá, a realidade eclesial tem mostrado que a Igreja anda muito preocupada consigo mesma, com a manutenção e sobrevivência de suas instituições em detrimento da missão que lhe foi confiada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é perceptível no esfriamento da profecia. Alguns falam do abandono da profecia. É verdade que temos profetas e profetisas, mas poucos. Os demais homens de Igreja, que procuram, traindo Jesus e seu Evangelho, salvaguardar a própria vida, pecam demasiadamente por omissão. São diversas as realidades nas quais o povo se parece como ovelhas que não tem pastor. Os lobos do mundo devoram as ovelhas e os pastores estão ocupados com questões burocráticas dos “currais” bem aquecidos e confortáveis, com condutas e estilos de vida reprováveis. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A solidariedade para com os últimos da sociedade é a missão da Igreja pensada pelo Vaticano II e pelo recente Documento de Aparecida (V Conferência do CELAM). Alguns membros da Igreja assumem com coragem e ousadia profética tal solidariedade, mas, de modo geral, o que assistimos são os altos investimentos no devocionismo (construção de novos santuários para novas peregrinações) e o crescente apego às classes abastadas da sociedade. Estes são dois dos principais problemas do cenário eclesial atual, há muitos outros. As grandes causas do Reino do Pai não são prioridades na agenda da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mártires: pessoas que amam a Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, os jornais noticiaram o assassinato de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, sindicalistas no sudoeste do Pará. Adelino Ramos, presidente da Associação Camponesa do Amazonas também foi assassinado a tiros nesta sexta-feira, 27 de maio. Estes irmãos e esta irmã denunciavam a extração ilegal de madeira na região Norte e estavam sendo ameaçados. Infelizmente, não foram os primeiros mártires da terra, nem serão os últimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que levou estes irmãos e esta irmã a doarem a própria vida em favor da vida da floresta amazônica? Os mártires confiam na força de Deus que se manifesta neles. Impelidos pelo Espírito Santo não têm medo de denunciar as injustiças. Este Espírito os impulsiona a falar a verdade, a enfrentar os criminosos, a lutar por um mundo melhor. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A morte destes dois irmãos e desta irmã é sinal vivo da manifestação divina em favor da vida do povo sofrido&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes irmãos e esta irmã, que lavaram suas vestes no Sangue do Cordeiro, gozando da plena liberdade podem dizer com o apóstolo Paulo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Combati o bom combate, terminei a minha corrida, conservei a fé. Agora só me resta a coroa da justiça que o Senhor, justo Juiz, me entregará naquele Dia; e não somente para mim, mas para todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação”&lt;/span&gt; (2 Tm 4, 7 – 8). Que o Espírito não deixe faltar ao mundo e à Igreja pessoas dispostas a doarem a vida por causa de Jesus e seu Evangelho de vida e liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-2519025253072829506?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/2519025253072829506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=2519025253072829506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2519025253072829506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2519025253072829506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/o-amor-e-promessa-de-jesus-de-nazare.html' title='O amor e a promessa de Jesus de Nazaré'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Oe14KEqSHvM/TeJWkJwyvhI/AAAAAAAAAuw/xDssgtGYvw0/s72-c/SVP.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-1317478942375975548</id><published>2011-05-22T22:40:00.003-03:00</published><updated>2011-05-22T22:47:06.607-03:00</updated><title type='text'>Jesus de Nazaré: caminho, verdade e vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-sa2aRPNUFzQ/Tdm8kkXe4qI/AAAAAAAAAuE/Dz6SxzYUzKQ/s1600/cordeiro%2Bde%2BDeus.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 319px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sa2aRPNUFzQ/Tdm8kkXe4qI/AAAAAAAAAuE/Dz6SxzYUzKQ/s320/cordeiro%2Bde%2BDeus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609722147290145442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também”&lt;/span&gt; (Jo 14, 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto evangélico deste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;V Domingo da Páscoa&lt;/span&gt; (cf. Jo 14, 1 – 12), Jesus se apresenta como o caminho, a verdade e vida. São Pedro afirma que ele é também &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus”&lt;/span&gt; (cf. 2ª leitura: 1 Pd 2, 4 – 9). Qual o significado destas palavras para nós hoje? Em At 6, 1 – 7 (1ª leitura), Lucas faz referência à importância da oração, da pregação da palavra de Deus e do serviço às mesas como anúncio, que leva à aceitação da fé em Cristo Jesus. Meditemos, pois, sobre as implicações práticas do anúncio de Cristo enquanto caminho, verdade e vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Não se perturbe o vosso coração”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desde quando revelou aos discípulos que iria morrer na cruz, Jesus falou de seu retorno para o Pai. Isto não significa que Jesus abandonou seus discípulos. Ele assegura-lhes a preparação de um lugar, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós”&lt;/span&gt;. Jesus está unido aos seus seguidores e às comunidades cristãs fundadas por eles. Quando estamos com ele, não devemos ficar perturbados, pois o ressuscitado é a segurança de nossas vidas. Contra toda perturbação Jesus exige fé em Deus e nele, e assegura também que no Reino do Pai há lugar para todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo no qual as pessoas estão cada vez mais individualistas e materialistas, as dificuldades que enfrentamos para sobreviver tornam-se maiores e têm levado muita gente ao desespero. Não é pequeno o número daqueles que perdem a esperança num mundo melhor. Multiplicam-se as que desistem de viver. Depressões, nervosismo, impaciência, intolerância e perturbações de toda ordem tornaram-se problemas comuns em nossos dias. Quase ninguém reserva tempo para o silêncio que leva à autoescuta de si mesmo. Isto explica a verdade de que o desconhecimento do outro passa pelo autodesconhecimento de si mesmo. Se não me interesso pela construção de uma vida pessoal autêntica, como vou me interessar pelo bem do outro?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus é o caminho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando disse aos discípulos que eles sabiam para onde iria, eles logo responderam: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?”&lt;/span&gt; Estas palavras são sinceras. De fato, eles não estavam entendendo nada. Jesus continuava sendo um mistério para eles; não sabiam quem era Jesus, nem de onde veio nem para onde iria. Até hoje, há pessoas que estudam a vida de Jesus, mas não sabe quem ele é. Ninguém consegue conhecer verdadeiramente Jesus através da Cristologia, mas somente através da experiência da adesão à pessoa dele. Aderi-lo é segui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para seguir Jesus há um caminho e tal caminho é ele mesmo. Compreender esta verdade é fundamental para o cristão e para a vida da Igreja. Jesus é o caminho que leva ao Pai: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Ninguém vai ao Pai senão por mim”&lt;/span&gt;. Para construir o Reino de Deus, a pessoa precisa seguir Jesus e para seguir alguém precisamos trilhar um caminho, pois não se caminha no vácuo. Somos peregrinos neste mundo, mundo de caminhos e descaminhos. Caminhar no caminho que é Jesus significa conhecê-lo, porque para chegarmos aonde queremos precisamos conhecer o caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma questão fundamental: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aonde queremos chegar?&lt;/span&gt; Se quisermos construir o Reino do Pai, se desejamos pertencer a este Reino e nele nos encontrarmos com o Pai, só há um caminho que nos leva com toda a segurança: Jesus de Nazaré, o Messias. As riquezas, o prestígio, o poder, a ciência, a sabedoria deste mundo etc.: Nenhuma destas coisas é o caminho, mas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;somente&lt;/span&gt; Jesus de Nazaré. O mesmo se pode afirmar da Igreja: esta não é o caminho que leva ao Pai, mas instrumento que pode ser encontrado no caminho. O caminho não é propriedade exclusiva de nenhuma das Igrejas cristãs. A missão da Igreja é ajudar as pessoas a caminhar em Jesus de Nazaré, sendo que ela mesma deve ser a primeira a se colocar no caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem procura levar uma vida conforme o Evangelho de Jesus, certamente, está no caminho. No Evangelho se encontra a norma que deve orientar a vida daquele que se colocar no caminho: o amor. Por isso, podemos afirmar que quem ama de verdade está no caminho. O Evangelho é Jesus, Jesus é Deus e Deus é amor: eis o caminho que leva à vida plena. Dentro e fora da Igreja podemos encontrar descaminhos: pessoas e ocasiões que podem nos desviar de Jesus. Se nos deixarmos guiar pelo Espírito que faz brotar em nós o amor, jamais nos afastaremos daquele que é o caminho que leva ao Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho revela que Jesus de Nazaré representa um risco muito grande para seu discípulo. Segui-lo pressupõe o comprometimento da própria vida. Tal comprometimento até as últimas conseqüências leva ao martírio, gesto supremo da doação da vida no caminho: eis o motivo pelo qual a maioria das pessoas se recusa a seguir Jesus de Nazaré. Decisão, maturidade, consciência, coragem, disponibilidade, doação e profecia: são algumas das exigências para se colocar no caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus é a verdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num outro trecho do Evangelho segundo João, Jesus afirma: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”&lt;/span&gt; (Jo 8, 32). Acreditar que Jesus é a verdade significa viver com autenticidade. Ele é a verdade que liberta integralmente o ser humano. Viver segundo a verdade é um desafio possível, mesmo em meio a uma sociedade que prega a mentira e a confusão. O cristão é chamado a ser luz em meio às trevas da mentira que reinam neste mundo. A verdade põe um fim na mentira e desmascara o mentiroso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida da Igreja, encontramos o testemunho das profetisas e dos profetas: mulheres e homens portadores da verdade do Evangelho. A profecia não é uma verdade humana, mas a verdade evangélica dita através de pessoas humanas para a vida do mundo. Os profetas e profetisas são pessoas que se deixam conduzir pelo Espírito Santo, que ousam anunciar o Evangelho de Jesus de Nazaré em meio às estruturas opressoras do mundo; são livres porque só obedecem ao que o Espírito diz e pede, seu testemunho é de liberdade e verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus é a vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus foi enviado para nos conceder a vida. Nele está escondida a nossa vida. Acreditar que Jesus é a vida significa comprometer-se com a defesa e a promoção da vida. No Evangelho encontramos Jesus vivendo no meio das pessoas marginalizadas, pessoas que tinham a vida ameaçada e tirada. O Pai enviou Jesus ao mundo porque quis restituir a vida ao ser humano. Por isso, Jesus se colocou do lado dos empobrecidos, opondo-se a toda forma de exploração do ser humano. Ao entregar-se na cruz, num gesto de fidelidade até o fim, e ao ressurgir dentre os mortos, em Cristo o Pai concede-nos vida plena. Sendo caminho, verdade e vida, Jesus revelou o Pai ao mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que em outras épocas, a vida se encontra gravemente ameaçada. Não somente a vida do ser humano, mas também a vida do planeta. Assim, o cristão e a Igreja precisam fazer uma opção clara e efetiva pela vida que está sendo agredida e extinta. Mais do que constatações e denúncias contra a exploração do homem e do planeta, se faz necessário somar forças com pessoas e organizações numa luta efetiva contra a morte do planeta e, consequemente, contra a morte do ser humano e de toda a criação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, há um exemplo a ser citado e reconhecido no Brasil: a luta de Dom Erwin Kräutler e das comunidades indígenas contra a construção da usina hidroelétrica de Belo Monte, em Xingu – PA. Trata-se de uma luta profundamente evangélica porque visa à defesa da vida de tantos irmãos e irmãs indefesos. Em meio a uma terra onde a lei é a do mais forte, este Bispo da Igreja tem sido a voz dos sem voz. A experiência missionária de Dom Erwin Kräutler fala profeticamente para a Igreja que sofre com as tendências à recessão e com o abandono da profecia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Domingo (22 de maio), a Irmã Dulce, o “Anjo bom da Bahia”, foi beatificada em Salvador – BA, onde serviu a Deus. Qual o significado desta beatificação para a Igreja no Brasil? A Irmã Dulce manifestou a maior virtude que torna uma pessoa santa aos olhos de Deus e do mundo: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o amor afetivo e efetivo para com os pobres&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja deve aprender com a Irmã Dulce a se colocar no caminho de Jesus: ocupar o lugar dos últimos assumindo, assim, as suas dores e dilemas. O “Anjo bom da Bahia” nos ensina que Jesus precisa ser amado nos pobres. Venerá-la significa se colocar no caminho que ela se colocou: o caminho da prática do amor aos últimos. A Igreja precisa reaprender com a Irmã Dulce o autêntico sentido da santidade: amor traduzido na doação da própria vida. Concluo esta reflexão com um dos pensamentos da Bem-aventurada Dulce dos Pobres: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O bem ao próximo tem mais valor quando operado em silêncio e com a consciência de que todo o bem que podemos proporcionar é por graça e vontade de Deus”&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-1317478942375975548?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/1317478942375975548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=1317478942375975548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1317478942375975548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1317478942375975548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/jesus-de-nazare-caminho-verdade-e-vida.html' title='Jesus de Nazaré: caminho, verdade e vida'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sa2aRPNUFzQ/Tdm8kkXe4qI/AAAAAAAAAuE/Dz6SxzYUzKQ/s72-c/cordeiro%2Bde%2BDeus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8182787985147237108</id><published>2011-05-20T08:56:00.003-03:00</published><updated>2011-05-20T09:07:10.948-03:00</updated><title type='text'>Venancinho e o abandono da juventude</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-4t9dduVSL7U/TdZZZ0tKy-I/AAAAAAAAAt8/T5agzU78ky4/s1600/pris%25C3%25A3o%2Blotada.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-4t9dduVSL7U/TdZZZ0tKy-I/AAAAAAAAAt8/T5agzU78ky4/s320/pris%25C3%25A3o%2Blotada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608768686116228066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde que cheguei a Campina Verde – MG, ouço falar de um famoso jovem chamado &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Venancinho&lt;/span&gt;. Segundo o que se ouve falar, trata-se de um jovem ladrão, menor de idade, conhecido por todos, que já vitimou muitas pessoas e famílias. Ontem, 18 de maio, Venancinho completou 18 anos. Devido ao excesso de jargões a respeito da personalidade deste jovem, achei por bem redigir uma breve reflexão sobre o estado em que se encontra a juventude brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem é Venancinho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas respostas para esta pergunta: uma, corresponde à realidade do jovem em si mesmo e a outra, refere-se ao que a sociedade prega a respeito dele. A respeito da realidade do jovem pontuemos algumas informações: negro de família pobre; usuário de drogas desde os onze anos; estudou até à 5ª série em escola pública; preso várias vezes; foi internado uma vez para tratamento, mas se recusou a se recuperar; teve uma infância comum; não sofre de distúrbio mental; nascido e criado na periferia da cidade; conviveu com pai alcoólatra; enturmado com adolescentes e jovens usuários de drogas; incorre facilmente para o latrocínio e à desordem. Esta é a realidade de vida do Venancinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo geral, o povo campinaverdense rotula-o como um fino ladrão, capaz de desordens sem limites. Digo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;modo geral&lt;/span&gt; porque sempre existe quem pensa diferente. Que os roubos e outras desordens acontecem disto ninguém duvida, pois são muitas as pessoas vítimas das ações criminosas do mesmo. A presente reflexão não quer inocentá-lo disso. Contra a veracidade de tais fatos não há argumento contrário. Qual é, então, o problema da opinião pública a respeito do Venancinho? Na expressão das pessoas encontramos dois gravíssimos problemas, a saber: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a falta de preocupação pelo ser humano e a demonização da pessoa&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano, mesmo sendo capaz de pensar e neste pensar julgar e discernir a realidade, costuma construir juízos sem levar em consideração as causas que levam aos fatos. No caso do Venancinho, infelizmente, não se pergunta pelas causas que o levaram ao estado em que o mesmo se encontra. Há uma pergunta reveladora e fundamental: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que ele age dessa maneira e não honestamente?&lt;/span&gt; Esta indagação levar-nos-á às causas que explicam as ações maléficas cometidas pelo jovem em questão. Há ainda uma segunda pergunta que nos interessa: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que as pessoas não se perguntam pelas causas?&lt;/span&gt;... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta à segunda pergunta é simples: Porque as pessoas não querem assumir responsabilidade para com o acusado. E, mais que isto: as pessoas, agindo dessa forma, demonstram a ausência de autêntica preocupação pela vida do outro. Lamentavelmente, numa sociedade que prega e vive o individualismo que se traduz nas expressões &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“salve-se quem puder”&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“cada um cuide de sua vida”&lt;/span&gt;, o outro deixou de ser motivo de preocupação e cuidado. Desta falta de preocupação e cuidado surge a demonização do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há uma intenção na demonização de pessoas e instituições: a eliminação das mesmas. Costuma-se demonizar com o intuito de se ver livre de alguém ou algo que está incomodando, que está causando dor na consciência. A demonização do outro ocorre direta ou indiretamente, portanto, consciente ou inconscientemente. O inconsciente coletivo, formado pela cultura da eliminação do outro, prega e vive a ideologia que gera a morte das pessoas. Por isso, é comum escutarmos as pessoas afirmar: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Só a morte dá um jeito em Venancinho!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um forte sentimento de vingança e morte no inconsciente coletivo. Citemos um exemplo para entendermos melhor: os EUA assassinaram o terrorista Osama bin Landen. Esta morte foi motivo de festa até altas horas da madrugada nos EUA. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Será que não há algo errado em festejar o assassinato de uma pessoa?&lt;/span&gt; Há quem diga: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Sim, foi justo festejarmos, pois se tratava de um terrorista”&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama e tantas outras pessoas disseram: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A morte de Osama bin Laden fez justiça às suas vítimas”&lt;/span&gt;. Há justiça na morte do injusto? O Deus da vida e Pai de Jesus responde claramente nas Escrituras: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Por minha vida, oráculo do Senhor Iaweh; certamente não tenho prazer na morte do ímpio; mas antes, na sua conversão, em que ele se converta do seu caminho e viva”&lt;/span&gt; (Ez 33, 11). &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que os EUA não prenderam e não condenaram Osama bin Laden à prisão perpétua?&lt;/span&gt; Porque a intenção era matá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O genocídio da juventude no Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um dos países onde há o maior número de jovens assassinados no mundo. No ranking da UNESCO, o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;terceiro lugar&lt;/span&gt; nos pertence. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem são os jovens assassinados no Brasil?&lt;/span&gt; Geralmente, são pobres, negros, analfabetos funcionais e os mal escolarizados, moradores das periferias das grandes e pequenas cidades, e os jovens sem profissão definida. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Estado é desprovido de políticas públicas eficientes para a defesa e a promoção da juventude brasileira&lt;/span&gt;. Quando o Estado aparece é para reprimir, prender e executar os jovens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola e as Igrejas também não sabem lidar com a juventude e, além de não saber, pouco se preocupam e buscar soluções. Na Escola, cada jovem matriculado significa dinheiro do FUNDEB. A verba vem por cabeça. Por isso, expulsá-los, jamais! O vício sistêmico ordena que o estudante, mesmo sem estar preparado deve passar para a série seguinte. Faltar com a educação de qualidade não é crime, crime é perder o estudante; pois perdê-lo é prejuízo financeiro para os cofres públicos dos governos municipais. Nas Igrejas, a juventude não é priorizada e, quando isto acontece, busca-se enquadrar dogmaticamente os jovens sem promovê-los em sua dignidade. Como os jovens não gostam de verdades prontas e impostas, a religião é desprezada por eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Família, o jovem não encontra espaço para viver, pois a maioria das famílias está totalmente desestruturada. Há uma confusão e uma crise nos papéis exercidos na Família. A conseqüência disso é evidente: a rua e os guetos tornam-se os lugares comuns onde os jovens podem ser encontrados. Destituídos de valores humanos, morais, religiosos e éticos, a juventude, de modo geral, fica desnorteada e cai nos porões desumanizadores da humanidade: drogas, prostituição, violência e tantos outros males. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Irmãos, o que devemos fazer?”&lt;/span&gt; (At 2, 37)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi a pergunta que os judeus fizeram aos apóstolos após a exortação de Pedro a respeito da ressurreição de Jesus de Nazaré. A resposta de Pedro, entre outras palavras, foi: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Convertei-vos...”&lt;/span&gt; As instituições do Estado, da Família e das Igrejas precisam de uma séria conversão estrutural, e tal conversão passa pela defesa e promoção da vida humana. A vida do ser humano deve ser priorizada. Políticos, magistrados, promotores e defensores públicos, pais e mães de família, pastores evangélicos, clérigos católicos e demais lideranças religiosas; enfim, todo ser humano deve, em seus pensamentos, palavras e ações defender e promover a vida. Priorizar a vida significa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;reorientar&lt;/span&gt; intenções e atitudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as mencionadas instituições não aprenderem a trabalhar em parceria, a juventude brasileira continuará abandonada. Soluções emergenciais e, portanto, momentâneas não resolvem. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A solução está na mudança da mentalidade e na conversão das estruturas de poder&lt;/span&gt;. Os jovens não são maus nem rebeldes por si mesmos, há fortes estruturas e influências que os levam a serem do jeito que são. Ninguém nasce mal nem se torna mal porque quer. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Na sua natureza mais íntima, o ser humano detesta e repudia a maldade&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Considerações finais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, voltemos ao caso do jovem Venancinho. Este, ao completar 18 anos no dia de ontem, entrou para a lista dos objetos de desejo de morte de muitas pessoas. Percebe-se que a maioria da população espera, ansiosamente, pela notícia da morte do mesmo. Os menos maliciosos esperam que ele responda, enquanto adulto, pelos crimes cometidos. Há outros, ainda, que com terço e marcação de Missas, rezam para que seja eliminado de vez. Todas estas pessoas pensam que a morte do rapaz vai resolver o problema da violência e das drogas em Campina Verde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação na Eucaristia torna-se gesto de plena condenação para as pessoas que demonizam e desejam a morte de quem quer que seja. Por mais criminosa que seja uma pessoa, esta não merece a morte. Todos queremos viver e viver bem. Alegrar-se com a morte do pecador é um pecado grave. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quem professa a fé cristã sabe que Jesus optou pelos desvalidos e mal afamados do seu tempo. Assim sendo, o cristão está desautorizado a julgar e condenar o próximo. O mandamento do amor, fundamental no seguimento de Jesus de Nazaré, pressupõe misericórdia e solidariedade&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira atitude do cristão em casos como este deve ser evangélica. Certo dia, escutei de um Padre jesuíta, missionário no nordeste: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Quando não podemos ajudar uma pessoa, não podemos atrapalhar a sua vida. Quando não soubermos nem pudermos reforçar sentimentos positivos, não podemos reforçar o negativo do outro nem lhe levantar falso testemunho”&lt;/span&gt;. Cremos que estas palavras valem para todos quantos tomarem conhecimento da situação do Venancinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogo ao bom Deus que este jovem não venha a ser tragicamente assassinado. Peço também que o socorro lhe venha a tempo. Mas se vier a acontecer a morte prematura deste pobre e odiado rapaz, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;de quem será a culpa?&lt;/span&gt; De acordo com a presente reflexão e com a consciência verdadeiramente livre de toda contaminação ideológica, peço ao leitor que responda no tempo oportuno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago de França da Silva&lt;br /&gt;Campina Verde – MG, 19 de maio de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Texto escrito para os membros do Curso de Formação Popular de Bíblia, grupo com o qual trabalho semanalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8182787985147237108?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8182787985147237108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8182787985147237108' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8182787985147237108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8182787985147237108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/venancinho-e-o-abandono-da-juventude.html' title='Venancinho e o abandono da juventude'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4t9dduVSL7U/TdZZZ0tKy-I/AAAAAAAAAt8/T5agzU78ky4/s72-c/pris%25C3%25A3o%2Blotada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-2818331708210721859</id><published>2011-05-18T13:55:00.003-03:00</published><updated>2011-05-18T14:02:04.827-03:00</updated><title type='text'>Uma palavra sobre a evasão de seminaristas dos Seminários da Igreja</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-aUQxov9bIF4/TdP7g_5iRXI/AAAAAAAAAt0/w8KOHAkJdMQ/s1600/janela%2Bno%2Bcara%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-aUQxov9bIF4/TdP7g_5iRXI/AAAAAAAAAt0/w8KOHAkJdMQ/s320/janela%2Bno%2Bcara%25C3%25A7a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608102505333540210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evasão de seminaristas dos Seminários da Igreja é tema de estudos e análises por parte de estudiosos católicos e dos membros do Serviço de Animação Vocacional das Dioceses, Congregações e Institutos de Vida Apostólica. Ultimamente, tem aumentado o número daqueles que deixam o processo formativo e diminuído o número dos que ingressam nos Seminários. Ou seja, saem muitos e entram poucos. A situação é mais agravante nas antigas ordens e congregações religiosas. A conseqüência maior desta situação é a falta de presbíteros e de missionários para a evangelização do mundo. Alguns aspectos nos chamam a atenção. Há motivações e causas que levam à evasão dos seminaristas. Discorramos, pois, brevemente, sobre algumas delas e sobre outros aspectos referentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1 – A seleção dos candidatos&lt;/span&gt;. A Pastoral Vocacional busca acompanhar aqueles que se apresentam com o desejo ou a vontade de ingressar no Seminário. Trata-se de uma experiência de encontros, visitas, leituras e conhecimento superficial da instituição e da vocação. Após os escândalos de pedofilia ocorridos no seio da Igreja, o Vaticano tem orientado para que se faça uma seleção mais rigorosa dos candidatos às ordens sacras. Não se sabe se nas bases vão dar ouvidos ou não à recomendação do Vaticano. O que se constata é que, de fato, tal recomendação é, urgentemente, necessária. Entende-se por seleção mais rigorosa levar cada vez mais a sério o processo de seleção dos candidatos, tendo em vista a formação de presbíteros preocupados e comprometidos com as grandes causas do Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2 – Seminário: lugar de aburguesamento?&lt;/span&gt; O Seminário é, por vezes, acusado de ser um lugar de aburguesamento, ou seja, lugar em que se adquire uma cultura burguesa. De fato, os seminaristas não realizam a experiência do trabalho. São pouquíssimos os seminaristas que trabalham para a manutenção e subsistência de suas Casas de Formação. Eles são quase que inexistentes. A maneira como a formação está estabelecida não permite que os seminaristas tenham trabalho remunerado. Apesar do alto valor das despesas, a Igreja optou por livrar os seminaristas do competitivo mercado de trabalho. Assim, alimentação, moradia e estudos ficam por conta da Igreja. Nas Congregações, depois da emissão dos primeiros votos, os religiosos têm todas as despesas custeadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser um processo que dura de sete a nove anos (dependendo da instituição), boa parte dos seminaristas se deixam levar pelo espírito burguês, pois sua condição não permite saber o quanto custa a vida no mundo. Quando procuram saber, só lhes é permitido na teoria. Antes do Concílio Vaticano II, os seminaristas não sabiam de nada daquilo que acontecia no mundo, pois a formação era, plenamente, interna. Ou seja, tudo acontecia no interior dos Seminários. Viviam isolados do mundo. Hoje é diferente, mas recomenda-se que, durante a semana, não se saia dos Seminários. Mesmo que se queira, a programação interna não permite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o ser humano tem tudo, gratuitamente, ao seu alcance corre um sério risco de acomodar-se. Quando nos encontramos com padres preguiçosos e acomodados, tal preguiça e acomodação originaram-se antes e durante o processo formativo. Estes padres ignoram a situação dos empobrecidos e em relação a estes procuram manter distância; não aceitam viver em paróquias ou lugares pobres; costumam possuir bons carros, morar em boas casas, usar roupas caras etc. Esta situação aburguesada motiva muitos jovens a serem padres. Apesar do aliciamento do espírito burguês, alguns seminaristas conseguem superá-lo sendo, posteriormente, padres despojados e simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3 – Vocações e aparências de vocação&lt;/span&gt;. Um dos maiores problemas vocacionais da Igreja se encontra na falta de sinceridade por parte de muitos daqueles que se apresentam como vocacionados. A falta de sinceridade leva o candidato a enganar os responsáveis pelo processo formativo e a falsificar a vocação, procurando, assim, obter vantagens na vida religiosa e clerical. Alguns, devido a problemas de ordem afetivo-sexual, procuram se esconder por trás das seguranças da vida presbiteral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a promoção vocacional e o processo formativo não conseguem detectar o problema a tempo, certos candidatos mal intencionados terminam chegando ao ministério ordenado. Quando isto acontece, a resolução do problema se torna mais difícil. Às vezes, é mais fácil aquele que procura se aproveitar do estado clerical chegar ao sacerdócio ministerial do que o que procura corresponder de verdade ao chamado divino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4 – A escassez de vocações&lt;/span&gt;. A escassez de vocações tem levado muitas Congregações, Ordens, Dioceses e Sociedades de Vida Apostólica a um erro comum: Acolher todo e qualquer indivíduo nos Seminários sem a necessidade da rigorosa seleção. A busca por vocações, aos poucos, está ficando cada vez mais desesperada. Nos países europeus, muitos Seminários foram fechados e são poucos os seminaristas nos que ainda estão funcionando. O maior número de vocações surge na América Latina e África, principalmente nesta última, onde os jovens não têm muitas oportunidades na vida. Nos países africanos, é muito comum o ingresso de jovens nos Seminários somente para cursarem a Filosofia, outros ainda, cursam a Teologia, sem contar os que procuram um lugar para viver melhor, confortavelmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5 – O modelo tradicional de presbítero na Igreja&lt;/span&gt;. Os recentes escândalos de pedofilia comprometeram, seriamente, a imagem tradicional do presbítero. Tal imagem já vem sendo comprometida há séculos. A vocação presbiteral não chama mais a atenção da grande maioria dos jovens de hoje. Estes jovens não vêem sentido em tal vocação. Apesar dos esforços da Igreja em reformar, aparentemente, o clero, a maioria dos membros do mesmo trabalham em paróquias com as chamadas “pastorais de manutenção”, denunciadas pelo Documento de Aparecida. Não aprenderam a fazer outra coisa a não ser lidar com paróquias. Outro fator que desanima a juventude é o longo período da formação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem pós-moderno não tem paciência para esperar tanto tempo. O desânimo e a falta de dinamicidade e criatividade também desanimam a juventude na procura do sacerdócio ministerial. Os desafios que a vocação presbiteral apresenta entusiasmam poucos jovens. A figura do presbítero na Igreja continua se parecendo com a do tempo da cristandade: Um homem separado do mundo. Muitos seminaristas desistem da formação depois que conhecem mais de perto este modelo tradicional desanimador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6 – O celibato obrigatório&lt;/span&gt;. Esta é uma das obrigações que mais pesam no discernimento vocacional de muitos vocacionados. O celibato na Igreja não é opcional, mas obrigatório. Quem desejar ser presbítero deve aceitá-lo, obrigatoriamente. O problema não está no celibato em si mesmo, que é um dom de Deus, mas na obrigação imposta pela Igreja. Por que tal obrigação é um problema? Frisemos dois motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeiro, porque nenhuma obrigação é, evangelicamente, correta. O chamado de Deus não implica, obrigatória e/ou necessariamente, o celibato. Em nenhum momento da história Deus exigiu o celibato para a vocação presbiteral. Trata-se de uma obrigação disciplinar, não evangélica. Não há uma citação bíblica que sirva para legitimar a obrigatoriedade do celibato. Peca contra a Escritura Sagrada quem se utiliza do testemunho de Jesus e do apóstolo Paulo para legitimar tal obrigação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, porque nem todo aquele que tem vocação presbiteral tem, também, para o celibato. A realidade tem demonstrado que muitos padres têm vocação para o sacerdócio ministerial, mas não tem para o celibato. Há, também, aqueles que têm vocação para o celibato, mas não tem para o sacerdócio ministerial. Neste segundo caso, a Ordenação torna-se inconcebível, ou seja, não é correto conferir o Sacramento da Ordem a um candidato que não tenha vocação para o sacerdócio ministerial. Neste sentido, os responsáveis pela formação e o Bispo são quem reconhecem ou não a vocação do candidato. Muitos seminaristas desistem do processo formativo porque não suportam o peso da obrigação do celibato. Muitos presbíteros também têm deixado o ministério para casarem-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas palavras não estou sendo contra o celibato, que, repito, é um dom de Deus, mas apenas constatando as conseqüências de sua obrigatoriedade na vida da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7 – O desconhecimento por parte do povo&lt;/span&gt;. De modo geral, os católicos não têm a mínima idéia de como seja a formação dos ministros ordenados da Igreja. Muita gente não sabe sequer o significado da palavra seminarista. O povo não sabe de onde vem o padre nem para onde o mesmo vai. Isto acontece porque o povo não participa da formação nem da colocação dos mesmos nas paróquias e comunidades, tendo que suportar, às vezes, padres não muito realizados na vocação, restando apenas esperar a boa vontade do Bispo ou do Superior para uma possível punição (no caso de abusos) ou transferência. Esta é mais comum do que aquela na vida da Igreja. O presbítero católico é formado, muitas vezes, longe do povo, pois o contato dos seminaristas com o povo é pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8 – O problema da homossexualidade&lt;/span&gt;. Esta é uma das causas mais comuns da evasão de seminaristas dos Seminários. A verdade nos obriga a declarar que a homossexualidade é um dos maiores problemas dos Seminários. As orientações e normas da Igreja nos ensinam que a homossexualidade é incompatível com o sacerdócio, mesmo sabendo que temos presbíteros homossexuais. Os recentes escândalos não nos deixam mentir, pois boa parte dos padres pedófilos era homossexual. Eles não molestaram crianças do sexo feminino, mas crianças, adolescentes e jovens do sexo masculino. Na verdade, foram molestados mais adolescentes e jovens do que crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da homossexualidade nos exige que façamos uma clara distinção: Há aqueles que têm a prática homossexual e há os que têm a tendência. São duas situações diferentes. Segundo as orientações e normas da Igreja, os que possuem a tendência e se comprometem em viver a castidade podem ser admitidos à formação e às ordens sacras, do contrário, os que têm a prática devem ser expulsos do processo formativo, e os que não ingressaram nos Seminários devem ser impedidos de fazê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Seminários e/ou Casas de Formação devem a sua existência, praticamente, ao Concílio de Trento (séc. XVI), que tomou a iniciativa de formar aqueles que se candidatam às ordens sacras na Igreja. Antes deste período, muitos padres mal sabiam presidir uma Missa, não tinham quase nenhuma formação e cometiam abusos dos mais absurdos, sem contar os que se ordenavam sem vocação alguma, mas somente através das influências políticas e financeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta presente reflexão teve o objetivo de esclarecer, brevemente, alguns fatores que explicitam a evasão de seminaristas nos Seminários da Igreja. Muitas vezes, assistimos a tal evasão sem fazermos uma reflexão, nem que seja superficial. O teólogo José Comblin dizia que o Seminário é uma instituição vencida na Igreja, que não serve mais para formar missionários. Ele ensina que os Seminários formam professores de Filosofia e Teologia, e que para formar discípulos missionários de Jesus Cristo a Igreja precisa rever, séria e urgentemente, o modelo de formação daqueles que se propõem evangelizar. Será que o padre José Comblin estava equivocado?... É algo a se pensar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França da Silva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Campina Verde - MG, 18/05/2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-2818331708210721859?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/2818331708210721859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=2818331708210721859' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2818331708210721859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2818331708210721859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/uma-palavra-sobre-evasao-de.html' title='Uma palavra sobre a evasão de seminaristas dos Seminários da Igreja'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aUQxov9bIF4/TdP7g_5iRXI/AAAAAAAAAt0/w8KOHAkJdMQ/s72-c/janela%2Bno%2Bcara%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-2680512403411762457</id><published>2011-05-14T20:16:00.003-03:00</published><updated>2011-05-14T20:30:50.411-03:00</updated><title type='text'>Jesus de Nazaré: pastor, porta e vida do rebanho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PH6-k6vqd9w/Tc8Qj_l6mzI/AAAAAAAAAts/7GcXtBLiWIg/s1600/jesus%252C%2Bbom%2Bpastor.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PH6-k6vqd9w/Tc8Qj_l6mzI/AAAAAAAAAts/7GcXtBLiWIg/s320/jesus%252C%2Bbom%2Bpastor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606718271651486514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem”&lt;/span&gt;. (Jo 10, 9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Liturgia da Palavra deste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IV Domingo da Páscoa&lt;/span&gt; aparece a figura de Jesus, o bom pastor e porta das ovelhas (cf. Jo 10, 1 – 10). O que significa ser pastor e porta das ovelhas? São Pedro ensina-nos que Jesus é pastor e guarda de nossas vidas (cf. 2ª leitura: 1 Pd 2, 20b – 25), Senhor e Cristo (cf. 1ª leitura: At 2, 14a. 36 – 41). Neste Domingo, também somos chamados a pensar sobre a vocação dos Pastores da Igreja (diáconos, presbíteros, epíscopos, pontífice). Qual o significado destas vocações específicas para a vida da Igreja? Meditemos à luz do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ladrão e assaltante: quem não entra pela porta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus se utiliza da figura do pastor que toma conta do rebanho para falar de sua missão diante dos doutores da Lei e fariseus porque na palestina a maioria das pessoas vivia da criação de ovelhas e cabras. Tratava-se de uma linguagem acessível a todos. A criação se dava da seguinte maneira: pelo dia, logo cedo, o pastor ia buscar as ovelhas no curral. Neste, durante a noite, as ovelhas estavam sob os cuidados de um porteiro que as defendia dos ladrões e assaltantes. Ao ver o pastor, o porteiro lhe abria a porta e chamando pelo nome, as ovelhas reconheciam a voz do pastor e saíam com ele para as verdes pastagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, percebemos que o ladrão e assaltante são aqueles que não entram pela porta do redil, mas durante a noite e por outro lugar. Quando Jesus termina de explicar tudo isso, os doutores da Lei e fariseus ficam sem entender o que ele queria dizer. Então, Jesus declara abertamente: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram”&lt;/span&gt;. Vejamos quem são estes ladrões e assaltantes, quem são estas ovelhas no tempo de Jesus e nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo de Jesus, os doutores da Lei e fariseus, assim como o Império romano eram os ladrões e assaltantes, que roubavam, enganavam, exploravam e matavam o povo. No texto evangélico, Jesus se refere diretamente aos doutores da Lei e fariseus. O sistema religioso da época era um fardo nas costas do povo. Este era escravo tanto do Império quanto do sistema religioso. Não havia divergências entre autoridades civis e religiosas, ambas viviam à custa do suor e do sangue dos pobres. Para Jesus, estas autoridades são os ladrões e assaltantes porque só sabem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;roubar, matar e destrui&lt;/span&gt;r. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema religioso era complexo, rigoroso e pesado. Os mestres da Lei e fariseus exigiam do povo o cumprimento fiel da Lei dada por Moisés, mas eles mesmos viviam na corrupção. Eram mentirosos e hipócritas. O curioso é que as pessoas (as ovelhas), de modo geral, não escutavam os mestres da Lei e fariseus. Estes as acusavam de serem pecadoras e infiéis. Nos evangelhos sempre encontramos Jesus no meio dos pecadores e infiéis, e esta presença amorosa e misericordiosa entre os desprezados e marginalizados causava ódio no coração dos que se julgavam justos e guardiões da Lei. Jesus optou por viver entre os pecadores e infiéis para lhes restituir a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossos dias, ladrões e assaltantes são os pastores que se utilizam da liderança para roubar, matar e destruir. Estes falsos pastores estão presentes em todas as Igrejas cristãs, a começar pela Igreja Católica. No tempo em que esta vivia unida aos reis era comum encontrar padres, bispos e papas interessados somente no poder, no prestígio e nas riquezas. Basta-nos lembrar do regime de Padroado, que foi criado através de um tratado entre a Igreja e os reinos de Portugal e Espanha. O governo da Igreja era dividido entre papas e reis. Estes últimos construíam igrejas, nomeavam padres e bispos que, posteriormente, eram aprovados pelo Papa. Neste sistema, a vida do povo de Deus não era motivo de preocupação fundamental, mas somente o poder, o prestígio e a riqueza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o difícil parto do qual resultou a separação entre Igreja e Estado, os problemas continuam a existir: assistimos a infidelidade de pastores que não se importam com a vida do povo de Deus. Para não sermos injustos temos que afirmar que há autênticos pastores que se doam, cotidiana e corajosamente nas desafiadoras causas do Reino de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, pecados como pedofilia, desvio de dinheiro (enriquecimento ilícito), omissão, simonia (venda de sacramentos), desvios de ordem sexual (ausência da castidade e quebra do celibato), acomodação, falta de unidade, manias de grandeza, indiferença, hegemonia e controle, abusos no uso do poder e da autoridade, entre tantos outros pecados ainda estão presentes na vida de muitos “pastores” da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta omitirmos a verdade. Na vida da Igreja, infelizmente, todas estas coisas são tão evidentes quanto à claridade do dia. Isto não significa que devamos exigir perfeição de nossos pastores, pois sabemos que são homens comuns, sujeitos ao pecado como os demais homens deste mundo. Não podemos também recorrer à condição humana, naturalmente limitada, nem à nossa condição de pecadores para justificarmos os pecados acima descritos. Tais pecados são inaceitáveis e devem ser evitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teólogos que se debruçam no estudo da história e da estrutura eclesiástica apontam para a necessidade da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mudança de estruturas&lt;/span&gt;. Segundo eles, a Igreja institucional precisa, urgentemente, de reformas, pois tais estruturas têm levado muitos pastores ao pecado. Certamente, uma Igreja mais simples e mais servidora porá um fim em certos pecados e vícios que têm sua origem nas pesadas e históricas estruturas. A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;conversão estrutural&lt;/span&gt; da Igreja institucional passa, necessariamente, pelo despojamento de estruturas que não respondem mais às exigências da evangelização no mundo de hoje e que são, portanto, ultrapassadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características da ovelha é a sua passividade diante do ladrão, ou seja, ela precisa do pastor para voltar ao redil e para se defender. Até o Concílio Vaticano II, os leigos sempre foram tratados e considerados como ovelhas que viviam na total dependência de seus pastores. De modo geral, os leigos eram considerados eternas crianças, pois não sabiam de nada porque não lhes ensinaram a ser cristãos adultos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o Vaticano II, a Igreja passou, aos poucos, a reconhecer o valor do leigo e lhe conferiu certo protagonismo. Infelizmente, apesar dos documentos pontifícios reconhecerem a vocação e a missão dos leigos na Igreja, muitos clérigos ainda apresentam resistências em relação aos mesmos. De qualquer modo, podemos afirmar que os leigos não são mais crianças nem ovelhas, salvo aqueles que gostam de ser tratados como tal. O legítimo reconhecimento do leigo na vida eclesial ainda é um processo lento, pois a relação clero-leigo ainda é conflituosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus de Nazaré: porta e vida das ovelhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto, Jesus faz duas afirmações muito importantes: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Eu sou a porta das ovelhas. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem”&lt;/span&gt;. Nesta primeira, encontramos a verdade fundamental: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus é a porta e a salvação&lt;/span&gt;. Em outras palavras, somente nele há salvação para o gênero humano, pois Deus quis salvar a humanidade através dele. Jesus é o crucificado e o ressuscitado, constituído por Deus Senhor e Messias (cf. At 2, 36). Entrar através da porta que é Jesus de Nazaré é encontrar a verdadeira vida. Com muita razão, o apóstolo Paulo nos ensina que a nossa vida &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“está escondida com Cristo em Deus”&lt;/span&gt; (Cl 3, 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora de Jesus não há vida nem salvação. Estas não nos vêm de nossos pastores nem da Igreja, mas do próprio Cristo. Na Igreja, todos devem seguir Jesus para encontrar nele a verdadeira e eterna vida. Por isso, clérigos e leigos são ovelhas do pastoreio de Cristo, porque somente Cristo é o Pastor. Peca contra o Evangelho de Jesus quem afirma que a Igreja é o rebanho do Papa e que este é o nosso pastor. O Papa também deve ser ovelha de Cristo. A Igreja é Povo de Deus e isso pressupõe igualdade entre o povo e seus líderes. Em outras palavras, somos um povo sacerdotal, todos somos pastores uns dos outros em Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda afirmação é: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”&lt;/span&gt;. Jesus foi enviado pelo Pai para a vida do mundo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para julgar o mundo, mas que o mundo seja salvo por ele”&lt;/span&gt; (Jo 3, 17). A ninguém Deus concedeu autoridade para julgar e condenar. A missão da Igreja deve ser, portanto, a mesma de Cristo: trabalhar pela vida do mundo, e isto &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“inclui a opção preferencial pelos pobres, a promoção humana integral e a autêntica liberdade cristã”&lt;/span&gt; (Documento de Aparecida, n. 146). Evangelizar é trabalhar pela vida do povo de Deus: eis a missão a que é chamado todo cristão.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-2680512403411762457?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/2680512403411762457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=2680512403411762457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2680512403411762457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/2680512403411762457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/jesus-de-nazare-pastor-porta-e-vida-do.html' title='Jesus de Nazaré: pastor, porta e vida do rebanho'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PH6-k6vqd9w/Tc8Qj_l6mzI/AAAAAAAAAts/7GcXtBLiWIg/s72-c/jesus%252C%2Bbom%2Bpastor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5429572398013935502</id><published>2011-05-10T18:21:00.003-03:00</published><updated>2011-05-10T18:26:54.340-03:00</updated><title type='text'>Carta aberta ao Pe. Josimo Moraes Tavares</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ge6M5M2WC4g/TcmtldCvXHI/AAAAAAAAAtk/yf0vRQP2ZVk/s1600/pe.%2Bjosimo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ge6M5M2WC4g/TcmtldCvXHI/AAAAAAAAAtk/yf0vRQP2ZVk/s320/pe.%2Bjosimo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605202070202178674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Querido padre Josimo&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz um bom tempo que conheço a tua história. Há 25 anos exatos foste brutalmente assassinado na cidade de Imperatriz – MA, diante da sede da CPT – Comissão Pastoral da Terra. Infelizmente, não tive a graça de te conhecer, pois nasci dois anos antes, em 1984. Depois que soube do teu martírio, procurei te conhecer através dos livros que muitas pessoas escreveram para não deixar morrer a memória de teu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;martírio&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua personalidade é rica de Jesus Cristo, nosso Mestre comum. Quero ressaltar, para dizer-te de minha profunda veneração para contigo, três aspectos louváveis e dignos de admiração e respeito para com tua pessoa. Estas três qualidades que vou citar são as qualidades proféticas encontradas na vida dos mártires, que derramaram e derramam o sangue na construção do Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro amigo, tu foste, a exemplo de Jesus, um &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fiel pastor&lt;/span&gt;. Creio que te recordas de que o verdadeiro pastor é aquele que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;dá a vida por suas ovelhas&lt;/span&gt;. Basta lembrares da aula que tiveste sobre a teologia joanina, pois no Evangelho segundo João, Jesus é o bom pastor. Deste a tua vida pela vida do povo de Deus, povo explorado e massacrado pelo latifúndio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josimo, meu irmão, em minhas reflexões pessoais, ando um pouco preocupado. Creio que já estás sabendo do que está acontecendo: apareceu na Igreja um novo modelo de padre. Acreditas que, aos poucos, ser padre não corresponde mais à doação da própria vida? Pois é, meu amigo. Isto mesmo! Agora virou “moda” salvar a própria vida: ser padre virou meio de vida. Posso te explicar: o padre pode ser cantor, escritor, ter programas na TV, ser famoso junto com outros famosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro irmão, a situação tem piorado depois de tua morte. Falar de libertação na Igreja de hoje é sinônimo de cura interior. O teu projeto de vida é tido como coisa de comunista. Quando alguém fala da Igreja de teu tempo, a nova geração diz logo que é coisa do passado. Hoje, Josimo, usa-se a Palavra de Deus não para ajudar a libertar as pessoas, mas para aliená-las cada vez mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para teres uma idéia, na sexta-feira santa deste ano, fiz um “sermão” sobre a morte de Jesus na perspectiva do teu martírio (doação da própria vida). Sabe o que aconteceu? Um ministro que distribui a Eucaristia me veio com sangue fervendo nas veias e me disse que não quer problemas comigo. Outros, ainda, me chamaram de “perigoso”. Tudo isto só porque eu disse que Jesus foi assassinado por causa do Reino de Deus, e não para nos lavar dos nossos pecados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josimo, meu prezado, aconteceu em 2007 a V conferência do CELAM, aqui, no Brasil; pois tu acreditas que os bispos ousaram dizer que os padres precisam ser discípulos missionários de Jesus de Nazaré? É engraçado, mas é verdade. Está escrito no documento, mas não passou de mais um documento. Substancialmente, nada mudou nem demonstra sinais de mudanças. Parece que nada aconteceu. Padre J. Comblin, nosso companheiro de caminhada e de profecia disse que o documento só serviria para os estudantes de Teologia estudar nas faculdades católicas. E, pelo que vejo, a profecia está se cumprindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido, outra qualidade que me chama a atenção na tua pessoa é a tua &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pobreza&lt;/span&gt;. Lembras do profeta João Batista, aquele que preparou o caminho de Jesus? Pois é, tu tiveste a pobreza dele. Chama-me a atenção a maneira como assimilaste a pobreza de Cristo. Esta, de fato, nos deixa livres para a missão. A exemplo de Cristo, tu foste pobre e livre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimado Josimo, o poder, o prestígio e a riqueza continuam atrapalhando a vida da Igreja. A estrutura da Igreja continua do mesmo jeito, não mudou nada. Tudo está sacralizado. Até parece coisa implantada pelo próprio Deus e sustentada pelo Espírito Santo. E a cada ordenação, salvo as exceções, vejo que o sistema torna-se cada vez mais conservado e rigoroso. Só aparecem “vocações” para reforçar o que está estabelecido. Quase que não há contestação. Às vezes, me sinto na Idade Média. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, não posso me esquecer de que possuíste um profundo senso de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;justiça&lt;/span&gt;. Neste sentido, foste obediente ao Evangelho no qual Jesus recomenda que se buque primeiro o Reino de Deus e sua justiça. De fato, a justiça é uma das palavras-chave que identifica o perfil profético do missionário de Jesus. Clamaste por justiça em meio às injustiças cometidas contra os pobres. Com isto, asseguradamente, posso dizer que fizeste a opção preferencial pelos pobres: foste um irmão dos pobres entre os pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Josimo, despeço-me te pedindo que rogue por nós ao Pai, tu que lavaste tuas vestes no sangue do Cordeiro. A Igreja precisa de tua valiosa intercessão, a fim de que desperte para a realidade dos pobres, a quem serviste com amor e fidelidade até as últimas conseqüências. Pede a Jesus que permaneça conosco e nos confirme na missão de sermos testemunhas dele nesta hora tão difícil da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, meu querido irmão e mártir de Cristo, pelo testemunho dado à Igreja. Para mim, é motivo de alegria e revigoramento fazer a memória de tua entrega. Como ensinou Tertuliano nas origens, creio e professo que o teu sangue é semente de novos cristãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu irmão em Cristo e na esperança dos pobres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Campina Verde – MG, 10/05/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5429572398013935502?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5429572398013935502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5429572398013935502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5429572398013935502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5429572398013935502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/carta-aberta-ao-pe-josimo-moraes.html' title='Carta aberta ao Pe. Josimo Moraes Tavares'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ge6M5M2WC4g/TcmtldCvXHI/AAAAAAAAAtk/yf0vRQP2ZVk/s72-c/pe.%2Bjosimo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8417893464632505007</id><published>2011-05-07T22:51:00.003-03:00</published><updated>2011-05-07T23:04:37.551-03:00</updated><title type='text'>Jesus de Nazaré: Deus que caminha conosco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-dCmqv-xWkbA/TcX6LsTL_EI/AAAAAAAAAtc/eIItw0Q5Q4E/s1600/disc%25C3%25ADpulos%2Bema%25C3%25BAs.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dCmqv-xWkbA/TcX6LsTL_EI/AAAAAAAAAtc/eIItw0Q5Q4E/s320/disc%25C3%25ADpulos%2Bema%25C3%25BAs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604160390109592642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus”&lt;/span&gt; (Lc 24, 30 – 31). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana que passou, os EUA encontraram e mataram Osama bin Laden. Os norte-americanos festejaram até durante a madrugada! Chegamos ao ponto de festejarmos a morte de uma pessoa. Esta foi a notícia que marcou a semana. Os membros da organização liderada por Osama estão tomados pelo espírito de vingança e prometem uma resposta sangrenta. Enquanto isto, em outras partes do Oriente Médio, o sangue de milhares de inocentes é derramado. O mundo está em guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos anunciar o início da 3ª Guerra Mundial, pois ela já está acontecendo desde 11 de setembro de 2001. A ONU, que não pode nada contra os EUA, não permitiria um anúncio oficial de uma 3ª Guerra Mundial. Seria demais. No Brasil, o Governo tenta controlar a inflação. A Presidente Dilma exige resultados e os ministros têm que trabalhar. Neste Domingo, III da Páscoa, também celebramos o Dia das Mães, com nossos corações partidos por assistirmos o abandono sucessivo de crianças nos quintais, nas ruas e no lixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidos e sintonizados a todas estas questões e desafios, somos chamados a acolher a companhia de Jesus nos caminhos de Emaús. Quais são hoje, os caminhos de Emaús? Quem são hoje, estes discípulos desenganados e tristes? Com os pés em nossa realidade, reflitamos, pois, Lc 24, 13 – 35. Este trecho do Evangelho segundo Lucas fala da caminhada de dois discípulos de Jesus, de Jerusalém para Emaús. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os discípulos conversavam sobre Jesus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do Cristo morto na cruz e sepultado, dois dos discípulos deixaram o grupo dos Onze e voltaram para suas casas. Eles perderam a esperança, pois pensavam que Jesus ia libertar Israel. Este pensamento mostra que eles não entenderam a missão de Jesus. Conversavam, mas não entendiam. A conversa e discussão dos discípulos não os levavam ao entendimento. Antes da morte na cruz, Jesus não se cansava de explicar para eles o sentido de sua missão, mas os pensamentos dos discípulos eram outros. Eles pensavam segundo a lógica do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Igreja de nossos dias, priorizam-se tantas coisas que se esquecem de que Jesus é o centro da vida cristã e eclesial. Fala-se muito de coisas, às vezes, inúteis e se esquecem de conversar e discutir a respeito de Jesus e seu projeto. Fala-se de beatificações, nomeações, construções, projetos, processos etc., enquanto que Jesus continua nos evangelhos, esperando ser anunciado ao mundo. Até hoje, Jesus continua sendo incompreendido. Fala-se que Jesus disse isso e fez aquilo, e demoram pra falar, verdadeiramente, do que ele realmente veio fazer neste mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus se aproxima e caminha com eles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus se interessa pela conversa e discussão dos dois discípulos: se aproxima e caminha com eles, mas, ainda, não o reconhecem. O texto fala que estavam como que cegos. A decepção, a tristeza e a angústia cegaram os discípulos. Eles não acreditavam mais em nada: nem na palavra das mulheres, nem na dos discípulos que tinham ido ver o túmulo vazio. Estavam desconcertados e mergulhados numa crise de fé. Após se aproximar e se colocar a caminho com eles, Jesus os indaga e os escuta relatar aquilo que aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos hoje esta mesma experiência nas comunidades cristãs. Estas andam a passos lentos. O número dos que professam a fé em Jesus com plena convicção está cada vez reduzido. As pessoas abandonam facilmente a comunidade devido a pequenos conflitos. A fé delas é tão fraca que não suportam as pequenas provações. Esquecem-se de que tais provações são necessárias para um maior enraizamento e amadurecimento da fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento da depressão e de outros problemas de ordem psicológica são sinais evidentes do desespero. Com a boca, as pessoas professam a presença de Jesus: nas celebrações todos respondem fortemente: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ele está no meio de nós!&lt;/span&gt; Mas quando aparecem as provações o desespero é desolador. A cegueira e a surdez tomam conta das pessoas e não permitem que elas enxerguem e reconheçam Jesus em suas vidas e na vida da comunidade. Falar da presença de Jesus ainda é motivo de escândalo e confusão. Muita gente prefere permanecer cega, pois parece ser mais cômodo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus os adverte e lhes fala das Escrituras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” &lt;/span&gt;Após esta advertência, Jesus lhes fala de todas as passagens da Escrituras que falavam de sua pessoa e missão. Aqui os discípulos começam a reagir. Mais adiante eles vão dizer que, ao ter escutado Jesus falar das Escrituras, seus corações ardiam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucas as pessoas que se deixam tocar pelas palavras das Escrituras Sagradas, muitas chegam a derramar lágrimas durante a meditação bíblica; outras ainda, afirmam receber revelações particulares a respeito do conteúdo da Bíblia, mas não passam disso. Quando o coração se rejubila ao escutar a Palavra de Deus é sinal de que a pessoa se envolveu com a leitura e meditação da mesma. Isto é bom, mas não é tudo. Até aqui os discípulos não conseguiram reconhecer Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja precisa ler e entender mais a literatura profética contida nas Escrituras Sagradas, pois ela fala de Jesus. Após a experiência de Jesus, os profetas continuaram e continuam escrevendo, mas escutá-los e entendê-los é algo difícil de acontecer. Os profetas costumam ser evitados. Jesus menciona as profecias porque sabe da força que elas possuem. A Igreja precisa escutar com humildade o que os profetas falam de Jesus e de sua missão, a fim de que possamos ter uma Igreja verdadeiramente profética e, conseqüentemente, pascal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus partiu o pão e foi reconhecido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jesus &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“fez de conta que ia mais adiante”&lt;/span&gt;, recebeu dos discípulos o convite: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!”&lt;/span&gt; Atendendo ao convite, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“entrou para ficar com eles”&lt;/span&gt;: é a hora da janta. No partir do pão, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus”&lt;/span&gt;. Então, ele desaparece da frente deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constata-se que Jesus queria ser reconhecido, ou seja, queria que eles acreditassem que ele tinha ressuscitado e que estava vivo no meio deles. Imediatamente, mesmo à noite, eles retornaram para Jerusalém, para junto da Comunidade dos Onze, onde puderam contar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão”&lt;/span&gt;. Os outros discípulos também confirmaram a ressurreição e lhes contaram a aparição a Simão. Agora, sim, tendo encontrado e reconhecido Jesus, a comunidade dos discípulos é confirmada na fé e na esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Eucaristia é partilha do pão na comunidade. Podemos afirmar também que a Eucaristia gera e confirma a comunidade. A celebração da Eucaristia deve levar as pessoas ao reconhecimento de Jesus, ou seja, a participação no Corpo e Sangue de Cristo deve abrir seus olhos e corações para que possam reconhecer Jesus. Não adianta receber a Eucaristia sem reconhecer Jesus. Então, o que significa reconhecer Jesus? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para reconhecer Jesus a pessoa precisa permanecer na comum-unidade, pois fora desta pode até haver conhecimento teórico de Cristo, mas jamais verdadeira comunhão com ele. Mesmo os que estão fora do Cristianismo, mas que acreditam em Jesus e em seu projeto, estão, de certa forma, inseridos em alguma realidade onde viva a comum-unidade: são os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cristãos anônimos&lt;/span&gt;, reconhecidos pelo teólogo Karl Rahner no Concílio Vaticano II. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que exista a comm-unidade, as pessoas precisam se reconhecer, mutuamente; e tal reconhecimento passa, necessariamente, pela solidariedade. Dom Hélder Câmara conceituava &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;solidariedade como amor de atos, não de palavras&lt;/span&gt;. Partilhar o pão é mais que participar da Eucaristia, é ser solidário com os que precisam de nossos gestos e palavras. Não adianta querer reconhecer Jesus somente na Eucaristia, enquanto pão e vinho no altar; é preciso reconhecê-lo no rosto do outro, nosso irmão. Precisamos aprender com Jesus no caminho para Emaús: a nos aproximar das pessoas, caminharmos com elas, escutá-las, permanecermos e partirmos o pão com elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja-hierárquica ou “Igreja-poder” precisa aprender com Jesus a fazer o mesmo, ou seja, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;aproximar-se cada vez mais dos pobres, caminhar com eles, escutá-los, permanecer com eles e partir com eles o pão da Palavra, da Eucaristia, da justiça e da solidariedade&lt;/span&gt;. A Igreja deve aprender com os pobres a ser a Igreja pensada por Jesus: humilde e serva da humanidade. Reanimar os desanimados, despertar a esperança nos desesperados, escutar o clamor dos oprimidos por justiça, assumir a esperança dos pobres constituem a missão da Igreja no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8417893464632505007?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8417893464632505007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8417893464632505007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8417893464632505007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8417893464632505007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/jesus-de-nazare-deus-que-caminha.html' title='Jesus de Nazaré: Deus que caminha conosco'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dCmqv-xWkbA/TcX6LsTL_EI/AAAAAAAAAtc/eIItw0Q5Q4E/s72-c/disc%25C3%25ADpulos%2Bema%25C3%25BAs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5485064292842184344</id><published>2011-05-07T10:14:00.003-03:00</published><updated>2011-05-07T10:21:31.701-03:00</updated><title type='text'>O reconhecimento da união estável entre casais homossexuais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-QFnISC3tMjk/TcVHVD0ilwI/AAAAAAAAAtU/8Zyvc5l5Xxc/s1600/uniao%2Bhomoafetiva.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QFnISC3tMjk/TcVHVD0ilwI/AAAAAAAAAtU/8Zyvc5l5Xxc/s320/uniao%2Bhomoafetiva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603963738460952322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A questão a ser tratada neste artigo é complexa e polêmica. Trata-se de uma decisão histórica: o reconhecimento, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), da união estável entre casais homossexuais. O Censo Demográfico de 2010 contabiliza mais de 60 mil casais homossexuais no Brasil. Isto mostra que se trata de uma realidade que não pode ser ignorada, mas que merece nossa reflexão e atenção. Para evitarmos equívocos, vamos conceituar a homossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que é a homossexualidade? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da homossexualidade traz muita divergência entre os estudiosos. No meio popular, a questão é tratada com preconceito e discriminação. Os noticiários têm mostrado que, de modo geral, a sociedade tem apresentado muitas resistências à aceitação da conduta e/ou opção homossexual. A intolerância, o preconceito e a discriminação estão presentes e atos de violência contra homossexuais estão se tornando cada vez mais comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não cometermos uma grave injustiça contra os homossexuais, não podemos confundir a homossexualidade com pedofilia, depravação, maldade, desvio de personalidade ou doença. Os estudos psicanalíticos e psicológicos já provaram, há décadas, que tal condição não tem nenhuma ligação com nenhuma destas coisas. Todos estes “clichês”, reproduzidos pela sociedade machista, são frutos do preconceito e devem ser evitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando a obra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O enigma da esfinge&lt;/span&gt;, do Frei Antônio Moser, o teólogo e filósofo José Lisboa Moreira de Oliveira, em sua obra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acompanhamento de vocações homossexuais&lt;/span&gt;, conceitua a homossexualidade da seguinte maneira: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“a homossexualidade, segundo a maioria dos especialistas na questão, designa uma orientação sexual pela qual pessoas, ‘em sua vida adulta, sentem atração preferencial por alguém do mesmo sexo, mantendo ocasionalmente relações genitais’”&lt;/span&gt; (OLIVEIRA, José Lisboa Moreira de. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acompanhamento de vocações homossexuais&lt;/span&gt;. São Paulo: Paulus, 2008, p. 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A decisão do STF e suas implicações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira passada, 05/05, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre casais homossexuais. O que significa esta decisão? Significa o reconhecimento de direitos como herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária, inclusão do companheiro como dependente em planos de saúde, entre outros benefícios. A partir da decisão do STF, estes direitos terão que ser respeitados e/ou atendidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta decisão causa divergência na opinião pública e é contestada pelas Igrejas cristãs, principalmente pela Igreja Católica porque a chamada &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;entidade familiar&lt;/span&gt;, tradicionalmente, é constituída pela união estável entre homem e mulher. Além de afetar o conceito tradicional de entidade familiar, tal decisão levará à discussão sobre a possibilidade do casamento civil e adoção de crianças por parte de casais homossexuais. Aqui aparece o conflito da Igreja com os homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homossexuais e matrimônio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja desaprova a decisão do STF porque em sua doutrina ensina o seguinte: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor”&lt;/span&gt; (CIC – Catecismo da Igreja Católica, n. 1601). Esta é a doutrina da Igreja e corresponde à sua compreensão de entidade familiar. Para a Igreja, o matrimônio é um bem inviolável porque Deus mesmo é seu autor (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gaudium et Spes&lt;/span&gt;, n. 48, 1). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta doutrina eclesiástica ensina que é inconcebível a realização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo na Igreja. Eis o que diz o n. 2357 do mesmo Catecismo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves [cf. Gn 19, 1 – 29; Rm 1, 24 – 27; 1 Cor 6, 9 – 10; 1 Tm 1, 10] a tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural. Fecham complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Igreja, a desaprovação não quer dizer exclusão. Assim, os homossexuais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir o sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição”&lt;/span&gt; (CIC, n. 2358). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homossexuais e o Evangelho de Jesus de Nazaré&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos evangelhos, Jesus não faz nenhuma referência à homossexualidade. Por isso, ninguém pode julgar, condenar e/ou avaliar tal condição a partir da palavra de Jesus. Mesmo Jesus não tendo falado nada a respeito da homossexualidade, podemos refletir sobre a mesma a partir do mandamento maior ensinado por Jesus: o amor. Este está acima de toda e qualquer lei ou orientação eclesiástica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência missionária de Jesus mostra, claramente, que ele viveu intimamente ligado aos pecadores e marginalizados de seu tempo. A leitura dos evangelhos mostra-o sempre no meio dos pecadores, considerados indignos e impuros. Jesus tinha uma predileção pelos pecadores: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não são os que estão com boa saúde que tem necessidade de médico, mas os pecadores”&lt;/span&gt; (Mc 2, 17). Assim, podemos assegurar que os pecadores foram acolhidos e perdoados por Jesus. Este lhes restituiu a dignidade e a alegria de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta experiência amorosa e misericordiosa de Jesus podemos assegurar que o preconceito e a discriminação que a sociedade e as Igrejas têm para com os homossexuais são uma injustiça e um pecado grave. Infelizmente, cristãos fundamentalistas se utilizam da Sagrada Escritura para julgar e condenar os homossexuais; sendo que, a partir da própria Escritura se conclui que esta é uma atitude gravemente pecaminosa: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento que vocês julgarem, serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem”&lt;/span&gt; (Mt 7, 1 – 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homossexuais fazem parte das minorias excluídas da sociedade e foi para estas minorias que Jesus veio. Não se trata de defender a opção homossexual, mas de promover o respeito e a liberdade para com o ser humano. Todas as pessoas são livres para fazer suas escolhas. Nenhuma instituição tem o direito de controlar a sexualidade de ninguém. A Igreja tem todo direito de expressar o que acha certo ou errado em matéria de conduta moral e sexual, mas não lhe foi dada autoridade nenhuma para impor leis e prescrições tendo em vista o controle da vida sexual do ser humano. Infelizmente, há essa prática e/ou tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda espécie de condenação do próximo é antievangélica. Não somos obrigados a aceitar a homossexualidade. Somos livres para isto. Mas a convivência com a diversidade sexual nos convida à prática do respeito e da tolerância. Saber conviver com o diferente é uma necessidade humana; do contrário, não suportaremos viver numa sociedade marcada pelas diversas formas de violência contra o ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, a liberdade nos ensina que os homossexuais devem respeitar os heterossexuais evitando, assim, a imposição do que se passou a chamar de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cultura gay&lt;/span&gt;; e os heterossexuais, por sua vez, devem respeitá-los em suas manifestações peculiares. Toda forma de imposição também gera intolerância. Esta é, por si mesma, uma violência no convivo social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São significativas as palavras do Ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento no STF: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Estamos aqui diante de uma situação de descompasso em que o Direito não foi capaz de acompanhar as profundas mudanças sociais. Essas uniões sempre existiram e sempre existirão. O que muda é a forma como as sociedades as enxergam e vão enxergar em cada parte do mundo. Houve uma significativa mudança de paradigmas nas últimas duas décadas”&lt;/span&gt;. Tanto a sociedade quanto as Igrejas precisam refletir, seriamente, sobre estas mudanças paradigmáticas, pois estas estão implicadas no processo de evangelização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5485064292842184344?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5485064292842184344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5485064292842184344' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5485064292842184344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5485064292842184344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/o-reconhecimento-da-uniao-estavel-entre.html' title='O reconhecimento da união estável entre casais homossexuais'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QFnISC3tMjk/TcVHVD0ilwI/AAAAAAAAAtU/8Zyvc5l5Xxc/s72-c/uniao%2Bhomoafetiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5878860885463856795</id><published>2011-05-04T07:38:00.003-03:00</published><updated>2011-05-04T07:43:03.833-03:00</updated><title type='text'>O que virá após a morte de Osama bin Laden?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-eH5W_NejfcM/TcEtp8Gny1I/AAAAAAAAAtM/vNyLVsRMNcA/s1600/Bin%2BLaden.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-eH5W_NejfcM/TcEtp8Gny1I/AAAAAAAAAtM/vNyLVsRMNcA/s320/Bin%2BLaden.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602809609957395282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de dez anos de uma procura sangrenta encontraram e mataram aquele que era considerado o maior terrorista da história: Osama bin Laden. Os EUA são implacáveis com seus inimigos. Bin Laden não foi esperto o suficiente se escondendo próximo às forças armadas do Paquistão, pois pensava que lá estaria seguro. De fato, Jesus teve razão ao dizer que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nada é oculto que não se descubra&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma discussão para se saber se o governo paquistanês escondeu Osama bin Laden. Uns acham que sim, outros não. A desconfiança é geral. Os EUA, ora agradecem ao governo paquistanês pelas valiosas informações que levaram à captura do terrorista, ora reforçam a desconfiança dos líderes da União Européia. O que está por trás da discussão não é coisa difícil de adivinhar. Os EUA querem mais um pretexto para continuar fazendo umas das coisas que mais sabem fazer: matar seres humanos na busca de seus interesses políticos e econômicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da falsa democracia e da pseudo-liberdade, os EUA tem ceifado a vida de muita gente. No Oriente Médio existem duas “jóias” valiosas aos olhos dos norte-americanos: o petróleo e os terroristas. Não há instituição internacional de direitos humanos que barre a invasão criminosa dos EUA nos países árabes. Até a ONU assiste, passivamente, tais invasões. Saddam Hussein foi preso, julgado e morto. Com Osama bin Laden foi diferente: a ordem foi para eliminá-lo, imediatamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terrorista morreu desarmado com um tiro na cabeça. Para passar a idéia de que os norte-americanos respeitam a cultura islâmica, o corpo de Osama foi jogado ao mar, depois de lavado e enrolado num lençol branco, como manda o ritual islâmico. O jovem esquizofrênico Wellignton, que se identificou com tal cultura, também pediu para ser sepultado do mesmo jeito, após ter matado doze crianças, ferido outras e de ter se suicidado; mas a justiça brasileira parece que não foi sensível ao pedido do jovem demonizado pela mídia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;guerra contra o terrorismo&lt;/span&gt;. A expressão em si já é contraditória. Onde já se viu combater o terror com o terror? É um mal que se multiplica. Mas o objetivo é este mesmo. Os EUA não estão preocupados com a paz no Oriente Médio. Esta paz nunca foi a meta a ser alcançada. No pentágono, centro de inteligência militar norte-americano, a ideologia reinante é a mesma que reina entre os talibãs: há uma sede de matar recíprocas. Não se fala em paz. Esta palavra é utilizada como falácia para tentar enganar a Comunidade Internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Martin Luther King e tantos outros nos ensinaram que a paz é fruto da prática da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;justiça&lt;/span&gt; e do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;amor&lt;/span&gt; para com o ser humano. À justiça e ao amor acrescentem-se o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;respeito&lt;/span&gt; e a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tolerância&lt;/span&gt;. Estes valores promovem a verdadeira paz. A cultura da eliminação do outro não constrói a vida, mas provoca, infinitamente, a morte. A guerra contra o terrorismo não terminará nunca, pois o número dos que odeiam os EUA é incontável. O ódio gera ódio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom senso não nos permite legitimar ação terrorista alguma. Todas as formas de assassinato e genocídio são injustificáveis. O que pretendi pensar foi a injustificável maneira dos EUA combaterem o terrorismo. Nenhuma forma de combate é saudável. A palavra combate em si mesma é má e induz ao mal. A intolerância, o preconceito, a discriminação e o desrespeito têm levado às diversas formas de terrorismo no Oriente Médio; e se não nos educarmos para o sentido oposto destas causas, ou seja, se não procurarmos viver a tolerância e o respeito, tais males farão parte de nossas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não estamos diretamente envolvidos com o terrorismo, o que podemos fazer para que este mal não venha fazer parte de nossas vidas? A resposta é simples: é preciso criar uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cultura de paz&lt;/span&gt;. Eis algumas sugestões para a paz reine entre nós: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Eduquemos o nosso olhar. A maneira como olhamos o mundo e as pessoas influencia o nosso modo de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Evitemos julgamentos precipitados da realidade e das pessoas. É muito sadio procurarmos saber das causas que levam a realidade e as pessoas a serem do jeito que são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) É preciso vermos o outro como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pessoa&lt;/span&gt;, digna de respeito e consideração. Não importa a condição do outro, este é sempre pessoa. Toda pessoa interpela respeito e atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) É preciso nos conscientizarmos de que não somos uma ilha nem sabemos de todas as coisas. Isto nos leva a pensar na necessidade da convivência (viver com). Não posso me comportar como se o mundo e as coisas fossem só minhas e de mais ninguém. O mundo é nosso. Nunca sabemos de tudo: o outro tem algo a nos dizer, precisamos escutá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Precisamos nos conscientizar também do valor da igualdade. Por mais rica e inteligente que seja uma pessoa, esta não é maior nem melhor do que as demais que vivem ao seu redor. É pura ilusão pensar o contrário. Reconhecer-se igual aos demais seres humanos não significa deixar de se valorizar e/ou anular as próprias virtudes e potencialidades, mas procurar ser humilde. Pessoas humildes vivem mais e melhor do que as que são prepotentes. Estas sofrem muito porque, de modo geral, são rejeitadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas dicas valem para todas as pessoas e tornam o mundo melhor. Existem muitas outras que poderiam ser citadas, mas se estas forem praticadas teremos uma convivência mais tranqüila e, conseqüentemente, menos problemática. Apostar na boa convivência é ter saúde física e psíquica, é promover a justiça e a paz. Por isso, não tenhamos medo de cultivá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5878860885463856795?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5878860885463856795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5878860885463856795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5878860885463856795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5878860885463856795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/o-que-vira-apos-morte-de-osama-bin.html' title='O que virá após a morte de Osama bin Laden?'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eH5W_NejfcM/TcEtp8Gny1I/AAAAAAAAAtM/vNyLVsRMNcA/s72-c/Bin%2BLaden.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-6010821886949189549</id><published>2011-05-01T16:58:00.003-03:00</published><updated>2011-05-01T17:04:02.266-03:00</updated><title type='text'>Testemunhar a ressurreição de Jesus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-z3-Ff4xsg_U/Tb28qs4z9qI/AAAAAAAAAtE/nbblRN0vWig/s1600/Tom%25C3%25A9%252C%2Bchamado%2BD%25C3%25ADdimo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 264px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-z3-Ff4xsg_U/Tb28qs4z9qI/AAAAAAAAAtE/nbblRN0vWig/s320/Tom%25C3%25A9%252C%2Bchamado%2BD%25C3%25ADdimo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601840953308739234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, eu também vos envio”&lt;/span&gt; (Jo 20, 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;II Domingo da Páscoa&lt;/span&gt; somos chamados a meditar a respeito da atitude de Tomé, discípulo de Jesus, que só acreditou no ressuscitado quando o viu (cf. Jo 20, 19 – 31). Com São Pedro compreendemos que acreditar e amar Jesus são a fonte de nossa alegria, e é também a nossa salvação (1 Pd 1, 3 – 9). A alegria é uma experiência pascal, porque na alegria não há desespero, mas viva esperança. E Lucas, nos Atos dos Apóstolos, nos ensina que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a comunidade que acredita no ressuscitado deve viver a fraternidade&lt;/span&gt;, pois fora desta não há testemunho de ressurreição. Em outras palavras, testemunha-se a ressurreição na escuta da Palavra de Deus, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O medo, a paz e o envio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo é uma experiência humana da qual ninguém escapa. Nós temos medo de muitas coisas e o medo da morte parece ser o mais ameaçador. Os discípulos de Jesus tinham muito medo das autoridades dos judeus, pois estas os perseguiam por causa de Jesus. Por isso que o texto de hoje se inicia informando que estavam fechadas as portas do lugar onde eles estavam. Sem a presença de Jesus, que lhes dava segurança, os discípulos só contavam com o medo. Este os paralisava e os impedia de acreditar na ressurreição. Infelizmente, os discípulos tinham medo até de Jesus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa deste medo inerente à condição humana, Jesus, que também sentiu medo da morte no monte das Oliveiras, percebeu a necessidade de aparecer aos seus discípulos e realizar diante deles vários sinais, a fim de que acreditassem na sua ressurreição. No texto de hoje, aparece três vezes a saudação: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A paz esteja convosco”&lt;/span&gt;. Jesus sabia que seus discípulos estavam com medo e tomados por uma angústia estarrecedora, pois sua morte na cruz os deixou desorientados. Basta imaginar um grupo de pessoas seguindo aquele que se autoproclamou Filho de Deus e, de repente, este se encontra aparentemente derrotado numa cruz. De fato, a situação pós-morte do Mestre é desconcertante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus deseja-lhes a paz e sopra sobre eles o Espírito Santo, conferindo-lhe a graça de perdoar os pecados. Com este sinal Jesus não está instituindo o sacramento da reconciliação que existe na Igreja. O que temos como sacramento, teologicamente elaborado, é posterior à experiência de Jesus. Com o sopro do Espírito Santo, Jesus quer que seus discípulos dêem testemunho de sua ressurreição no mundo e quer também que esta missão seja exercida com a mesma autoridade com que ele se valeu. Com a força do Espírito Santo, os discípulos foram enviados para pregar a Boa Nova que forma a comunidade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tomé e a experiência da visão do ressuscitado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomé não acreditou no testemunho das mulheres nem de seus coirmãos no discipulado que viram, antes dele, Jesus ressuscitado. Este o adverte: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não sejas incrédulo, mas fiel”&lt;/span&gt;. Jesus exige a fé madura e consciente de Tomé e de toda pessoa que deseja segui-lo. A fé pressupõe fidelidade, ou seja, quem crê deve procurar ser fiel. Digo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;deve procurar&lt;/span&gt; porque nossa condição humana não nos permite sermos plenamente fiéis a Jesus. Por isso, nossa fidelidade é sempre imperfeita, vítima das provações e pecados que cometemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de descrença de Tomé é a experiência vivida por muitas pessoas que têm dificuldades para acreditar em Jesus. Elas querem ver sinais que provem que Jesus está vivo e presente na vida da comunidade. Na Igreja, há cristãos que desejam ver Jesus tal como ele é, como se isto fosse necessário na construção do Reino de Deus. Estes cristãos se esquecem que Jesus está presente na vida sofrida do povo de Deus, padecendo e ressuscitando na história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, todo cristão tem um pouco da incredulidade de Tomé, mas o que não pode acontecer é que tal incredulidade oriente a nossa vida. Para sermos testemunhas da ressurreição de Jesus precisamos depositar a nossa confiança em Jesus, ter fé nele e nos colocarmos em seu caminho. A nossa fidelidade ao caminho de Jesus nos torna testemunhas de sua ressurreição. É do testemunho que brota a comunidade e é nesta que se vive a fraternidade. Nós testemunhamos Jesus na comunidade e a existência desta é sinal de que estamos no caminho de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profeta José Comblin não se cansava de ensinar que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“seguir Jesus não é render-lhe culto. Seguir Jesus é se colocar em seu caminho e perseverar”&lt;/span&gt;. Pois bem, ser testemunha da ressurreição de Jesus é segui-lo, portanto, é se colocar em seu caminho e perseverar. Crer no ressuscitado é colaborar na ressurreição dos pobres crucificados. Estes são vítimas de diversas injustiças, que precisam ser denunciadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Cristianismo, infelizmente, temos mais pessoas que prestam culto a Jesus do que autênticos seguidores. A explicação disso deve-se à exigência fundamental do seguimento de Cristo: a entrega da própria vida. Neste mundo seduzido pelo poder, pelo prestígio e pela riqueza, poucos são os que estão dispostos a entregar a própria vida na construção do Reino de Deus inaugurado por Jesus de Nazaré. Neste sentido, é mais fácil e mais cômodo cultuar Jesus do que segui-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto evangélico deste Domingo termina com as seguintes palavras: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”&lt;/span&gt;. Jesus ressuscitou para termos vida nele. Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos porque quer que a vida prevaleça sobre a morte. Assim, a celebração da Páscoa de Cristo é a celebração da vida, e celebrar a vida significa assumir, afetiva e efetivamente, a defesa e a promoção da vida do todo ser humano explorado e, portanto, sofredor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja vive a experiência da Páscoa de Jesus quando trabalha a serviço da ressurreição dos empobrecidos, pois estes carregam unidos a Jesus, a pesada cruz das injustiças que lhes são cometidas. A Igreja é chamada a ser um sinal de ressurreição no mundo, jamais uma cruz nas costas do povo de Deus. E neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador e celebração da memória de São José, operário; não podemos deixar de reconhecer o valor do trabalho na vida do ser humano e de denunciarmos a falta do mesmo na vida de tanta gente, falta que gera fome, violência e tantos outros males oriundos da privação das mínimas condições de vida digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-6010821886949189549?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/6010821886949189549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=6010821886949189549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6010821886949189549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6010821886949189549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/05/testemunhar-ressurreicao-de-jesus.html' title='Testemunhar a ressurreição de Jesus'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-z3-Ff4xsg_U/Tb28qs4z9qI/AAAAAAAAAtE/nbblRN0vWig/s72-c/Tom%25C3%25A9%252C%2Bchamado%2BD%25C3%25ADdimo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-6430174169752699641</id><published>2011-04-30T11:27:00.001-03:00</published><updated>2011-04-30T11:33:46.210-03:00</updated><title type='text'>João Paulo II, beato</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Y_pI2XvmlMU/Tbwdu-lFasI/AAAAAAAAAs8/zlpaOUjAT4Q/s1600/JP%2BII.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y_pI2XvmlMU/Tbwdu-lFasI/AAAAAAAAAs8/zlpaOUjAT4Q/s320/JP%2BII.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601384729451784898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Insistentes pessoas&lt;br /&gt;Me pedem: fala para nós&lt;br /&gt;É digno de beatitude, João Paulo II?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que não sou João nem Paulo nem II,&lt;br /&gt;Não sou diácono, &lt;br /&gt;Nem padre,&lt;br /&gt;Nem bispo. Quem sou, senão um batizado pecador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelo para a poesia:&lt;br /&gt;Emaranhado de palavras soltas,&lt;br /&gt;Livres,&lt;br /&gt;Às Vezes, desconcertantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prudência, o respeito&lt;br /&gt;A autoridade, &lt;br /&gt;A ameaça e o perigo:&lt;br /&gt;Tudo isso está misturado e, muitas vezes, confundido com evangelização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigos,&lt;br /&gt;Críticas claras e profeticamente elaboradas,&lt;br /&gt;Pensadas e escritas por gente de estola e por alguns de mitra imponente,&lt;br /&gt;Deixo-as para os idosos:&lt;br /&gt;Que já não lêem mais cartilhas nem falam mais latim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, cabe apenas dirigi uma prece&lt;br /&gt;Àquele que passou pelo mundo fazendo o bem:&lt;br /&gt;Despojado de poder, porque humilde,&lt;br /&gt;Despojado de prestígio, porque simples,&lt;br /&gt;Despojado de riqueza, porque pobre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Jesus, dileto amigo e irmão,&lt;br /&gt;Tu não inventaste nada, só amaste e ensinaste amando a amar.&lt;br /&gt;Amando, ensinaste o segredo da verdadeira santidade:&lt;br /&gt;É santa a pessoa que usa a tolha na cintura&lt;br /&gt;E serve lavando os pés dos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa de avental não censura,&lt;br /&gt;Não persegue,&lt;br /&gt;Não silencia,&lt;br /&gt;Não discrimina,&lt;br /&gt;O outramente outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei Jesus&lt;br /&gt;Que a perfeição se encontra em Ti,&lt;br /&gt;Mas sei também,&lt;br /&gt;Que para ser santo é preciso ser pobre,&lt;br /&gt;Pobremente servidor. &lt;br /&gt;Teu Evangelho ensina&lt;br /&gt;Que ninguém faz ninguém santo:&lt;br /&gt;Nem pessoa, nem Lei nem instituição.&lt;br /&gt;Santidade é liberdade no amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre Jesus, &lt;br /&gt;Os olhos dos cegos.&lt;br /&gt;Toca Jesus,&lt;br /&gt;No coração dos endurecidos,&lt;br /&gt;A fim de que reconheçam que a santidade não vem cima, mas se constrói a partir de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se constrói nos porões da humanidade:&lt;br /&gt;Na simplicidade do homem do campo,&lt;br /&gt;Na aflição da mãe chorosa,&lt;br /&gt;No grito do faminto,&lt;br /&gt;No sorriso da criança inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, tu ensinaste aos teus que a santidade não se constrói:&lt;br /&gt;No luxo dos palácios,&lt;br /&gt;No autoritarismo opressor,&lt;br /&gt;Nas tradições alienantes,&lt;br /&gt;Nas espúrias negociações financeiras em nome de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, amado e dileto irmão,&lt;br /&gt;Peço-te só mais uma coisa,&lt;br /&gt;Talvez a mais importante de todas:&lt;br /&gt;Conserva-nos em teu caminho,&lt;br /&gt;Caminho de vida e de liberdade,&lt;br /&gt;Porque somente assim, &lt;br /&gt;Seremos santos e salvos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém,&lt;br /&gt;Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-6430174169752699641?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/6430174169752699641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=6430174169752699641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6430174169752699641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6430174169752699641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/joao-paulo-ii-beato.html' title='João Paulo II, beato'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y_pI2XvmlMU/Tbwdu-lFasI/AAAAAAAAAs8/zlpaOUjAT4Q/s72-c/JP%2BII.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-6031327388372675450</id><published>2011-04-29T16:05:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T16:09:33.791-03:00</updated><title type='text'>Dom Paulo Evaristo Arns: um cardeal profeta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-QIh6HJWFKkQ/TbsM5gt7XaI/AAAAAAAAAs0/6rvbue1jDcg/s1600/paulo%2Bevaristo%2Barns.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 237px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QIh6HJWFKkQ/TbsM5gt7XaI/AAAAAAAAAs0/6rvbue1jDcg/s320/paulo%2Bevaristo%2Barns.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601084743739989410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comumente, a maioria das profetisas e dos profetas da Igreja não é devidamente reconhecida quando viva, mas, às vezes, depois do martírio ou da morte natural. Quem conhece a história dos profetas de Javé descrita no Antigo Testamento da Bíblia, assim como a atuação profética de Jesus de Nazaré, certamente, não ignora esta falta de reconhecimento. Por que não ignora? Porque os profetas não procuram reconhecimento. A denúncia das injustiças cometidas não agrada muito aos setores poderosos da sociedade e da mídia manipuladora. É muito mais cômodo para a mídia noticiar, pormenorizadamente, o casamento real que acontece na Inglaterra! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria Igreja não confere o devido valor às profetisas e aos profetas do povo de Deus. Isto acontece porque o profeta não está comprometido com a verdade da Igreja, mas com o anúncio do Evangelho de Jesus de Nazaré e com a denúncia de tudo o que se opõe ao Reino de Deus; e como na Igreja temos a atuação das forças do anti-Reino, os profetas a denunciam com a mesma coragem e audácia com que denunciam o poder opressor que ceifa a vida do povo de Deus. Na fileira dos grandes profetas que surgiram na Igreja após o Concílio Vaticano II está o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cardeal Dom Paulo Evaristo Arns&lt;/span&gt;. Quem é este homem de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Forquilhinha, então distrito de Criciúma – SC, em 14 d setembro de 1921. É o quinto de treze filhos do casal Helena Steiner e Gabriel Arns, agricultores de origem alemã. Foi ordenado padre franciscano em 1945, em Petrópolis, RJ. Na Sorbonne, em Paris, doutorou-se em Letras e em 1966 foi eleito bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. O Papa Paulo VI, em 1970, o nomeou Arcebispo de São Paulo. Nesta data, a ditadura militar estava vigorando no Brasil. Para a surpresa de todos, Dom Paulo E. Arns vendeu o palácio episcopal para, com o dinheiro, levantar centros comunitários na periferia de São Paulo. Ele compreendeu que o bispo na Igreja pós-concílio não é mais príncipe, por isso não havia mais necessidade de palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corajosamente, em 1973, o mesmo Papa o nomeia cardeal da Igreja. Esta nomeação não mudou a sua personalidade: do reduzido número dos bispos contrários ao regime militar e que a enfrentaram profeticamente, Dom Paulo E. Arns fez parte. Apesar de não gostarem dele, os militares o respeitavam. Até 1998, quando precisou renunciar ao governo da Arquidiocese, no limite de idade prescrito pelo direito canônico, Dom Paulo E. Arns foi um fiel defensor da justiça, autor do projeto &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Brasil: Nunca Mais”&lt;/span&gt;, que mergulhou nos arquivos da ditadura militar e denunciou a tortura entre 1964 e 1978. Ele abrigou em sua casa inúmeros estudantes, intelectuais e demais pessoas que eram perseguidas pelos militares devido à militância contra o sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Paulo E. Arns já é internacionalmente reconhecido por diversas organizações de direitos humanos, universidades e pela própria Organização das Nações Unidas. Esta lhe outorgou o prêmio de Alto-Comissariado da ONU para refugiados, da Unicef e de outros organismos internacionais. Mas o profeta, como disse acima, não procura nada disso. Antes, ele se preocupa com uma questão que também preocupou o recentemente falecido profeta Pe. José Comblin, que era amigo do cardeal: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Onde estão os profetas da Igreja de hoje?&lt;/span&gt;... Esta é uma questão inquietante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe Igreja fiel a Jesus sem que nela haja a atuação dos profetas, pois estes, destituídos da ambição pelo poder, chamam a atenção da Igreja para o seguimento de Jesus de Nazaré. Apesar da inquietante questão acima mencionada, a manifestação do Espírito de Deus ao longo da história da Igreja assegura-nos que jamais ficaremos sem profetas. Como disse o profeta Pe. José Comblin: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Os profetas estão no meio de nós”&lt;/span&gt;. Eles não aparecem porque a mídia, de modo geral, não se interessa pela verdade, nem pela promoção da justiça que gera a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Paulo E. Arns soube, com a humildade e com a mansidão que lhe são características, equilibrar profecia e posto cardinalício. Isto é muito raro na história da Igreja. Na Igreja, o posto cardinalício, depois do ofício papal, é o maior na hierarquia eclesiástica; mas como o Espírito Santo sopra onde quer e dirige o ser humano pelos caminhos que Deus quer, então surgem como que acidentalmente na hierarquia da Igreja figuras como Dom Paulo E. Arns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Paulo E. Arns tem 89 anos e em dezembro de 2010, celebrou 65 anos de ordenação sacerdotal. Reconhecer o profetismo deste grande cardeal e profeta da Igreja é rezar para que o Espírito nos envie outros profetas para a conversão do mundo, é trilharmos o caminho de Jesus e sermos também profetas do Reino de Deus neste mundo tomado pelas injustiças. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O profeta existe no caminho de Jesus, jamais fora dele&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo esta reflexão mencionando a declaração feita pelo cardeal ao jornalista Celso Lungaretti, citada por Pedro Miskalo na edição de março do corrente ano da revista Mundo e Missão, p. 10: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A Igreja é o povo. Se o povo se mobiliza bem, a Igreja também se mobiliza. Então, é preciso unir estes dois conceitos. Precisamos caminhar para a fraternidade, para uma possibilidade de todos serem respeitados como filhos de Deus e irmãos uns dos outros”&lt;/span&gt; (in: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tributo a um Imprescindível: dom Paulo Evaristo Arns&lt;/span&gt;). De fato, a Igreja é povo de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-6031327388372675450?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/6031327388372675450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=6031327388372675450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6031327388372675450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/6031327388372675450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/dom-paulo-evaristo-arns-um-cardeal.html' title='Dom Paulo Evaristo Arns: um cardeal profeta'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QIh6HJWFKkQ/TbsM5gt7XaI/AAAAAAAAAs0/6rvbue1jDcg/s72-c/paulo%2Bevaristo%2Barns.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-1264897183767996680</id><published>2011-04-28T01:08:00.003-03:00</published><updated>2011-04-28T01:18:17.220-03:00</updated><title type='text'>Oposição desconcertada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-m0yX_T3HGJQ/TbjqFNXBdfI/AAAAAAAAAss/5x4n7M5Ezu0/s1600/psdb%2Be%2Bdem.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 253px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-m0yX_T3HGJQ/TbjqFNXBdfI/AAAAAAAAAss/5x4n7M5Ezu0/s320/psdb%2Be%2Bdem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600483511841682930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias, o presidente de honra do PSDB, FHC – Fernando Henrique Cardoso publicou um artigo intitulado “O papel da oposição” na edição nº 13 da Revista Interesse Nacional. Quando concluí a leitura do longo texto cheguei à conclusão de que a oposição está passando mal na política brasileira. O texto de FHC é inteligente e traz consigo a confirmação do que são o PSDB e o DEM na política nacional: partidos de elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma diferença entre afirmar partido &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;de&lt;/span&gt; elite e partido &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;da&lt;/span&gt; elite. Justifico-me. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;De elite&lt;/span&gt; porque FHC escreveu para chamar a atenção dos tucanos para a necessidade do partido abandonar o que chamou de “movimentos sociais” ou “povão” para que se conquiste a nova classe média que está, aos poucos, surgindo no Brasil. Creio que FHC se esqueceu ou não admite a verdade de que o PSDB e DEM nunca se interessaram pelo “povão”. Isto mesmo! Vou explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma segunda diferença a ser constatada: entre interesse pelo “povão” e manipulação do “povão”. Quem se recorda da última campanha presidencial? Lembram da bolinha de papel que se transformou numa pedra atirada na cabeça do candidato José Serra? A senhora Rede Globo até que tentou ajudar, mas não teve jeito! Lembram do silêncio generalizado durante todo o Governo FHC em matéria de corrupção na política? Parece que não havia corruptos naquele tempo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguns tucanos são espertos: repudiaram, publicamente, a idéia central de seu presidente de honra: foram unânimes em afirmar que a vitória nas urnas depende do “povão”. Eles aprenderam e jamais vão esquecer que a soma da maioria dos votos dos nordestinos foi a maior contribuição para a vitória da presidente Dilma. FHC afirma que este “povão” é ignorante em matéria de política: chama-o de pessoas “aparelhadas”. Será mesmo?!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito do artigo de FHC foi devastador. Agora se fala de fusão entre os partidos DEM e PSDB. José Serra não opina, pois, politicamente, parece que faleceu! Aércio Neves subiu à tribuna do Senado, falou bem e bonito, mas após uma semana ninguém sabe mais nada do que o mineiro falou. O Jornal Nacional não tem mais o que dizer a respeito dos discursos fervorosos dos tucanos e democratas.  Tais discursos não existem mais. O que está por trás disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse que todo reino dividido entre si acaba em inevitável destruição: é isto que está acontecendo com a oposição. O PSDB está radicalmente dividido entre si: os tucanos paulistas não querem conversa com os tucanos mineiros; recentemente, Gilberto Kassab resolveu fundar um partido; Aércio não quer conversa com José Serra; há uma briga intensa pelo poder entre guetos no interior tanto do PSDB quanto do DEM; não há um projeto partidário comum, cada um pensa e age como quer sem se preocupar com a unidade partidária; e por fim, com a fundação do novo partido do Gilberto Kassab, os tucanos estão dando um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;show&lt;/span&gt; de infidelidade partidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bom que a política nacional fique sem oposição, pois o Governo precisa ser fiscalizado e cobrado. Não há democracia sadia sem uma oposição com bases e projetos sólidos, aberta à discussão e à construção de um país melhor para todos. Resta-nos esperar para vermos o desfecho desta triste e vergonhosa situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-1264897183767996680?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/1264897183767996680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=1264897183767996680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1264897183767996680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/1264897183767996680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/oposicao-desconcertada.html' title='Oposição desconcertada'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-m0yX_T3HGJQ/TbjqFNXBdfI/AAAAAAAAAss/5x4n7M5Ezu0/s72-c/psdb%2Be%2Bdem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-929278655486259020</id><published>2011-04-23T16:05:00.004-03:00</published><updated>2011-04-23T16:16:20.864-03:00</updated><title type='text'>A ressurreição de Jesus: vida que vence a morte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-vC6Gx_B1NYY/TbMle-pHYeI/AAAAAAAAAsk/EY4n043dYZw/s1600/ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vC6Gx_B1NYY/TbMle-pHYeI/AAAAAAAAAsk/EY4n043dYZw/s320/ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598859975893410274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Na verdade o Cristo ressuscitou, aleluia! A ele o poder e a glória pelos séculos eternos”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;(Antífona da entrada do Domingo de Páscoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado/a amigo/a e irmão/ã em Cristo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nos anos anteriores, eis que lhe dirijo mais uma vez uma palavra a respeito da maior Solenidade do ano litúrgico: a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ressurreição do Senhor&lt;/span&gt;. Esta solene Celebração deve se dá na comunhão e jamais fora desta. Jesus ressuscitou para que tenhamos vida e esta acontece na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fraternidade&lt;/span&gt;. A experiência da Igreja primitiva nos ensina a bem celebrarmos a Páscoa: na partilha do pão, na escuta da Palavra e na solidariedade para com os que sofrem. Fora da vivência destes valores que formam a autêntica &lt;span style="font-style:italic;"&gt;comunidade cristã&lt;/span&gt; não existe celebração da ressurreição de Jesus, mas somente louvor vazio sem perspectiva de futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Antes da vitória, a perseguição e a morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se viu alguém vencer sem antes lutar. Para que a vitória tenha sentido, a luta precisa ser considerada. Assim, a ressurreição de Jesus está intimamente ligada à sua paixão e morte na cruz: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O ressuscitado é o crucificado”&lt;/span&gt;, ensina-nos Jon Sobrino, teólogo jesuíta em El Salvador. A paixão e morte de Jesus foi conseqüência de sua opção preferencial pelos empobrecidos. Ele não se entregou à morte de cruz somente pensando no perdão de nossos pecados, pensar isto é não entender o verdadeiro significado de sua morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Jesus tem causas. Jesus foi entregue pelas autoridades religiosas e civis de seu tempo, foi rejeitado porque optou pelos últimos e esta opção incomodou os religiosos e magistrados, que estavam ligados ao poder imperial romano. Jesus foi acusado injustamente e odiado por causar desordem, morreu com a fama de desobediente e agitador político. As autoridades judaicas o odiavam porque ele não deixava passar despercebidos a hipocrisia, os pecados e crimes cometidos contra a vida do povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus enviou Jesus, seu amado Filho, para inaugurar o novo céu e a nova terra, onde reinarão a justiça e o amor. O Reino de Deus, realidade viva no meio do mundo, que acontece na contingência de todas as coisas, é trabalho árduo, é labuta cotidiana assumida pelas mãos e pelo suor dos que se colocaram e se colocam no caminho de Jesus. Os poderosos deste mundo, agentes da separação e da exploração, não se cansam de barrar a construção do Reino de Deus, são inimigos do caminho de Jesus e dos que se colocam neste caminho. Estes &lt;span style="font-style:italic;"&gt;diabolus&lt;/span&gt; (diabos), que se opõem à vida e promovem a morte estão dentro e fora da comunidade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus optou pelos vencidos de seu tempo e comungou com a sorte deles. Qual era a sua sorte? Sofrimentos, perseguições e morte. Crucificado, Jesus se torna representante dos oprimidos e dos injustiçados. Estes se identificaram com Jesus porque ele era como eles: sem poder, sem prestígio e sem riquezas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Humano como Jesus só sendo Deus mesmo”&lt;/span&gt;, ensina-nos o teólogo Leonardo Boff. Jesus é a presença real de Deus no meio de seu povo. Ele assumiu até as últimas conseqüências a nossa humanidade: missão que lhe foi confiada por Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue de Jesus é o sangue dos mártires, mulheres e homens que não têm medo de entregar a vida por causa de Jesus e de seu Evangelho. Estes mártires da verdadeira fé cristã não se identificam com os opressores nem com seus projetos mortíferos, mas com o Reino de Deus. Os mártires são pessoas profundamente identificadas com o Cristo servo e justo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ressurreição de Cristo e da verdadeira Igreja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Comblin, teólogo e profeta da Igreja dos Pobres, que viveu recentemente a experiência da páscoa definitiva, não se cansou de denunciar o que ele chamava de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;letargia&lt;/span&gt;, que está tomando conta da Igreja. O dicionário Aurélio, dentre muitos significados, diz o seguinte sobre esta palavra: falta de ação, inércia, torpor. Como entender o fato de uma Igreja ser guiada pelo Espírito Santo e ser, ao mesmo tempo, tomada pela letargia? Vamos pensar a partir da ressurreição de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não ressuscitou para continuar vivendo, como antes vivia, com seus discípulos. Ele ressuscitou, subiu aos céus e, ao mesmo tempo, assegurou-nos sua presença entre nós. Mais do que sua ascensão, interessa-nos a sua presença fraterna entre nós: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jesus é o Emanuel, Deus conosco&lt;/span&gt;. Esta presença amorosa e fraterna de Jesus nos ensina a vivermos como ressuscitados no meio do mundo. Viver como ressuscitado significa se colocar no caminho de Jesus e perseverar, ensina-nos Jon Sobrino, em sua magistral obra teológica &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A fé em Jesus Cristo&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Igreja pascal&lt;/span&gt; é uma Igreja que se coloca a serviço dos crucificados da história, ou seja, dos empobrecidos e explorados pelos opressores. Literalmente, ensina-nos Jon Sobrino: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A cruz é o lugar teológico privilegiado para se compreender a ressurreição, e outros lugares o serão na medida em que analogicamente reproduzirem a realidade da cruz”&lt;/span&gt; (SOBRINO, Jon. A fé em Jesus Cristo – ensaio a partir das vítimas. Trad. de Ephraim F. Alves. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, se a Igreja quer mesmo assumir a ressurreição de Jesus, então, precisa, necessariamente, se colocar a serviço da vida e da liberdade dos empobrecidos. A realidade da cruz são as realidades dos empobrecidos. Ir ao encontro dos empobrecidos é ir ao encontro do Cristo crucificado que precisa ser ressuscitado. Se a Igreja não renunciar ao poder, ao prestígio e às riquezas para descer para o mundo da cruz de Cristo, logo não se pode falar de seguimento de Jesus de Nazaré, pois este acontece pelo mundo dos empobrecidos, nunca fora dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Celebração da Páscoa não deve ser somente cultual. Toda liturgia pascal desvinculada da realidade dos crucificados da história não agrada a Deus. Esta não é uma questão doutrinal nem ideológica, mas verdadeiramente evangélica. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Se com ele morremos, com ele ressuscitaremos”&lt;/span&gt;, exorta-nos o apóstolo Paulo (2 Tm 2, 12): é preciso fazermos a opção de Jesus e morrermos com ele, se quisermos ressuscitar de verdade; do contrário, todos os anos celebraremos superficialmente a Páscoa e continuaremos vivendo uma vida de “mortos-abulantes”, de pessoas que só querem celebrar com a boca e não com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos as guerras no Oriente Médio, a chacina da Escola Municipal do bairro Realengo do RJ, os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tsunamis&lt;/span&gt; destruidores no Japão e as inúmeras violências e injustiças praticadas contra os seres humanos; são sinais claros de um povo crucificado que precisa ressuscitar. Rezar, cruzar os braços e esperar que Jesus venha em sua glória para resolver todos estes problemas é ilusão e pecado grave de omissão. Viver como ressuscitados, repito, é se colocar a serviço dos empobrecidos deste mundo e fazer com que a ressurreição aconteça, a fim de que todos possam ter vida e vida em abundância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição de Jesus é a manifestação da glória de Deus e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“a glória de Deus é a vida do pobre”&lt;/span&gt;, ensina-nos Dom Oscar Romero. A ressurreição da verdadeira Igreja é a libertação integral da letargia que a impede de se colocar a serviço da vida e da liberdade dos empobrecidos, mas para que isto aconteça, os pastores da Igreja precisam se desvincular, definitivamente, do poder e dos poderosos, do prestígio e dos prestigiados, das riquezas e dos ricos. Sem este desvincular-se definitivo os empobrecidos continuarão abandonados. A valia dos empobrecidos é que, mesmo a Igreja não fazendo uma opção radical por eles, Deus não os abandona nem jamais os abandonará.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com esta reflexão e com este sentimento que lhe desejo uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FELIZ PÁSCOA!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fraternalmente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França da Silva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Campina Verde – MG, 23 de abril de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-929278655486259020?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/929278655486259020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=929278655486259020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/929278655486259020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/929278655486259020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/ressurreicao-de-jesus-vida-que-vence.html' title='A ressurreição de Jesus: vida que vence a morte'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vC6Gx_B1NYY/TbMle-pHYeI/AAAAAAAAAsk/EY4n043dYZw/s72-c/ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-4420730136183570082</id><published>2011-04-21T01:12:00.001-03:00</published><updated>2011-04-21T01:16:17.655-03:00</updated><title type='text'>Tríduo pascal: Eucaristia e serviço, morte e redenção, silêncio e espera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Ydda1MckLEo/Ta-vWsflROI/AAAAAAAAAsc/Y1z8Y3ukUXY/s1600/Crucificado.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 207px; height: 244px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ydda1MckLEo/Ta-vWsflROI/AAAAAAAAAsc/Y1z8Y3ukUXY/s320/Crucificado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597885666280424674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos” &lt;/span&gt;(Jo 15, 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos momentos de Cristo Jesus neste mundo, em sua condição humana, são significativos para o cristão e para a Igreja. Eles falam da missão de Jesus, que é a mesma missão que deve ser assumida por todo aquele que se colocar em seu caminho. A meditação dos mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus mostra que o colocar-se no seu caminho é exigência fundamental para a construção do Reino de Deus. A inauguração deste Reino levou Jesus à morte de cruz e sua fidelidade à vontade do Pai que o enviou ao mundo com esta missão o tornou vitorioso perante a morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quinta-feira: Eucaristia e serviço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido”&lt;/span&gt; (Jo 13, 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível compreender a Eucaristia sem o serviço fraterno. A Celebração da Ceia do Senhor é Ação de Graças a Deus presente na vida do próximo. Portanto, se não houver serviço do próximo, preferencialmente do próximo pobre e excluído, não há Eucaristia, mas somente rito e símbolos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja ensina que a Eucaristia foi instituída na última Ceia do Senhor. Pois bem, o que vem antes e depois desta Ceia? O que vem antes é uma vida totalmente a serviço dos oprimidos. Este serviço se traduziu na atenção, no cuidado e na compreensão do sofrimento dos empobrecidos; assim como no partilhar da vida deles. Jesus, obediente ao Pai, optou pelos últimos deste mundo, tornando-se um deles. Plenamente humano, o Cristo participou da vida do povo explorado de seu tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem depois é a missão deixada por ele. O que vem antes pode ser contemplado, mas não passivamente. A contemplação da vida de Jesus é caminho de aprendizado para a missão. O que vem depois é práxis libertadora; do contrário, o Reino não acontece. Assim sendo, Eucaristia é participação na vida de Jesus de Nazaré. Não de um Jesus inventado segundo nossos interesses e frustrações, mas o Cristo dos evangelhos: pobre e desarmado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que não comungam, mas comem hóstia e bebem vinho. Eucaristia é comunhão, mas comunhão com quem? Somente com Jesus? De modo algum! A comunhão é com Jesus e com o próximo; melhor dizendo: com Jesus na pessoa do próximo. Quem é este próximo? É o pobre Lázaro jogado à porta do rico passando fome e cheio de feridas. Não é o rico esbanjador de bens e omisso, mas o pobre faminto e cheio de feridas. Eucaristia é comunhão com os pobres famintos de pão e de justiça, e vítimas de todo tipo de sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja ensina que o sacerdócio ministerial foi instituído na última Ceia do Senhor. Apesar do relato bíblico não deixar margem alguma para este ensinamento, é preciso dizer que todos somos sacerdotes. O sacerdócio ministerial veio muito depois de Cristo. A Igreja reservou aos ministros ordenados a graça da consagração do pão e do vinho. Somente homens ordenados podem presidir a Celebração Eucarística. Acima dessa problemática está a verdade de que a missão do presbítero está intimamente ligada à concepção de Eucaristia acima mencionada; do contrário, o presbítero não passa de um mero funcionário do altar do Senhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sexta-feira: morte e redenção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eli, Eli, lamá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”&lt;/span&gt; (Mt 27, 46). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus se entregou livremente à morte. Depois dele, a morte passou a ser compreendida de maneira diferente, pois foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos. Jesus venceu a morte. Esta verdade tem um significado importantíssimo na vida cristã e eclesial. O que significa afirmar e crê que Jesus venceu a morte? Vamos pensar três questões fundamentais para a nossa fé e nosso caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, Jesus morreu, verdadeiramente. Há pessoas que não acreditam na morte de Jesus, pois pensam que tudo aquilo não passou de uma encenação. Isto é muito grave e compromete a fé. Crer no ressuscitado é crê no crucificado. Não há ressurreição sem morte. Esta é caminho para a vida plena. Jesus teve que morrer para voltar ao seio glorioso do Pai. Ele não podia fugir desse doloroso caminho, e se o cristão quer ressuscitar, precisa morrer com Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, Jesus morreu por causa do Reino de Deus. Há quem ensine que Jesus morreu para perdoar os pecados e para salvar as almas. É verdade que Jesus perdoou os pecados das pessoas, e é verdade também que ele não veio a este mundo para salvar almas. O ser humano não é feito somente de alma. Não somos almas vagantes no meio do mundo! Jesus veio a este mundo para dar testemunho da verdade e esta verdade juntamente com a justiça constroem o Reino de Deus. Aderir a Jesus é viver segundo a verdade e a justiça. Este viver reconstrói o mundo desfigurado pelas injustiças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, Jesus é o legítimo representante dos crucificados de todos os tempos e lugares. O grito de Jesus na cruz é o grito dos oprimidos por libertação. Na cruz, Jesus estava intimamente unido aos empobrecidos, os prediletos de Deus. A crucificação de Jesus é a manifestação da bondade divina em favor do povo sofrido: Deus jamais abandona seus filhos e filhas. A morte de Jesus confirma a opção divina pelos que sofrem todo tipo de desumanidade neste mundo. Jesus, morto na cruz, é exemplo de fidelidade à vontade de Deus até as últimas conseqüências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sábado: silêncio e espera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus”&lt;/span&gt; (Jo 19, 41 – 42).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se imaginar a desolação e a decepção dos discípulos diante de Jesus crucificado e morto, pois assistiram a realização de diversos sinais de vida, enquanto estavam em missão no meio do povo. De repente, aquele profeta poderoso em palavras e obras se encontra morto na cruz. Penso que os discípulos de Jesus pensavam entre si: Como pode um homem que se afirmou Filho de Deus, curou enfermos, ressuscitou mortos, andou sobre as águas, multiplicou pães e peixes para multidões, enfrentou os poderosos do Templo e do Sinédrio, e agora morrer numa cruz?... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a madrugada da ressurreição, o silêncio inquietante se fez presente naquelas pessoas que tiveram a graça de conviver com Jesus. Penso que estavam tomadas pelos sentimentos do desespero e da impotência: E agora, o que fazer? Esta é a pergunta que os desesperados deste mundo fazem diante da manifestação dolorosa dos sinais de morte: é a pergunta dos que não tem alimento, água, moradia, salário, saúde, segurança, paz etc. Mas Deus não vai abandonar seu amado Filho na mansão triste da morte. Esta será vencida pelo Senhor da vida, porém tudo é lento. A ressurreição é processual, é preciso ter paciência e esperar, gemendo em dores de parto, a vitória definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-4420730136183570082?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/4420730136183570082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=4420730136183570082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4420730136183570082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4420730136183570082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/triduo-pascal-eucaristia-e-servico.html' title='Tríduo pascal: Eucaristia e serviço, morte e redenção, silêncio e espera'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Ydda1MckLEo/Ta-vWsflROI/AAAAAAAAAsc/Y1z8Y3ukUXY/s72-c/Crucificado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-4828858862572981261</id><published>2011-04-16T11:56:00.003-03:00</published><updated>2011-04-16T12:05:04.683-03:00</updated><title type='text'>A entrada humilde de Jesus em Jerusalém</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-L632hMwBOU0/TamwF2qmIiI/AAAAAAAAAsU/he6F5FqzuL4/s1600/Ramos.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-L632hMwBOU0/TamwF2qmIiI/AAAAAAAAAsU/he6F5FqzuL4/s320/Ramos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596197626604560930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia”&lt;/span&gt; (Mt 21, 11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Domingo de Ramos&lt;/span&gt; marca o início da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Semana Santa&lt;/span&gt;. O Messias prometido chega a Jerusalém para se entregar às mãos daqueles que vão tirar a sua vida neste mundo. Jesus chega à cidade que mata os profetas enviados por Deus para o anúncio da Boa Nova e denúncia das injustiças (cf. Mt 23, 37). Ele não foge de sua missão, apesar das tentações sofridas. Sobe ao centro religioso e político de seu tempo para realizar, plenamente, a vontade de Deus: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“dar a sua vida como resgate em favor de muitos"&lt;/span&gt; (Mt 20, 28). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens”&lt;/span&gt; (Fl 2, 6 – 7). Cremos e professamos que Jesus é Deus. Portanto, estas palavras do apóstolo Paulo falam da maneira como Deus quis viver no mundo: humilde, servidor e igual aos demais seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esvaziou-se a si mesmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tem a tendência de procurar a grandeza e orientar a vida segundo o espírito de grandeza. Ninguém aceita ser pequeno, todo mundo quer ser visto, valorizado, tratado como importante aos olhos do mundo. Jesus, pelo contrário, assumiu a sua missão a partir da pequenez da condição humana, esvaziando-se a si mesmo. Ele viveu a experiência do total desapego de si mesmo, das coisas e de todas as pessoas; foi um ser humano plenamente livre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A procura da grandeza nos tira a paz e nos enche de ambições desmedidas. É aqui que surgem os variados problemas de ordem material e psicológica que afetam as pessoas. Estas querem viver cada vez mais cheias de si mesmas, apegadas e, conseqüentemente, escravas de si e de suas comodidades. E como todos não conseguem ter aquilo que desejam, a frustração passa a fazer parte da vida de muitos. Jesus precisava ser livre para fazer a vontade do Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Assumindo a condição de escravo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas esperavam um Messias glorioso e poderoso, frustraram-se. De repente, aparece um homem montado num jumentinho sendo aclamado pelo povo (cf. Mt 11, 1 – 11). Que decepção! O que pode fazer um Messias montado num jumento?! A quem poderá libertar com toda esta fraqueza?!... Era a pergunta que os judeus faziam a si mesmos e uns aos outros. A cidade se agita e todos procuram saber quem é o jovem que está sendo aclamado pelas multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a vida de Jesus descrita nos evangelhos é uma prova clara da sua opção fundamental: o Reino de Deus inaugurado a partir dos oprimidos. Jesus optou pelo serviço até o derramamento do próprio sangue (cf. Mc 10, 45). Durante a última ceia, lavou os pés dos discípulos ensinando-os a fazer o mesmo, ou seja, servir uns aos outros (cf. Jo 13, 1 – 10). Jesus trabalhou e trabalha muito no serviço da libertação dos oprimidos deste mundo. Digo trabalha no presente do indicativo porque ele é o Emanuel, Deus conosco, presente na luta cotidiana dos empobrecidos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vivemos numa sociedade de aproveitadores e oportunistas. As pessoas querem tirar vantagem em tudo, não aceitam perder nada. Estão contaminadas pelo vírus do lucro a todo custo. São poucas as que vivem a experiência da gratuidade, que se manifesta na verdadeira caridade para com o próximo. Na Igreja, infelizmente, cresce o número de mercenários e diminui o número de autênticos pastores. Na consagração e na ordenação juram que vão servir, quando são enviados em missão nas comunidades exigem ser servidos. Não são todos, mas é muita gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tornando-se igual aos homens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus foi &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“provado como nós, em todas as coisas, menos no pecado”&lt;/span&gt; (Hb 4, 15). Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós (cf. Jo 1, 14). Ele vivia entre os pecadores, desprezados e odiados pelos religiosos de seu tempo (Mc 2, 13 – 17). As autoridades judaicas, tanto religiosas quanto civis, não aceitavam ver o Messias acolhendo, compreendendo, curando, consolando e perdoando os pecadores públicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que são considerados pecadores públicos continuam sendo caluniados e rejeitados pelas autoridades religiosas e civis de nossos dias. Certo dia, escutei de um padre as seguintes palavras referindo-se a um jovem ladrão: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Esse tipo de gente não tem jeito, só serve para morrer. Situações como esta só se resolve na bala!”&lt;/span&gt; Muita gente quer resolver o problema da violência através do extermínio da juventude. Até muitos “religiosos” pensam assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homossexuais, prostitutas, beberrões, ladrões, adúlteros e tantos outros pecadores são considerados pessoas indignas de viver em sociedade. Não é pequeno o número de pessoas, praticantes da religião em sua maioria, que pensam no extermínio imediato de tais pecadores. Geralmente, isto acontece por dois motivos: primeiro, porque tais pessoas se julgam justas por causa de suas práticas religiosas; segundo, porque estas práticas religiosas não as convenceram de que o mandamento maior é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se afirma que Jesus foi igual aos homens significa dizer que ele, em nenhum momento, condenou as pessoas. Esta não era a sua missão (cf. Jo 3, 17). A condenação do próximo impede a vivência da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fraternidade&lt;/span&gt;. Jesus assumiu a condição humana porque quis ser nosso Irmão, e se quisermos fazer o mesmo precisamos aprender a não julgar o próximo. Toda forma de condenação do próximo é incompatível com o espírito fraterno. A vivência deste espírito pressupõe as experiências constantes da compreensão e da misericórdia para com o outro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus, profeta dos oprimidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“De Nazaré pode sair coisa boa?”&lt;/span&gt; (Jo 1, 46), perguntou Natanael ao saber que Jesus era de Nazaré. Isto nos indica que o lugar de onde veio Jesus não era bem afamado. Deus quis que Jesus nascesse, vivesse e morresse entre os últimos da sociedade. Ele é o rei montado num jumentinho, que veio servir os empobrecidos e inaugurar o Reino. Seu serviço e comprometimento com o Reino de seu Pai o levaram à morte de cruz. Juntamente com os últimos, Jesus morre crucificado, mas o Pai o ressuscitará no terceiro dia confirmando, assim, a esperança dos oprimidos. Estes participam da vitória de Jesus, pois esta é a vontade de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebrar a Semana Santa é entrar em comunhão com a experiência de cruz vivida pelo povo de Deus; do contrário, tudo não passará de celebrações rituais sem vida e, portanto, sem sentido. A paixão e morte de Jesus são vividas no cotidiano das vítimas das variadas injustiças que são praticadas em nossos dias. A missão do cristão é viver a fraternidade para com estas vítimas, a fim de que a esperança se mantenha viva. A mesma coisa se pode dizer em relação à missão da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-4828858862572981261?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/4828858862572981261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=4828858862572981261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4828858862572981261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4828858862572981261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/entrada-humilde-de-jesus-em-jerusalem.html' title='A entrada humilde de Jesus em Jerusalém'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-L632hMwBOU0/TamwF2qmIiI/AAAAAAAAAsU/he6F5FqzuL4/s72-c/Ramos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-212156986814394449</id><published>2011-04-15T13:16:00.002-03:00</published><updated>2011-04-15T13:23:45.908-03:00</updated><title type='text'>Desarmamento, sim; plebiscito novamente, não!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-RDOsrtlT11U/Tahw3R4XFNI/AAAAAAAAAsM/1eI0pQ7L28c/s1600/desarmamento.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RDOsrtlT11U/Tahw3R4XFNI/AAAAAAAAAsM/1eI0pQ7L28c/s320/desarmamento.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595846632002753746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nossos políticos são “mestres” em politicagem. Um dos maiores oportunistas do momento político atual, José Sarney (PMDB – AP), “sensibilizado” pela tragédia ocorrida na escola pública do bairro Realengo, RJ, resolveu desrespeitar a vontade geral da nação manifestada no plebiscito de 2005, no qual 64% dos brasileiros votaram contra o desarmamento. Esta foi a triste decisão dos brasileiros, que precisa ser considerada. Se o povo quis assim, assim é que deve ser! O que está por trás da decisão popular de 2005 e o que pretende o Presidente do Senado Federal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo sabe que o desarmamento é necessário. Em sua sã consciência toda pessoa é a favor da vida, pois o ser humano quer viver. Agora, o que acontece é o seguinte: O Estado não oferece a necessária e justa segurança pública à população, então o povo recorre às armas para se defender. É difícil entender isto? Então, por que toda essa discussão partidária dentro do Congresso Nacional? Aqui vamos ter que desmascarar o velho mandatário do Estado do Maranhão, que por incrível que pareça é Senador pelo Amapá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do sentimento de indignação e tristeza que tomou conta dos brasileiros nestes dias, devido à chacina do Realengo, o senador José Sarney resolveu se aproveitar da situação.&lt;br /&gt;Pensou consigo mesmo e teve a seguinte idéia: ‘Vou anunciar a convocação de uma nova consulta popular e induzir os brasileiros a pensar que nós, políticos, estamos preocupados com a segurança pública, pois só assim, eles vão parar de nos criticar com a velha reclamação de que não ligamos para a onda de violência que está tomando conta dos grandes e dos pequenos centros urbanos!’...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria de desarmamento, o grande problema está em desarmar os fracos e indefesos e deixar os fortes e criminosos armados. Se não há uma política de segurança pública efetiva no Brasil, o desarmamento não é um bom caminho. O problema não é o cidadão ter o porte de arma, que lhe concede uso legal da mesma; mas está no uso ilegal da arma. Quando a polícia perde o controle do uso da arma, o cidadão é livre para usá-la do jeito que bem entender. Os revólveres usados pelo esquizofrênico na escola do Realengo eram ilegais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito bom que todo cidadão tomasse consciência de que o uso de arma é um mal. O que leva à aquisição da arma, no caso de boa parte da população, é a insegurança em que se sobrevive nos dias de hoje. Infelizmente, as pessoas pensam que armadas estarão protegidas. Está mais que provado que os considerados “bandidos” não têm medo de cidadão armado. A fabricação e o uso indevido de armas estão acabando com a humanidade. Não se constrói cidadania nem democracia se utilizando da violência através do uso de armamentos. Basta olharmos para o Oriente Médio e constatarmos o poder destrutivo da indústria bélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, em 2009, calculava-se um trilhão de dólares somente em orçamento bélico, o maior do planeta. As forças armadas norte-americanas gastam mais que a soma de outros dez maiores orçamentos do mundo, informou o caderno Economia do jornal Estado de Minas, em 25 de janeiro de 2009. Hoje, os EUA estão se convencendo de que não há condições financeiras para manter tamanho investimento em suas forças armadas. Eles também estão percebendo que o mundo não acredita mais na mentira de que se constrói democracia invadindo países ricos em petróleo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o Brasil não precisa de mais um plebiscito a respeito do desarmamento, mas de segurança pública de qualidade. Segurança pública é um dever do Estado e um direito do cidadão. Os brasileiros pagam altíssimos impostos e estes são suficientes para a promoção da segurança pública de qualidade garantida pela Constituição. Não faltam recursos financeiros, falta mesmo é vontade política por parte de políticos acomodados e corruptos que contam com segurança particular custeada pelos impostos que pagamos; políticos despreocupados com a segurança da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, enquanto esta situação não se resolve, os mais pobres são sempre as maiores vítimas. No caso da chacina no Realengo, mais uma vez as vítimas foram os pobres; isto porque nas escolas onde estudam os filhos dos ricos a segurança é qualificada, enquanto a maioria das escolas públicas até parecem “casas da mãe Joana”. Já que os filhos dos vereadores, prefeitos, deputados, senadores, presidente e empresários não estudam em escolas defasadas e inseguras, então tudo continua do mesmo jeito e fatos trágicos como este, com o tempo, caem no esquecimento. Este só não atingirá os familiares e amigos das vítimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Brasil não se tornar um país de oportunidades para os mais pobres, não há política de segurança pública que consiga conter a violência urbana. Nossas crianças e jovens precisam de educação de qualidade, que os prepare para a vida e para o mundo do trabalho. Uma educação que imprima caráter e maturidade, que prepare a pessoa para saber viver num mundo dilacerado pela competição e pelas diversas formas de sofrimento. Neste sentido, a Escola, a Família, a Religião, a sociedade organizada e o Estado devem trabalhar em conjunto, pois o objetivo deve ser o mesmo: a defesa e a promoção da vida humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-212156986814394449?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/212156986814394449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=212156986814394449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/212156986814394449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/212156986814394449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/desarmamento-sim-plebiscito-de-novo-nao.html' title='Desarmamento, sim; plebiscito novamente, não!'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RDOsrtlT11U/Tahw3R4XFNI/AAAAAAAAAsM/1eI0pQ7L28c/s72-c/desarmamento.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-9163805272739658849</id><published>2011-04-13T07:41:00.003-03:00</published><updated>2011-04-13T07:53:40.110-03:00</updated><title type='text'>A última entrevista do Pe. José Comblin no Chile</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-qs0NXx4eRj8/TaWAqRpnC0I/AAAAAAAAAsE/T3fULhgsub4/s1600/Comblin.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 201px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qs0NXx4eRj8/TaWAqRpnC0I/AAAAAAAAAsE/T3fULhgsub4/s320/Comblin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595019575858498370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não deixe cair a profecia”&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;(Últimas palavras de Dom Hélder Câmara ao monge beneditino Marcelo Barros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva a publicar novamente a última entrevista do profeta Pe. José Comblin, depois da publicação no portal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Religión Digital&lt;/span&gt; na Internet, no dia 05 de janeiro passado, é a recomendação profética do santo Bispo Dom Hélder Câmara: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não deixe cair a profecia”&lt;/span&gt;. Quem conheceu Dom Hélder Câmara sabe que era um cristão preocupado com a situação da Igreja e dos empobrecidos. Ele sonhava com uma Igreja voltada, preferencialmente, para os pobres, pois nestes via o rosto sofrido de Jesus de Nazaré. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja no Brasil teve a graça de contar com a presença profética de várias mulheres e homens que se deixaram conduzir pelo Espírito de Deus, e no dia 27 de março do corrente ano, o Senhor chamou para junto de si, depois de uma longa jornada missionária junto aos pobres, o teólogo e profeta padre José Comblin. A respeito deste homem de Deus podemos afirmar sem medo algum que era um profeta sábio e santo. Profecia, sabedoria e santidade descrevem a figura humilde e simples daquele que foi considerado um dos maiores teólogos da Igreja. Particularmente, eu o considerava o maior e mais lúcido teólogo da Igreja contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, irei transcrever a entrevista do Pe. José Comblin, concedida à revista &lt;span style="font-style:italic;"&gt;El periodista&lt;/span&gt; (Chile), durante a última visita que o mesmo fez aquele país. A tradução é de Moisés Sbardelotto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A repressão foi muito forte, terrível, e a ditadura do Papa aqui na América Latina é total e global. Aqui, pode-se criticar Deus, mas não o Papa. O Papa é mais divino do que Deus”, asseverou o teólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Comblin, a Igreja Católica “abandonou as classes populares, salvo os velhos e algumas relíquias do passado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje, as universidades e os colégios católicos são para a burguesia. O porvir da América Latina é ser um continente evangélico protestante, salvo sua classe alta. Assim, a Opus Dei e os Legionários de Cristo e todas essas associações que existem de ultradireita vão crescendo nesse setor”, opinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Onde há um ou dois bispos da Opus Deu no episcopado, intimidam a todos os demais. Os outros ficam calados e só um fala. Esse é um problema de psicologia típico de ditaduras”, defendeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Comblin, “foi a Opus Dei que elegeu João Paulo II e o atual, praticando a chantagem, intimidando os cardeais. O próximo Papa será igual porque a Opus Dei tem um poder muito forte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teólogo, de 87 anos, defende que Deus está “em La Victoria e em La Legua (dois bairros populares de Santiago) e na prisão, mas de Roma desapareceu há muito tempo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora sempre fica mais claro que o problema é o Papa, ou seja, a função do Papa, uma ditadura implacável com muitas formas de doçura e amabilidade, mas implacável”, defendeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comblin defendeu que “o porvir do Cristianismo está na China, Coréia, Filipinas, Indonésia. Estima-se que só na China há 130 milhões de cristãos martirizados, porque estão praticamente perseguidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teólogo criticou a eventual canonização de João Paulo II porque seu papado “foi catastrófico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todos os que fizeram sua carreira com ele puderam ser cardeais, apesar de sua mediocridade pessoal. Não mereciam nada, mas ele os promoveu. Claro que agora querem canonizá-lo! Uma vez que canonizaram Escrivã, todo mundo sabe que se pode ser santo sem ter virtude alguma”, destacou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a Opus Dei e os Legionários de Cristo, Comblin afirmou que “têm a confiança da Cúria Romana e depois representam a plena liberdade dada a personalidades que são como os grandes Rockefeller, os conquistadores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como Escrivá de Balaguer, que era um capitalista, o homem que vai triunfar, que vai desfrutar o mundo, que vai ganhar, ser rico, poderoso e que é capaz de criar pessoas totalmente subordinadas, soldados com mentalidade de soldado, esses são todos homens deformados psicologicamente, como são os futuros ditadores”, detalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de recordar que do mexicano Marcial Maciel, dos Legionários de Cristo, foi descoberta uma vida paralela e uma fortuna de 50 bilhões de dólares, afirmou que “sua chantagem, sua palavra e sua exigência chegaram aos milionários”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje, os que trabalharam com ele, seus colaboradores, todos dizem e afirmam que não sabiam de nada da vida paralela (de Maciel). Como? Trabalham 40 anos com ele e não sabem de nada, que ele tem uma família, três filhos, que praticou pedofilia com as crianças, alunos de sua formação, de seus colégios, que tinha um mundo de amantes. Não sabiam de tudo isso? Supõe-se, então, que eles são cúmplices e também têm uma vida paralela”, concluiu. &lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Essa entrevista nos mostra, claramente, como se expressam os profetas. Estes são homens livres. A liberdade em relação a tudo e a todos marcou profundamente a vida do profeta José Comblin. São poucos os teólogos que tem a coragem que ele tinha. Além da coragem, para ser profeta é preciso ser livre. Teólogos carreiristas jamais falarão a verdade do Evangelho. O que caracteriza um teólogo carreirista é a sua falta de compromisso com a verdade que constrói o Reino de Deus. O Pe. José Comblin não encarava a Teologia como uma mera profissão, mas como uma missão profética para a liberdade do mundo e da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece a história da América Latina, da Igreja nesta América e no mundo, a estrutura eclesiástica marcada pela rigidez e pela imutabilidade, sabe que o profeta José Comblin estava longe de ser um velho “triste e ressentido, talvez contaminado pelo vírus que afeta a maior parte das pessoas que ultrapassam a casa dos 70 anos”, como pensou Dom Redovino Rizzardo, bispo católico de Dourados no seu infeliz artigo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pe. José Comblin: Crepúsculo de um profeta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Igreja hierárquica não tiver a humildade de parar para escutar o que diz os profetas, a sua conversão torna-se impossível. O Espírito Santo fala às Igrejas através dos profetas. O que o Pe. José Comblin afirmou nesta entrevista corresponde ao que aconteceu e ao que está acontecendo na Igreja. Somente quem desconhece a história e a estrutura da Igreja pode se escandalizar com o que disse o profeta José Comblin. Assim sendo, que desconhece tal história não possui autoridade nenhuma para afirmar que o profeta se equivocou em suas afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. José Comblin concluiu uma de suas últimas obras teológicas com as seguintes palavras: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Os profetas estão no meio de nós. Provavelmente são jovens, pois ainda não apareceram publicamente. Virão para tirar a Igreja da letargia – pois a Igreja ainda não sabe como se emancipar do poder do dinheiro, que tudo invade. Este é o desafio: Jesus que tinha todos os títulos para ser rico, tornou-se pobre – realmente pobre e não como se fosse encenação. Esse é o fato que não podemos negar e que nos questiona.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu estou no final da vida. Tive o privilégio de conhecer de perto e de participar da vida de grandes profetas e também de muitos pequenos profetas, homens e mulheres, que não entraram oficialmente na história. Desejo que muitos jovens possam fazer a mesma experiência”&lt;/span&gt; (COMBLIN, José. A profecia na Igreja. São Paulo: Paulus, 2008, p. 286).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos esperar a manifestação pública destes profetas, que ungidos e conduzidos pelo Espírito Santo se colocam e vão se colocar cada vez mais na fileira daqueles que, a exemplo do padre José Comblin, ousaram anunciar ao mundo e à Igreja o Evangelho da vida e da liberdade. O Espírito Santo está trabalhando e conhece todas as coisas. O Senhor nosso bom Deus jamais nos abandonará nem permitirá que sejamos dominados pela letargia e pelo apego. Bendigamos ao Senhor pelo testemunho profético do Pe. José Comblin!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-9163805272739658849?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/9163805272739658849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=9163805272739658849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/9163805272739658849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/9163805272739658849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/ultima-entrevista-do-pe-jose-comblin-no.html' title='A última entrevista do Pe. José Comblin no Chile'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qs0NXx4eRj8/TaWAqRpnC0I/AAAAAAAAAsE/T3fULhgsub4/s72-c/Comblin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-4980201038820590836</id><published>2011-04-10T15:19:00.003-03:00</published><updated>2011-04-10T15:34:02.860-03:00</updated><title type='text'>O Espírito: vida e liberdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-T1rM8G0LN5k/TaH4Dv9ISII/AAAAAAAAAr8/VSYDkXMr3Dc/s1600/ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Blazarus.php"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-T1rM8G0LN5k/TaH4Dv9ISII/AAAAAAAAAr8/VSYDkXMr3Dc/s320/ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Blazarus.php" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594024955467024514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.&lt;br /&gt;E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?”&lt;/span&gt; (Jo 11, 25 – 26)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vida que vence a morte&lt;/span&gt; está na centralidade da Liturgia da Palavra deste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;V Domingo da Quaresma&lt;/span&gt;. Com o profeta Ezequiel, que profetizou junto ao povo do exílio da Babilônia por volta de 580 a.C. somos chamados a refletir a respeito da ação amorosa de Deus em favor de seu povo (cf. Ez 37, 12 – 14). Com São Paulo vamos aprender a viver segundo o Espírito. Este nos conduz a uma vida nova (Cf. Rm 8, 8 – 11). No Evangelho, vamos acompanhar a ressurreição de Lázaro, um grande amigo de Jesus de Nazaré (cf. Jo 11, 1 – 45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Senhor Deus, libertador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profecia de Ezequiel se deu numa época difícil da vida do povo de Deus. Um povo exilado é um povo sem vida e sem liberdade. Deus se compadece e não o abandona: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel”&lt;/span&gt;. Isto significa que Deus estava com seu povo para libertá-lo das sepulturas, ou seja, da ausência de vida e liberdade. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A glória de Deus é a vida do pobre”&lt;/span&gt;, dizia Dom Oscar Romero. Este Bispo certamente entendeu a opção preferencial pelo pobre, manifestada pelo próprio Deus durante toda a história da salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do povo de Israel nos mostra, claramente, que Deus sempre trabalhou pela vida e liberdade dos oprimidos, exilados, enfraquecidos e explorados. Há uma identificação divina para com os que sofrem. O povo de Deus sempre foi marcado pela opressão, expressa pelas diversas formas de escravidão e desrespeito à vida. Neste contexto, a presença de Deus se manifestou através das palavras e dos gestos dos profetas. Estes eram a boca de Deus, reanimando a esperança dos oprimidos e denunciando as injustiças cometidas pelos que exploravam o povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Porei em vós o meu espírito, para que vivais”&lt;/span&gt;. A vida do povo de Deus é restituída através da efusão do Espírito do Senhor. Este é a vida do povo a caminho e que confere força, ânimo, coragem, disposição e ousadia para continuar caminhando apesar das dificuldades. Sem o Espírito do Senhor, força que se manifesta na gratuidade para a liberdade, o povo de Deus tinha desistido e perecido. O Espírito do Senhor faz a pessoa ressurgir das profundezas da morte, ou seja, não há nenhuma realidade de morte que o Espírito não possa fazer brotar a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Espírito e a liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mesmo Espírito aparece na Carta de São Paulo aos Romanos. O texto da Liturgia deste Domingo fala da oposição entre viver segundo a carne e viver segundo o Espírito. Na caminhada rumo à terra prometida, o povo de Deus fraquejou algumas vezes: reclamava, demorava a acreditar no poder de Deus, praticava a idolatria; enfim, era um povo difícil, que tendia para o imediatismo, que não compreendia a dinâmica de Deus. Este sempre se mostrou paciente, bondoso, misericordioso, atento e providente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa viver segundo a carne e viver segundo o Espírito? Os neopentecostais gostam muito desta parte da Carta de Paulo aos Romanos, apesar de compreenderem pouco o que ela quer realmente dizer. A verdade que transparece pode ser resumida na seguinte sentença: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nós somos chamados a viver segundo o Espírito vivendo na carne&lt;/span&gt;. Vamos compreender bem o que isso quer dizer, para que não nos escandalizemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é corporeidade. Esta não é coisa do demônio como muita gente pensa, mas criação divina. Jesus tinha corpo e exerceu sua missão sem negar, em nenhum momento, sua corporeidade. Os espiritualistas tendem a considerar o corpo como origem de todo o pecado, ou seja, como o filósofo Platão, eles crêem que o corpo aprisiona a alma. Na Idade Média esta mentalidade era tão forte que os/as religiosos/as maltratavam o corpo, porque o viam como causador do pecado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus nunca exigiu das pessoas autoflagelação ou qualquer espécie de ascese corpórea. O fato é que ele era considerado comilão e beberrão (cf. Mt 11, 19), pois comia e bebia com os cobradores de impostos e pecadores. Estes eram considerados pecadores públicos, ou seja, pessoas que não se davam ao respeito, que maltratavam seus corpos. Em nenhum momento encontramos Jesus censurando-os por conta de seu “estado pecaminoso”. O que Jesus fez foi permanecer no meio deles e partilhar de suas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto não queremos afirmar que seja saudável uma pessoa se entregar aos vícios que tiram a vida do corpo. O cuidado para com o corpo é necessário e recomendável para uma vida sadia e equilibrada. São Paulo não está se referindo ao cuidado corpóreo, mas está chamando a atenção para aquilo que costumam chamar de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;viver segundo os instintos egoístas&lt;/span&gt;. Quando escreve aos Gálatas, São Paulo fala, claramente, a respeito dos pecados da carne: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, rixas, ciúmes, ira etc. (cf. Gl 5, 19s). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes pecados da carne são maus não porque a lei os condena, mas porque tiram a vida do ser humano. Em outras palavras, eles desumanizam a pessoa, desfigurando-a. Ninguém está livre destes pecados. A vigilância e a abertura ao Espírito Santo nos ajudam a lidar com eles. Somos concupiscentes e a todo o momento somos tentados a praticá-los. Deus não nos livra de tais tentações, mas nos socorre em nossa fraqueza. O pecado é uma realidade humana e ninguém pode negar nem fugir disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O místico Anthony de Melo, SJ, ensinava que tais pecados, ligados diretamente à nossa natureza concupiscente, não podem ser combatidos; ou seja, precisamos aprender a lidar com nossas limitações. Nós morremos limitados, pecadores. Aceitar esta condição é necessário para nos colocarmos no caminho da liberdade. O autoconhecimento de si mesmo se dá por meio do reconhecimento da condição humana, marcadamente limitada. O citado jesuíta nos ensina o valor do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desapego&lt;/span&gt; de pessoas, de coisas, do mundo e da própria vida como caminho para a liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Padres do deserto nos ensinam o autocontrole de nós mesmos através da disciplina. O mundo pós-moderno se opõe a toda disciplina. Somos impulsionados ao desequilíbrio, a vivermos sem regras, sem leis, sem limites. Tal situação mostra-se desastrosa, portanto, sem futuro. Disciplina não significa repressão dos instintos, mas educação dos mesmos para que os tenhamos à nossa disposição como forças em potencial. O Espírito Santo não anula em nós os nossos instintos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certa ocasião, pai Poimen [monge do deserto] perguntou ao patriarca José [outro monge]: ‘Que devo fazer quando as paixões se aproximam de mim? Resistir a elas ou deixá-las entrar?’ E o ancião lhe respondeu: ‘Deixa que entrem e luta com elas’. Depois de indagado, completou: ‘Quando as paixões entrarem e lutarem contra elas, dando a elas e delas recebendo, tornar-te-ão mais provado’”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito Santo nos concede o dom da vigilância em relação a nós mesmos. Vigiar a si mesmo significa permanecer atento às próprias limitações e às tentações que nos entram pelos sentidos. Este mesmo Espírito nos concede a força necessária para sabermos lidar com nossos limites. “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vocês não foram tentados além do que podiam suportar, porque Deus é fiel e não permitirá que sejam tentados acima das forças que você têm”&lt;/span&gt; (1 Cor 10, 13). As tentações devem ser oportunidades de autoconhecimento e do discernimento da presença do Espírito Santo em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ressurreição: vida que vence a morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto evangélico de hoje Jesus ressuscita Lázaro. O nome Lázaro significa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deus ajuda&lt;/span&gt;. Jesus era muito próximo dele e de suas irmãs, Marta e Maria. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Senhor, aquele que amas está doente”&lt;/span&gt;: este recado das irmãs de Lázaro mostram que, de fato, Jesus o tinha como grande amigo. O amor é característica fundamental da verdadeira amizade. Jesus, quando escuta o recado afirma que a doença do amigo não era motivo de preocupação, pois não levava à morte. Segundo ele, tal doença é caminho de glorificação do Filho de Deus e lugar da manifestação da glória de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias após ter recebido o recado, Jesus resolve voltar à Judéia, onde foi quase apedrejado. Os discípulos recordaram-lhe o perigo, mas Jesus não teve medo. Ele compara a morte de Lázaro ao sono, simplesmente iria acordá-lo. A ingenuidade dos discípulos levou-os a entender que Jesus estava falando de sono mesmo, mas tudo fica esclarecido: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Lázaro está morto. Mas, por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais”&lt;/span&gt;. Fica, então, claro que Jesus irá restituir a vida ao corpo de Lázaro, em estado de putrefação há quatro dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desespero das irmãs Marta e Maria era tão cruel que nem Jesus suportou ver: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“E Jesus chorou”&lt;/span&gt;. Aqui aparece a humanidade de Jesus. Ele se compadece do sofrimento de mulheres que não tinham mais a presença do irmão. Na cultura judaica, as mulheres que viviam sozinhas, sem marido nem irmão, não viviam bem. O irmão era a alegria e a segurança das irmãs. Marta declara a sua fé na ressurreição do último dia quando Jesus afirma que Lázaro iria ressuscitar: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais”&lt;/span&gt;. Estas palavras falam daquilo que Jesus é: a ressurreição e a vida. Quem acredita nesta verdade, mesmo experimentando a morte corporal jamais morrerá. A morte não consegue tirar a vida que Jesus concede aquele que nele crê. E as irmãs de Lázaro reconheceram a messianidade e a filiação divina de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mostrar, factualmente, que era a ressurreição e a vida naquela situação, Jesus reza ao Pai: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Pai, eu te dou graças porque me ouviste. Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”&lt;/span&gt;. Este colóquio de Jesus com o Pai nos ensina a sua unidade amorosa com o Pai. Ele tinha a plena certeza que o Pai o escutava. Esta certeza o levou a realizar o sinal, para que as pessoas acreditassem que ele era o enviado de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Lázaro, vem para fora!”&lt;/span&gt; O pobre amigo estava aprisionado no terrível sono da morte. Estava aprisionado e ganhou a liberdade, estava morto e lhe foi restituída a vida neste mundo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Desatai-o e deixai-o caminhar!”&lt;/span&gt; As pobres irmãs devem ter sentido uma alegria muito grande, ao ver seu irmão voltar à vida e tê-lo de novo junto de delas. Era isso que Jesus queria, que as pessoas vivessem, se libertassem, caminhassem, se alegrassem. O Deus e Pai de Jesus não o abandonou em sua oração. E o texto termina revelando o objetivo alcançado: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera creram nele”&lt;/span&gt;. Tudo isto aconteceu para que as pessoas acreditassem em Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição de Lázaro não foi uma ressurreição propriamente dita, pois o mesmo reviveu e morreu novamente. A autêntica ressurreição, aquela que vai se dá no último dia, vence a morte de uma vez por todas; ou seja, quem passa pela ressurreição recebe o que chamam de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;corpo glorioso&lt;/span&gt;, que não morre jamais. Após a ressurreição do último dia a morte deixará de existir. O que ocorreu com Lázaro foi reanimação de cadáver. Jesus devolveu-lhe o sopro da vida neste mundo. Lázaro morreu e certamente aguarda a ressurreição no último dia. Quem duvidar disto, então nos diga onde ele está, para que o entrevistemos a respeito da experiência do reavivamento! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os Lázaros de hoje&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de retorno à vida de Lázaro nos chama a atenção para o reavivamento cotidiano de nossas vidas, ou seja, somos chamados a ressuscitar, cotidianamente, para uma vida melhor. Lázaro estava doente e morreu. Quais as doenças que estão nos tirando a vida? Um fato recente merece a nossa atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, no bairro Realengo, zona oeste da cidade do RJ, ocorreu uma tragédia que marcou a história do país: um jovem de 23 anos entra numa escola e dispara sessenta tiros contra crianças em plena sala de aula e mata, covardemente, doze delas. Além destas, muitas outras ficaram feridas e traumatizadas. Após receber dois tiros de um policial, o assassino se suicida. Isto aconteceu no aniversário de 40 anos da Escola Municipal Tasso da Silveira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada justifica a violência contra o ser humano. Toda forma de violência é antievangélica e deve ser repudiada; mas somente nosso repúdio não resolve tal situação. O desamor que gera indiferença, o desemprego que gera fome, a corrupção que causa miséria e retrocesso, a poluição que agride a natureza, o preconceito que causa intolerância; enfim, tantos outros males precisam ser erradicados, para que tenhamos uma sociedade justa e fraterna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes como este não ocorrem sem motivações. Quais as causas que levam a isto? Nossa inteligência e capacidade de ação devem ser suficientes para compreendermos o que está acontecendo e trabalharmos para que isto não se repita. Esta situação não pode ser considerada nem se tornar coisa comum em nossa sociedade. Não podemos nos acostumar com isto. Não podemos nos deixar dominar pela indiferença oriunda da insensibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé em Jesus &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;exige&lt;/span&gt; que defendamos e promovamos a vida. Há muitos Lázaros doentes que precisam ser reanimados. Muitos de nossos jovens são Lázaros que merecem nossa atenção e cuidado, do contrário, tornam-se pessoas altamente perigosas ao convívio social. Não adianta crermos que Jesus irá nos ressuscitar no último dia se não nos ajudarmos mutuamente a sermos pessoas vivas e conscientes do valor da vida. “...vamos para junto dele”, disse Jesus em relação a Lázaro. Eis nossa missão: Permanecer junto daqueles que sofrem, que estão doentes e perdendo, aos poucos, o sentido da vida.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O isolamento fazia parte da sobrevivência do jovem que se tornou assassino na Escola do RJ. Todos sabemos que somos seres relacionais, que nos realizamos no encontro com o outro. Por isso, tenhamos cuidado com o isolamento, pois tira a nossa alegria de viver. Não somos ilhas para vivermos isolados. A construção sadia de nossa personalidade se dá na relação com o próximo. Nossa relação com o próximo não deve ser somente por telefone e internet (meios mais utilizados), mas através do encontro pessoal, do toque, do abraço, do sorriso, da convivência. Comunicação virtual e, portanto, superficial não constroem personalidade sadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Jesus, precisamos resgatar o valor da verdadeira amizade, pautada nos seguintes valores: amor, respeito, encontro, diálogo, liberdade e compreensão. A amizade nos ajuda a viver melhor. Quem tem amigos que se deixam relacionar a partir dos valores mencionados, tem um tesouro valioso e tem futuro na vida; do contrário, a vida se torna um peso que precisa ser tirada a qualquer preço, inconseqüentemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristão crê na vida e a procura viver na relação com o outro. Não existe Cristianismo nem Evangelho sem relação amorosa com o próximo. Este caso da Escola do RJ chama a atenção não somente da sociedade, mas também da Igreja, que precisa priorizar a evangelização da juventude, pois nesta está o futuro ou o fim trágico da sociedade e da religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-4980201038820590836?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/4980201038820590836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=4980201038820590836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4980201038820590836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/4980201038820590836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/o-espirito-vida-e-liberdade.html' title='O Espírito: vida e liberdade'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-T1rM8G0LN5k/TaH4Dv9ISII/AAAAAAAAAr8/VSYDkXMr3Dc/s72-c/ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Blazarus.php' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-8474794685951753249</id><published>2011-04-06T14:04:00.003-03:00</published><updated>2011-04-06T14:14:18.830-03:00</updated><title type='text'>A espiritualidade do cuidado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iBFNAFpx8Ag/TZyfXvoF_TI/AAAAAAAAAr0/IRHfDlDqh_w/s1600/cuidado.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iBFNAFpx8Ag/TZyfXvoF_TI/AAAAAAAAAr0/IRHfDlDqh_w/s320/cuidado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592520067557752114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O cuidado representa uma relação amorosa para com a realidade”&lt;/span&gt; (Leonardo Boff).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumamos cuidar daquilo que queremos bem. Algo que nos é precioso prende-nos a atenção, pois temos medo de perder de vista aquilo que nos faz bem. Os pais que amam seus filhos procuram cuidar deles, oferecendo-lhes carinho, uma boa educação, uma alimentação sadia, atenção e tantas outras coisas. Pessoas enamoradas procuram em tudo agradar o outro, a fim de que a relação não se rompa, mas perdure para o bem recíproco. Estes exemplos mostram que o ser humano é, essencialmente, um ser de cuidado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrapondo-se ao cuidado, há no homem outro sentimento que lhe tem prejudicado muito: a ambição. Esta, vivida de forma desmedida, excessivamente voltada para tudo aquilo que é material leva à morte. Desde que o ser humano inventou a propriedade privada e aprendeu a fabricar os bens necessários à vida constata-se a vontade incontrolável de ter. Por que um juiz de direito se deixa corromper por dinheiro? Por que um político desvia as verbas públicas? Por que o traficante insiste em viver a custa da desgraça de tantos usuários de drogas? Por que um pastor ou um padre desvia o dinheiro do Dízimo para a conta pessoal? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está na ambição do TER. Esta ambição se coloca acima de todos os valores éticos, humanos e religiosos. O ambicioso não se controla diante dos bens que lhe são possíveis. Ele não consegue se deixar tocar pela necessidade do outro. No caso do político corrupto é vergonhoso constatar sua insensibilidade: ele sabe que muitos cidadãos desprovidos das condições financeiras necessárias para a aquisição dos bens necessários à vida dependem, unicamente, dos serviços públicos (SUS, Assistência Social, Educação etc); mas, mesmo assim, tira, covardemente, o pão da boca dos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambição pode ser traduzida também como a falta de cuidado para com o outro, pois ela tira o direito do outro sobreviver. O egoísmo e individualismo são companheiros da ambição. O ambicioso está preocupado com o seu bem-estar, jamais com o bem comum. Nunca se viu alguém dizer: “Minha ambição é o bem comum!” Isto seria a mais aberrante das mentiras. O ambicioso não ver o outro como irmão com quem se deve conviver e partilhar a vida, mas vê-lo como competidor que precisa ser vencido, como ameaça à sua ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“geme em dores de parto”&lt;/span&gt; (Rm 8, 22) e o ser humano grita num vale de lágrimas, mas, apesar disso, o ser humano se torna cada vez mais insensível: cego, mudo e surdo diante do grito ensurdecedor da Mãe Terra. As ciências naturais falam, minuciosamente, do que está acontecendo, mas quando os Chefes de Estado se reúnem para discutir a situação climática, a insensibilidade e a ambição que tomam conta de seus corações e projetos não permitem que cheguem a um consenso em favor da vida do planeta. A desculpa é a de que, escutando a natureza, o retrocesso econômico é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos já estamos cansados de saber que o atual modelo de desenvolvimento econômico não responde mais às autênticas necessidades do ser humano, mas insiste-se em mantê-lo a todo custo. O capitalismo predatório, que não coloca o ser humano em primeiro lugar, mas o lucro desmedido, está na base do sistema econômico atual. Os grandes investidores não aceitam o que se passou a chamar de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;desenvolvimento sustentável&lt;/span&gt;. Este apareceu porque descobriram que o atual modelo é insustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, os EUA deram sinais claros de que estão, gradativamente, falindo. A falência dos norte-americanos se deve a alguns fatores, a saber: consumismo, materialismo, excesso de gastos na máquina pública, grandes investimentos em guerras (gasta-se bilhões em estruturas bélicas), poluição ambiental etc. Este estilo econômico tem esgotado os recursos naturais e a vida está se tornando cada vez mais inviável. Os EUA contaminaram todo o mundo com sua visão desenvolvimentista e, somente agora, estão percebendo que o trágico fim se aproxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o Presidente dos EUA, Barack Obama, veio ao Brasil para nos conhecer de perto. Sua visita não trouxe nenhuma novidade. Ele nada prometeu. Quem pensou que o mesmo ia defender a inclusão do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, frustrou-se. Ele nem tocou no assunto! Em relação ao seu predecessor, o atual Presidente dos EUA só é diferente na cor, mas o discurso e a mentalidade são as mesmas. Barack Obama veio conhecer nossa Presidente e saber dela o que o Brasil tem a oferecer aos EUA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não gostou muito da conversa da Presidente Dilma Rouseff, pois, além de não ser carismática como o ex-Presidente Lula, a mesma apresentou um discurso exigente em matéria econômica: ousou reclamar da maneira como o Brasil é tratado nas transações econômicas entre os dois países. Concretamente, Barack Obama nada prometeu, simplesmente disse aquilo que já se esperava ouvir dele: “o Brasil é um grande parceiro dos EUA, nós poderemos crescer juntos!” Discursos genéricos destituídos de propostas concretas não resolvem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;visão predatória&lt;/span&gt; para uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;visão ecológica&lt;/span&gt; da natureza é essencial na construção do desenvolvimento realmente sustentável. A presente geração de seres humanos precisa se conscientizar da necessidade de construir um mundo saudável para as gerações futuras. É preciso tomar consciência da verdade que de ninguém é dono do mundo, mas que passamos pela existência. Em outras palavras, existiram pessoas antes de nós e haverá outras após a nossa passagem neste mundo. Por isso, devemos colaborar para que as futuras gerações possam ter uma vida melhor que a nossa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espiritualidade do cuidado, como nos ensina, insistentemente, o filósofo e teólogo Leonardo Boff, está pautada num &lt;span style="font-style:italic;"&gt;relacionamento amoroso para com a realidade&lt;/span&gt;. A realidade é que vivemos no mundo e que não há outro além desse. A espiritualidade cristã nos ensina que Deus exige de cada pessoa o cuidado para com a vida. A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ecoteologia&lt;/span&gt;, reflexão teológica que visa a reflexão teológico-ecológica da realidade nos ensina que o cristão precisa aprender a promover e defender a dignidade do ser humano; tal promoção e defesa passa, necessariamente, pelo cuidado para com a natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa vida está intimamente ligada à vida da natureza. Nós fazemos dela e a sua destruição significa a nossa própria destruição. Não adianta pensar num futuro melhor sem o devido cuidado com a natureza. Nossos projetos pessoais, sociais, políticos, econômicos, culturais e religiosos devem estar em plena sintonia com o bem-estar da natureza; do contrário, tudo não passa de ilusão e espera passiva e angustiante de plena destruição e morte. Querer construir a própria vida em detrimento da natureza é como alguém que muito acumulou e que está prestes a morrer, sem saber para quem deixar tudo aquilo que concentrou nos celeiros ilusórios da existência material.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-8474794685951753249?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/8474794685951753249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=8474794685951753249' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8474794685951753249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/8474794685951753249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/espiritualidade-do-cuidado.html' title='A espiritualidade do cuidado'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iBFNAFpx8Ag/TZyfXvoF_TI/AAAAAAAAAr0/IRHfDlDqh_w/s72-c/cuidado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5875191812887618955</id><published>2011-04-02T19:23:00.004-03:00</published><updated>2011-04-02T19:34:35.681-03:00</updated><title type='text'>Jesus de Nazaré: Luz que nos liberta da cegueira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-8R-2VV2kh_0/TZekdUu-AEI/AAAAAAAAArs/6TPSV--Vy7Y/s1600/o%2Bcego%2Bde%2Bnascen%25C3%25A7a"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 170px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8R-2VV2kh_0/TZekdUu-AEI/AAAAAAAAArs/6TPSV--Vy7Y/s320/o%2Bcego%2Bde%2Bnascen%25C3%25A7a" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591118286092632130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem se tornem cegos”&lt;/span&gt; (Jo 9, 38).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz ocupa lugar central na Liturgia da Palavra deste &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IV Domingo da Quaresma&lt;/span&gt;. Na primeira leitura encontramos a eleição e unção de Davi como rei, como aquele que foi escolhido e ungido para governar o povo de Deus (1 Sm 16, 1b.6 – 7. 10 – 13a). Na segunda leitura, meditaremos a respeito do significado de ser luz na comunidade cristã (Ef 5, 8 – 14), e no Evangelho, vamos ver a conflituosa cura do cego de nascença e o que esta cura significa para nós hoje, na Igreja e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Davi e o desafio de governar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Davi ter sido ungido rei de Israel, o povo vivia sob o regime tribal. O próprio povo pede um rei para governá-lo. Deus escuta e escolhi Davi, humilde pastor da casa de Jessé de Belém. Na eleição e unção de Davi aparecem dois detalhes que merecem nossa atenção, pois nos ajudam a entender o significado da missão do legítimo governante. Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não olhes para a sua aparência nem para a sua estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”&lt;/span&gt;, disse o Senhor a Samuel quando este viu Eliab, um dos irmãos de Davi. Deus nos pede que não julguemos segundo as aparências das pessoas e das realidades mundanas. Infelizmente, é isto que costumamos fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgar segundo as aparências é perigoso porque o ser humano não é só aparência, mas interioridade e essência. É verdade que não temos o poder de enxergarmos as pessoas a partir do coração, pois somente Deus conhece o mais profundo do nosso ser. Certa vez, santo Agostinho disse que Deus nos conhece mais do que nós nos conhecemos a nós mesmos. Em outras palavras, o ser humano morre sem saber quem realmente é. Somos seres complexos e dados ao infinito, que, cotidiana e gradativamente, vamos nos descobrindo na comunhão com Deus e com o próximo, nosso irmão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento de todas as coisas pertence somente a Deus. Ele sonda o nosso coração, conhece a nossa condição e as nossas mais profundas inquietações e buscas. O coração, segundo a tradição judaica, é o centro das decisões do ser humano. No Evangelho, Jesus ensina que é do coração que brotam nossas más ações. A psicologia, ciência moderna que estuda o comportamento do gênero humano, alerta-nos para o perigo de nos deixarmos levar pelas aparências das coisas e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de nossos dias, chamado pós-moderno, está profundamente marcado pela estética. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com a aparência, elas deixam de ser naturais para se tornarem superficiais; conhecê-las é um desafio exaustivo. A falsidade é a conseqüência inevitável de quem procura viver segundo as aparências. No fundo, devido ao apego às aparências, as pessoas tornam-se vazias e, aos poucos, vão perdendo o sentido da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver segundo as aparências é uma decisão perigosa porque tudo o que é aparente é, conseqüentemente, passageiro. Assim sendo, mais cedo ou mais tarde, a verdadeira essência da pessoa vem à luz. Aos poucos, não suportando viver na superficialidade e não tendo mais condição de mantê-la, as pessoas se revelando. Algumas até demoram, outras chegam ao escândalo de si mesmas em pouco tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer sejamos muito limitados, quer virtuosos, nossa vida deve ser pautada na autenticidade, ou seja, na verdade de nós mesmos. Precisamos vencer a tendência natural de resistirmos em dizer quem realmente somos. Quem se recusa à autenticidade leva uma vida medíocre e perde a oportunidade de viver, pois toda superficialidade alimentada pelas aparências é caminho para a morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus escolheu Davi porque lhe conhecia o coração. Em seu reinado veremos que ele não foi perfeito. Deus quis que Davi governasse seu povo e lhe garantiu a devida assistência: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“E a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi”&lt;/span&gt;. Deus chama e acompanha, orienta e guia de perto aqueles que escolhe e unge para a missão. O Espírito unge e confirma o chamado divino e coloca o missionário no caminho de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Oscar Romero dizia aos militares que assassinavam as pessoas durante a ditadura salvadorenha: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Parem de matar! Vocês não são obrigados a obedecer a ordens de superiores, ordens que são contrárias à ordem de Deus, que diz ‘Não matarás!’”&lt;/span&gt; (Homilia do dia 24 de março de 1980, dia de seu martírio). Deus confirma a autoridade que se coloca a serviço da vida do povo. Uma autoridade que teme a Deus não se deixa corromper em detrimento da vida dos pobres. Falar do rei Davi é recordar às autoridades que o poder de governar o povo deve ter como principio fundamental a justiça que promove a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jesus, o cego e a cegueira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do Evangelho deste Domingo revela uma crença que havia entre os judeus: a cegueira era considerada castigo divino pelos pecados praticados. Diante do cego de nascença, a pergunta dos discípulos mostra que eles também acreditavam em tal crença: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?”&lt;/span&gt; A resposta de Jesus põe um fim na tal crença: Jesus afirma que a cegueira daquele homem era lugar da manifestação das obras de Deus; que não tinha ligação alguma com pecado pessoal, familiar ou hereditário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus aproveita a ocasião para falar aos discípulos sobre o fim último de sua missão: a realização das obras de Deus. Ele veio para observar a vontade de Deus e esta está centrada na dignidade da pessoa humana. Jesus veio para servir às pessoas: esta era a sua missão. Ao concluir a sua resposta, Jesus afirma que era a luz do mundo e parte para a ação: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“cuspiu no chão, fez lama com saliva e colocou-a sobre os olhos do cego”&lt;/span&gt;. Feito isto, mandou-o à piscina de Siloé: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O cego foi, lavou-se e voltou enxergando”&lt;/span&gt;. Estava livre da cegueira que lhe acarretava condenação e exclusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter sido curado, deu-se início, por parte das autoridades judaicas, a perseguição ao pobre homem. Indagado pelas pessoas a respeito de Jesus, não escondeu a verdade: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“É um profeta”&lt;/span&gt;. Não acreditando na cura, os judeus procuraram os pais do “ex-cego”, e estes, com medo das autoridades judaicas, que fizeram o propósito de expulsar da comunidade quem declarasse Jesus como o Messias, disseram: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo”&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus, não se convencendo do fato, resolveram acusar Jesus de ser mais um pecador entre os pecadores e instigaram o homem curado a fazer a mesma coisa, mas ele permaneceu convicto de que Jesus era, de fato, um profeta vindo de Deus: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo”&lt;/span&gt;. Depois ter sido acusado de ter nascido “todo em pecado” e de ter sido expulso da comunidade, o homem reencontrou-se com Jesus. Este lhe fez a pergunta que o levou à profissão de fé: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Acreditas no Filho do Homem?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Quem é, Senhor, para que eu creia nele?”&lt;/span&gt; Esta resposta curiosa do homem curado revela que ele tinha conhecimento a respeito da vinda do Messias. Diante desta pergunta, Jesus fala claramente que ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”&lt;/span&gt;. Jesus o fez enxergar para que visse o Filho de Deus e para ter de volta a sua dignidade. E o homem acreditou em Jesus: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu creio, Senhor!”&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o texto termina com Jesus retomando sua reflexão a respeito da própria missão, desta vez, falando não da cegueira física, mas da cegueira da consciência e do espírito: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem se tornem cegos”&lt;/span&gt;. Estando por perto, os fariseus perguntaram a Jesus se eles eram cegos. Jesus lhes responde, imediatamente: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: ‘Nós vemos’, o vosso pecado permanece”&lt;/span&gt;. A cegueira que provoca indiferença era o grave pecado dos fariseus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A cegueira na Igreja e no mundo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos mais falando de cegueira física, apesar desta ser um dos males que afetam milhares de pessoas em todo o mundo. A cegueira da consciência é a pior de todas as cegueiras e, infelizmente, está presente tanto na Igreja quanto no mundo. A Igreja está no mundo, logo a cegueira que encontramos neste encontra-se também naquela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que se recusam a ver a realidade. Esta cegueira diante da realidade pode ser denominada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cegueira de consciência&lt;/span&gt;. Ver a realidade compromete-nos, direta ou indiretamente. É justamente por causa do compromisso oriundo do ver que muita gente se recusa a abrir os olhos e ver. Tanto na sociedade quanto na Igreja isto tem provocado retrocesso e estagnação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa alienada não pode ser cristã. Perde o seu tempo e engana-se a si mesmo se tentar sê-lo. Não existe Cristianismo desvinculado da realidade. Religião que não tem ligação com as realidades mundanas não é religião, mas ilusão e opressão religiosa. Na Igreja, é incontável o número de pessoas que se julgam cristãs através da prática de uma fé desvinculada do mundo. Depois do surgimento dos movimentos neopentecostais, este número aumentou bastante. Os neopentecostais procuram, de modo geral, as “coisas do alto” nas alturas, esquecendo-se de que elas se encontram no mundo. Isto é um tipo gravíssimo de cegueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cegueira de consciência afeta a Igreja porque tal cegueira gera outro pecado grave: a indiferença. Vejamos o que nos diz a profecia de Dom Oscar Romero sobre o pecado da indiferença presente na Igreja: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Uma religião de missa dominical, mas de semanas injustas não agrada ao Deus da Vida. Uma religião de muita reza, mas de hipocrisias no coração não é cristã. Uma Igreja que se instala só para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, mas que não ouve os clamores das injustiças não é a verdadeira Igreja de nosso divino Redentor”&lt;/span&gt; (Homilia do dia 20 de novembro de 1977). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo secular, fora do contexto eclesial, a mesma cegueira manifesta-se, semelhantemente. Os cegos são aqueles que não acreditam nem lutam por um mundo melhor, pessoas que se opõem à luta pela vida e pela liberdade; que se recusam a trabalhar na construção do Reino de Deus porque o consideram uma ilusão e/ou fantasia. Estas pessoas são míopes, pois possuem uma visão estreitíssima da realidade. Sem a necessária conversão, são pessoas sem futuro, que simplesmente ocupam lugar no espaço, que não se ocupam com nenhuma causa, a não ser com a mera sobrevivência biológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção do Reino de Deus necessita de pessoas que tenham a coragem de ver a si mesmas e ao mundo do que jeito que são. Depois desta visão crítica destas realidades, o cristão é chamado a pensar sua ação (julgar) e, posteriormente, agir sobre a realidade à luz da fé iluminada pelo Evangelho. O Espírito Santo, presente na vida do cristão, liberta-o de toda e qualquer cegueira. Este mesmo Espírito nos ensina a discernir o que agrada a Deus, nos desperta de nosso sono e lerdeza, nos faz viver como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“filhos da luz”&lt;/span&gt; na prática da bondade, justiça e verdade. É o que nos ensina o apóstolo Paulo ao escrever à Comunidade de Éfeso. Jesus, Luz do mundo, confere-nos a visão necessária, libertando-nos dos pecados da indiferença e do desamor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5875191812887618955?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5875191812887618955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5875191812887618955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5875191812887618955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5875191812887618955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/04/jesus-de-nazare-luz-que-nos-liberta-da.html' title='Jesus de Nazaré: Luz que nos liberta da cegueira'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8R-2VV2kh_0/TZekdUu-AEI/AAAAAAAAArs/6TPSV--Vy7Y/s72-c/o%2Bcego%2Bde%2Bnascen%25C3%25A7a' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-5781040170870294044</id><published>2011-03-29T23:29:00.004-03:00</published><updated>2011-03-29T23:35:58.249-03:00</updated><title type='text'>Padre José Comblin: profeta da Igreja dos Pobres</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-hgocrU_R3PQ/TZKXANKHDaI/AAAAAAAAArk/3m2lTgi3ghM/s1600/Padre%2BComblin.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hgocrU_R3PQ/TZKXANKHDaI/AAAAAAAAArk/3m2lTgi3ghM/s320/Padre%2BComblin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589696117308067234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre a vida e a obra do Padre José Comblin é uma atividade desafiadora, pois viveu, escreveu e profetizou por muito tempo no seio da Igreja e da sociedade. Foi um homem de uma inteligência rara e de um testemunho profético que ajudou muita gente a se colocar no caminho de Jesus. Meus pais e eu tivemos a graça de conhecê-lo. Para nós, era o profeta da Igreja dos Pobres. Homem autêntico e audacioso, teólogo perspicaz e cristão atento aos sinais dos tempos. O medo de falar a verdade nunca fez parte de sua vida, era de uma sabedoria e prudência admiráveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De onde veio, por onde andou e o que fez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio de Bruxelas (Bélgica), onde nasceu no dia 22 de março de 1923. Depois de cursar Filosofia e Teologia, no dia 9 de fevereiro de 1947 foi ordenado presbítero. Em Lovaina, doutorou-se em Teologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi vigário cooperador e professor de Teologia no centro de formação para seminaristas em serviço militar, em sua terra natal, de 1950 a 1958. Sentindo-se chamado para a missão &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ad gentes&lt;/span&gt;, veio para o Brasil, em 1958. No Brasil, Chile, Equador e Bélgica, Padre José Comblin atuou como orientador de cursos para comunidades de base, professor de Universidades e Seminários, conferencista, pregador de retiros e fundador de experiências missionárias e de institutos de missionários para o meio popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre J. Comblin era amigo e assessor teológico do grande pastor e profeta Dom Hélder Câmara. Este o acolheu em 1965, em Recife – PE. Em Pernambuco, Padre J. Comblin se tornou, além de assessor do “Arcebispo vermelho” (apelido de Dom Hélder Câmara), professor do Seminário Regional do Nordeste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso teólogo trabalhou muito. Era incansável. Sua disposição e empenho na luta pela construção da Igreja dos Pobres o tornaram um teólogo respeitado e admirado na Igreja em todo o mundo. Os que faziam oposição à Igreja dos pobres o tinham como inimigo. Sua humildade, simplicidade e paciência no falar impressionavam a todos. Era requisitado por grupos, Igrejas, centros de formação, seminários e Universidades para discorrer sobre temas complexos. Muita gente ia ao seu encontro, pois sabia que a verdade ia ser dita com todas as letras, sem receios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Seu jeito de fazer Teologia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre J. Comblin não escrevia tendo em vista dinheiro e prestígio, como fazem muitos teólogos na Igreja. Sua linguagem teológica era simples, não há dificuldades em compreendê-lo. Ele escrevia Teologia para todas as culturas e pessoas. Tinha uma facilidade incrível de discorrer sobre a história da Igreja, tecendo críticas fundamentadas na verdade dos fatos. Era conhecedor profundo da história da liberdade e da libertação na Igreja e no mundo, mestre da Sagrada Escritura e da tradição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era teólogo de gabinete nem “teólogo papagaio”, mas original e possuidor de uma santa ousadia. Falava a partir da realidade dos empobrecidos porque vivia no meio deles. Por isso, não conhecia os pobres através das páginas ideológicas dos jornais e revistas, mas fazia Teologia vivendo pobremente entre os empobrecidos. Sua produção teológica tinha como preocupação fundamental a libertação integral dos empobrecidos. Era um militante nas lutas por liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teologia combliniana era marcada pela ligação entre fé e vida, livre da alienação e da falsa ortodoxia. O seguimento de Jesus de Nazaré e o Reino de Deus eram seus temas preferidos e permeiam sua vastíssima obra teológica. História, política, sociologia e análises das conjunturas social, política, econômica e eclesial faziam parte do seu labor teológico e sempre caracterizaram o seu jeito de pensar a Teologia. Seus diversos artigos nas diversas revistas teológicas chamavam a atenção do leitor. Exemplos claros são seus escritos na Agenda Latino-americana, na REB – Revista Eclesiástica Brasileira e na Revista &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Concilium&lt;/span&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Padre J. Comblin: crítico da Igreja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o exemplo de Jesus de Nazaré, que criticou a religião de seu tempo, Padre J. Comblin denunciava as infidelidades da Igreja: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Ora, a Cúria romana tem um programa que é semelhante ao de toda burocracia: não perder nada do seu poder, mas, à medida do possível, aumentá-lo sempre mais. A Igreja tornou-se cada vez mais burocrática, sem outros projetos que não sejam o fortalecimento do seu próprio poder. Da Cúria emanam, sem cessar, novos documentos que impõem novas regras, mais rigorosas do que as anteriores, com aplicações cada vez mais rigorosas do direito canônico. Nada disso tem utilidade. Tudo é simplesmente afirmação de poder, sem conteúdo real”&lt;/span&gt; (COMBLIN, José. A profecia na Igreja. São Paulo: Paulus, 2008, p. 282). Esta citação é apenas uma de suas críticas à Cúria Romana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pode contradizê-lo? É mentira o que ele afirma? Estaria ele ressentido ou angustiado, como afirmou recentemente um prelado da Igreja? Será que Padre J. Comblin foi um crepúsculo de profeta? Jesus foi chamado de louco e blasfemador porque denunciava a hipocrisia e a corrupção dos religiosos de seu tempo. Padre J. Comblin foi um cristão que se colocou no caminho de Jesus e orientou a Igreja a fazer o mesmo. Para isto, com toda a liberdade de espírito não se cansou de denunciar a hipocrisia e a corrupção que existiram, que existem e que sempre existirão no interior da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profeta é o mensageiro divino que não permite que a Igreja se esqueça da sua missão fundamental: a construção do Reino de Deus. Padre J. Comblin ensinou que a Igreja nasceu para se colocar a serviço do Reino de Deus, mas não se trata de se colocar pela via do discurso ou do teatro (mimetização e uniformidade), mas através da prática do amor afetivo e efetivo para com os empobrecidos. Estes são os prediletos de Jesus e o Reino de Deus é construído a partir deles. Esta foi a mensagem fundamental da profecia combliniana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre J. Comblin foi acusado de não amar a Igreja. Para os ultraconservadores de plantão, amar a Igreja significa não criticá-la, mas aceitar, passivamente, tudo o que ela proclama. Aqui não me refiro à Igreja Povo de Deus, proclamada pelo Vaticano II; mas à Igreja-hierarquia ou Igreja-poder. Esta última aprecia servos obedientes, que se enquadrem na uniformidade, que escutem e reproduzam, fielmente, suas orientações e normas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um profeta não consegue viver no enquadramento. O Espírito é livre e libertador, e a Escritura atesta que quem se deixa conduzir por ele não sabe de onde veio nem para onde vai. Padre J. Comblin pregava a liberdade e a libertação e sempre procurou pautar a sua vida naquilo que pregava, ou seja, na liberdade. Proclamava sobre os telhados a verdade porque era um homem livre, desapegado e constituído de autoridade espiritual e moral. Ele, a exemplo de Jesus, não falava o que as pessoas queriam ouvir, mas aquilo que o Espírito mandava falar. Foi uma testemunha fiel da Ressurreição de Jesus de Nazaré. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bahia, num encontro de formação para animadores de comunidades de base, atividade corriqueira de seu ministério profético, aos 88 anos de idade, sentado numa cadeira, como Jesus sentado à beira do poço de Jacó, no III Domingo da Quaresma de 2011, na manhã do dia 27 de março, cinco dias após a celebração de seu aniversário natalício, Deus o chamou para junto de si, para o convívio dos eleitos. Parentes, amigos, alunos, leitores e admiradores choram de alegria e gratidão pelo seu testemunho missionário na Igreja e no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito está trabalhando, cotidianamente, para nos oferecer outras profetisas e profetas, a fim de que a Igreja não se desvie completamente do caminho de Jesus. Alguns ainda existem e estão profetizando. Há outros que estão surgindo, e outros, ainda, que surgirão. A profecia na Igreja é como a semente plantada na terra, que germina e ninguém sabe como. De uma coisa temos certeza: Na Igreja, alicerçada no sangue dos Apóstolos, a profecia jamais cairá. Por isso, os doutores da lei e fariseus hipócritas jamais estarão livres da verdade proclamada pelos profetas em todo tempo e lugar. A esperança dos pobres não pode morrer. Os profetas, com suas palavras e gestos, alimentam-na. Esta é a vontade de Deus. Quem ousa contrariar a vontade de Deus?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tiago de França&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5623702876612847187-5781040170870294044?l=teologiaelibertacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/feeds/5781040170870294044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5623702876612847187&amp;postID=5781040170870294044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5781040170870294044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5623702876612847187/posts/default/5781040170870294044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2011/03/padre-jose-comblin-profeta-da-igreja.html' title='Padre José Comblin: profeta da Igreja dos Pobres'/><author><name>Caminhando com Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12704180952235065849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1bxCVVGhgkA/StXoYith6QI/AAAAAAAAAaE/fsjrBxemrUw/S220/DSCF0306.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hgocrU_R3PQ/TZKXANKHDaI/AAAAAAAAArk/3m2lTgi3ghM/s72-c/Padre%2BComblin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5623702876612847187.post-9162344182140397872</id><published>2011-03-27T13:19:00.005-03:00</published><updated>2011-03-27T13:46:17.914-03:00</updated><title type='text'>Jesus de Nazaré: fonte que sacia a nossa sede de Deus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-YkUDBelVIH4/TY9m9Oo_zuI/AAAAAAAAArc/sIxGi5EpPJE/s1600/jesus%2Be%2Ba%2Bsamartitana.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 159px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YkUDBelVIH4/TY9m9Oo_zuI/AAAAAAAAArc/sIxGi5EpPJE/s320/jesus%2Be%2Ba%2Bsamartitana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588798864678178530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;(Jo 4, 14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Liturgia da Palavra desde &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;III Domingo da Quaresma&lt;/span&gt; nos encontramos com o famoso encontro de Jesus com a mulher samaritana no poço de Jacó (cf. Jo 4, 5 – 42). Antes disso, vemos Moisés com seu povo murmurando na caminhada rumo à terra prometida (cf. Ex 17, 3 – 7). Depois, o apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos fala da nossa justificação por meio do mediador único e verdadeiro: Jesus Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água, tanto na primeira leitura quanto no Evangelho ocupa lugar central. Inicialmente, a nossa sede é corporal; posteriormente, somos chamados a refletir que o ser humano tem outros tipos de sede: de amor e de realização, de justiça e de paz, de felicidade, enfim, sede de Deus. Por outro lado, há quem tenha sede de poder, de prestígio, de riqueza, de vingança, entre outras sedes destrutivas. Você que deu início à leitura deste texto: qual a sua sede mais profunda? O que você mais deseja para a sua vida? Com Jesus reorientaremos a/s nossa/s sede/s e buscaremos nos saciar nele, fonte de água viva que jorra para a vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; sede do povo de Deus no deserto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho do livro do Êxodo que se nos apresenta neste Domingo nos faz ter pena de Moisés, o líder do povo recém saído da escravidão no Egito. As pessoas sentem sede. Esta estava as maltratando em pleno deserto. De fato, deve ter sido uma experiência difícil. Diante da escassez de água e alimento, elementos básicos para a sobrevivência do ser humano, o povo reclama e se volta contra o Deus de Moisés. Este, sentindo-se impotente diante da situação clama a Deus dizendo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Que farei por este povo? Por pouco não me apedrejam!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, que nunca abandona seu povo nos caminhos e descaminhos da vida, resolve se manifestar, providenciando água em pleno deserto: Moisés bate sua vara na rocha e desta sai água para o povo beber. Pronto! Resolvido, parcialmente, o problema. Depois, virão outras murmurações e a paciência divina vai acompanhando a incredulidade e a insatisfação de um povo fraco e pecador, povo escolhido por Deus para viver a experiência da vida e da liberdade numa terra onde corre leite e mel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto selecionado termina com a seguinte indagação do povo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O Senhor está no meio de nós ou não?”&lt;/span&gt; Esta pergunta nos remete àquelas pessoas que estão sufocadas em sua sede e sofrimentos, e que se perguntam: Onde está Deus? A nossa pouca fé oriunda de nossa cegueira nos leva a pensar na ausência de Deus neste mundo dilacerado de dor e sofrimentos, misérias e tragédias de toda ordem. No caso do povo da caminhada no deserto, Deus o escutou, imediatamente. Em outros momentos, a impressão que dá é a de que Deus é surdo, mudo e insensível, pois parece não ligar para a situação das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião nos ensinou a acreditar num Deus que interfere na ordem natural do mundo. Esta crença tem levado muita gente à perda da fé e à frustração, pois como explicar o silêncio de Deus diante do massacre de seis milhões de judeus na Alemanha e da morte de milhares de pessoas nas catástrofes oriundas das ações irresponsáveis do ser humano para com a natureza. Há coisas que somente Deus explica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio na verdade de que o ser humano arca, consciente ou inconscientemente, direta ou indiretamente, com as conseqüências de suas ações. Por isso, ao invés de perguntarmos pelo porquê de Deus não se manifestar, deveríamos perguntar pelos reais motivos que levam o ser humano à autodestruição de si mesmo. É duro aceitar, mas a verdade é que o ser humano procura, incansavelmente, a própria morte através da prática de muitas injustiças, dentre as mais graves se encontra a destruição da natureza, que tem causado desequilíbrio e mortes inumeráveis. Acusar a Deus de omissão é omitir nossa participação em nossa própria desgraça e/ou morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A experiência do encontro de Jesus com a samaritana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas informações que aparecem no início do cap. 4 de João que nos interessam para compreendermos bem o encontro de Jesus com a samaritana. Primeira, que os fariseus ficaram sabendo que Jesus atraía discípulos e batizava mais do que o profeta João Batista. O evangelista corrige o boato dizendo que, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“na verdade, não era Jesus que batizava, mas os seus discípulos”&lt;/span&gt;; segunda, que Jesus não tinha a intenção de ir para a Samaria, terra de não-judeus, mas para a Galiléia. Sua passagem e permanência na Samaria se deveram ao fato de que esta ficava no caminho que levava à Galiléia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto em si traz vários pormenores que revelam muita coisa, mas para não nos estendermos muito, vamos àquilo que nos parece fundamental. Os especialistas em Bíblia possuem várias analogias e comentários sobre este texto, mas isto a gente deixa para um curso de teologia bíblica. Uma simples hermenêutica deseja, apenas, dizer a mensagem central do texto para a edificação da comunidade cristã. Ao povo interessa saber o que Deus quer nos dizer com as palavras e os gestos do profeta e Messias Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os samaritanos não se davam bem com os judeus. O sistema religioso destes excluía aqueles. O povo samaritano é oriundo de uma mistura entre hebreus e assírios, e tinha uma concepção religiosa bem diferente da dos judeus. Quando de passagem pela Samaria, Jesus sente sede e se encontra no poço de Jacó. Para os judeus, o poço é garantia de abundância da água oferecida por Deus no deserto. Basta ver a importância da água na vida do povo guiado por Deus através de Moisés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Jesus se encontra fora do campo religioso e social de seu povo. Ele se encontra com uma mulher samaritana, que o evangelista não nos diz o nome. A ausência do nome pode nos indicar não somente uma mulher (singularidade), mas um povo (samaritanos). Encontrando-se com ela, Jesus causa a admiração dos discípulos por causa de três questões curiosas: primeiro, porque estava conversando a sós com uma mulher, coisa incomum entre judeus; segundo, porque estava falando com uma samaritana, situação também não recomendável e terceiro, porque, além de mulher e samaritana, ela vivia com um homem que não era seu (seria ela adúltera?!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus rompe, radical e profeticamente, a separação entre judeus e samaritanos. Isto se apresenta como uma Boa Notícia, Evangelho da reconciliação que acaba com a exclusão e com a indiferença. Ao afirmar que todos devem adorar o Pai em espírito e verdade, Jesus descentraliza o culto do Templo de Jerusalém. Este era considerado o “poço da água viva”, lugar do encontro com a benção divina. Jesus afirma que Deus é espírito e que pode ser adorado em qualquer lugar e por qualquer pessoa e/ou povo. Diante disso, a mulher demonstra ter conhecimento da vinda do Messias, que é exposto como aquele que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“nos vai fazer conhecer todas as coisas”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não esconde três verdades fundamentais: a primeira, que os samaritanos adoravam o que não conheciam; a segunda, que a salvação vem dos judeus e a terceira, que ele tem a água e o alimento que jorra e dura para a vida eterna. Ele mesmo, diante da mulher samaritana, declara-se o Messias predito pelos profetas, mas o que chama a atenção dela é que ele falou de sua vida, de seus dilemas. Jesus se mostrou próximo dela, se interessou por sua vida e partilhou de seu sofrimento. Isto a marcou, profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como acontece em quase todos os que se encontraram com Jesus, ao descobrir nele um grande profeta e o Messias prometido, a mulher torna-se evangelizadora. Ela proclama a Boa Notícia, ou seja, o próprio Cristo para o seu povo. Este vem ao encontro de Jesus e pede que permaneça na Samaria por mais tempo. O Messias atende ao pedido e fica durante dois dias. Depois de terem escutado a palavra libertadora de Jesus, os samaritanos creram e abraçaram a fé nele, confessando que Jesus é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“verdadeiramente o salvador do mundo”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jesus fala de uma água diferente da do povo de Jacó, a mulher se interessa em recebê-la. As palavras dela revelam não somente a sede corporal, mas uma sede por vida plena e dignidade. Isto a levou a anunciar Jesus para um povo sofrido e excluído. A ale
